Ressocialização é pra que quem roubou coisa no mercado, pulou uma grade pra roubar uma bicicleta, caiu no papo do traficante e vendeu um punhado de droga, arrumou briga na rua, essas coisas.
Pra quem degolou uma pessoa pra roubar um celular NÃO EXISTE RESSOCIALIZAÇÃO.
Extensão de unhas e cílios passou a ser “brega” dps que a classe trabalhadora começou a explorar esses serviços de estética. Quando só rico conseguia fazer era inovador e facilitava o dia a dia da mulher. Agora que a vendedora faz, que a atendente faz, virou ridículo pra elite.
Estudou nas melhores escolas do Rio. Tentou passar pra medicina na UFRJ. Não passou. Colocou outro curso com nota de corte MUITO mais baixa só pra dizer que passou pra alguma coisa e poder gravar esse vídeo. É a versão 2.0 do "não passei por causa das cotas".
Minha ideologia política é que enquanto político não ganhar dois salários mínimos eles nunca tomarão decisões que melhorem de forma SIGNIFICATIVA a vida do brasileiro.
Caminhar 144 km não é desafio físico, muito menos sacrifício. Isso porque sacrifício de verdade é acordar todo dia às 4h da manhã, pegar dois ônibus lotados, trabalhar 10, 12 horas, e ainda voltar pra casa com o coração apertado porque o filho está crescendo em um bairro onde o crime organizado oferece mais presença do que o Estado.
Sacrifício é abrir a torneira e não cair água. É escolher entre pagar o gás ou comprar o remédio. É tomar banho frio não por disciplina, mas porque não tem opção. É dormir pouco porque a sirene, o tiro ou o medo não deixam dormir mais.
Sacrifício é viver no limite sem equipe, sem aplauso, sem drone filmando, sem post bonito no Instagram. É caminhar todos os dias quilômetros invisíveis — do ponto de ônibus até a dignidade — e ninguém chamar isso de “ato heroico”.
Na vida real caminhada se treina, enquanto sacrifício se sobrevive.
O Brasil precisa de menos encenação e mais respeito por quem carrega o Brasil nas costas — e não no story.