Vance é um ativo russo. Exagero retórico? Pode ser. Mas suas posições sobre a política externa americana frequentemente convergem com interesses estratégicos do Kremlin. Essa visão isolacionista e cética dele sobre a soberania dos EUA é um presentão pro Putin.
Seguranças/Staff da FIFA tentando proibir a bandeira de Israel em um estádio da Copa. Aí você descobre que o presidente da FIFA tem residência em Doha e fortes relações com o Catar, e algumas coisas se encaixam...
Trump é transacional, pouco ou nada ideológico. Ainda assim, é difícil não sentir repulsa ao ver o cara insuflar esperanças em uma população esmagada há décadas por uma ditadura teocrática para, logo depois, tratar seus algozes como líderes "racionais". Que bela merda.
Trump: "The current Iranian leadership are very rational people. They are nice to deal with, they are strong and smart people. They are not radicalized, and they are looking to help their country."
A questão é: como Olise ficou no Crystal Palace por 3 temporadas sem nenhum clube da Premier League se ligar? Entregaram de bandeja pro Bayern. O passe dele pro gol do Mbappe foi coisa de maluco.
França vem avassaladora.
#FRAxSEN
Ancelotti queimou TODAS as substituições mas não colocou o Endrick. Esse jogo era decisivo para as pretensões de 1º lugar no grupo e evitar a França. Vai ter que brigar no saldo de gols agora. Dava pra ganhar.
#BRAxMAR
Igor Thiago se movimentou até que bem, mas nas chances que teve NÃO CONSEGUIU DOMINAR A BOLA pra finalizar contra o Egito. O básico. Vamos ver se conserta isso contra o Marrocos. #BRAxMAR
A World Cup throwback: Ahead of the 2014 tournament's opening, a Brazil fan was photographed praying at the Western Wall in Jerusalem, Israel.
Photo by Flash90
Por aqui, quase 15 segundos de delay entre Globo (antena digital) e CazéTV no jogo do México. O YouTube vai deixar uma pá de gente ouvindo grito de gol na vizinhança antes da bola passar do meio campo 😵💫
O antissemitismo é milenar e não nasceu com Israel. Antecede em séculos qualquer conflito no Oriente Médio. Quando Finkelstein atribui o ódio aos judeus principalmente às ações de Israel, ele racionaliza um preconceito histórico pra sustentar sua condenação ao Estado israelense.
Todos os dias surgem defensores da "soberania do Irã" que convenientemente ignoram que Teerã há décadas financia e arma milícias terroristas no Líbano, Iêmen, Iraque, Gaza etc. A realidade atrapalha a narrativa da "resistência anti-imperialista" da militância.
ARTIGO: *O espelho quebrado da diplomacia*
Por Clarita Costa Maia*
Rasha Athamni é a Encarregada de Negócios de Israel no Brasil. Mulher negra, palestino-israelense, muçulmana, mãe e casada com um coreano, sua trajetória desafia os estereótipos sobre Israel e expõe a complexidade frequentemente negada por seus antagonistas.
Segundo a imprensa internacional, ela nasceu em uma cidade árabe no centro de Israel, formou-se pela Universidade Hebraica de Jerusalém e descobriu sua vocação diplomática em simulações da ONU. Tornou-se a primeira mulher muçulmana diplomata do Estado israelense.
Uma experiência marcou sua formação: assistir, na ONU, a países árabes condenando Israel por desigualdade de gênero, enquanto muitos deles não garantiam direitos equivalentes às próprias mulheres e às populações judaicas em seus territórios. A contradição a impulsionou à busca de um espelho corrigido dos defeitos e dos méritos de seu país.
Em 21 de maio, a imprensa internacional divulgou imagens do ministro israelense Itamar Ben-Gvir exibindo ativistas pró-Gaza ajoelhados e algemados após a interceptação da flotilha Sumud. As imagens provocaram indignação internacional. O chanceler israelense Gideon Saar classificou o episódio como um “espetáculo vergonhoso”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou a forma da ação, embora mantivesse a política de bloqueio que lhe deu origem. Países europeus reagiram diplomaticamente.
No mesmo dia, o Itamaraty a convocou para prestar esclarecimentos. O gesto é previsível, legítimo e integra o protocolo internacional. O que chama a atenção é o silêncio posterior: não houve manifestação pública reconhecendo as vozes israelenses que criticaram o episódio, sugerindo a ausência de um diálogo efetivo com uma diplomata cuja biografia simboliza a convivência entre civilizações que o Brasil afirma defender.
Uma mulher palestina representando Israel despertaria curiosidade política. Pelo que se infere da falta de nota pública posterior, pode ter sido tratada apenas como destinatária de cobranças.
Quatro dias depois, a imprensa internacional divulgou outro vídeo: policiais da Comunidade Autônoma do País Basco espanhol espancando e detendo ativistas da mesma flotilha no aeroporto. Não há notícia de convocação do embaixador espanhol ao Itamaraty.
A seletividade não é nova. O Brasil evita condenações ao Irã no Conselho de Direitos Humanos da ONU, sob argumentos conhecidos: objeção a isolar o país, não intervenção, autonomia estratégica, resistência à seletividade ocidental e preservação de relações com o Sul Global.
Os critérios não são aplicados de forma consistente. Organizações de direitos humanos documentaram milhares de mortes durante a repressão iraniana aos protestos de 2022 e 2023. Reiteradamente, mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIA+ são condenados à morte no país persa. Por consistência, a mesma lógica vigente quanto ao Irã deveria ser aplicada a Israel. A assimetria sugere a inexistência de um universalismo moral.
O problema pode ser mais profundo: Israel dificilmente encontra espaço num país que parece ter decidido o papel de cada ator na sua agenda geopolítica. Nesse cenário, nem mesmo uma diplomata que simboliza as contradições e potencialidades da região consegue ser vista como interlocutora de fato, apenas como destinatária de reclamações.
A diplomacia brasileira parece operar sob a lógica de Procusto: tudo o que escapa ao molde precisa ser extirpado. E, para Procusto, o molde jamais representou justiça: apenas a racionalização de uma conclusão já escolhida.
*Clarita Costa Maia é advogada, doutora em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Suíça de Direito Internacional.
By @AriKrok