@debbone24@RioCarnaval Nãão, no post tá que somente o Ingresso Sambista será vendido em abril. O resto vai ser vendido ao longo do ano, sendo frisa em último, acho que depois de julho.
Inclusive temos a dificuldade enorme de credenciamento nos desfiles oficiais que várias pessoas apaixonadas pelo samba e carnaval que fazem a imprensa carnavalesca sofrem. É uma grande perseguição. #NiteróiSemCensura
Família salgueirense,
Nesta noite, o Salgueiro recebe com pesar e muita dor a notícia da partida de um de seus maiores pilares. É um momento de profunda consternação, respeito e reflexão para todos que constroem e amam o nosso Torrão.
Nos despedimos de Haroldo Costa, um dos pilares vivos da história do Salgueiro, um salgueirense de alma inteira, daqueles que não apenas passaram pela nossa escola, mas ajudaram a construí-la, registrá-la e eternizá-la.
Haroldo foi muito mais do que um intelectual.
Foi memória viva, foi guardião da nossa história, foi voz firme na defesa do samba, do Carnaval e da cultura afro-brasileira. Um homem que entendeu cedo que o samba não podia ser apenas vivido. Precisava ser preservado, estudado, contado e respeitado.
Em suas obras fundamentais, como Fala, Crioulo, Na Cadência do Samba, 100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro e, sobretudo, Salgueiro: Academia de Samba e Salgueiro – 50 anos de glória, Haroldo escreveu aquilo que muitos sentiam, mas poucos sabiam transformar em registro eterno. Ele deu palavra, contexto e dignidade à nossa história.
Pesquisador incansável, escritor essencial, Haroldo foi também ator, diretor, jornalista, produtor, conferencista. Um intelectual negro que atravessou o teatro, a televisão, o rádio e a literatura sem nunca abrir mão de suas raízes, de sua identidade e de sua missão: defender a cultura do povo brasileiro.
No Salgueiro, sua presença sempre foi de respeito. Sua palavra sempre foi de autoridade. Sua trajetória sempre foi de amor verdadeiro pela Academia do Samba.
Hoje, perdemos um homem.
Mas ganhamos a certeza de que sua obra, sua voz e seu legado são eternos.
Haroldo Costa foi, é e sempre será nosso Orfeu Negro, aquele que cantou nossa história com profundidade, consciência e alma.
O Salgueiro se curva.
O pavilhão se entristece.
E a memória agradece.
Descanse em paz, Haroldo.
O samba que você ajudou a proteger continuará cantando o seu nome.