Não foi Moraes que fez! Isso foi a permissão de generais canalhas que permitiram que um general de reputação ilibada fosse punido por um juiz corrupto um verdadeiro gângster aliado com um condenado.
É visível o constrangimento da militância de redação.
Apoiaram a imposição de uma ditadura sob a falsa justificativa de "defesa da democracia e das instituições".
Agora, diante da impossibilidade de manter a farsa, são obrigados a abandonar o seu herói. Não por peso na consciência, mas por puro oportunismo.
Fica evidente que a "defesa da democracia" jamais passou de blindagem dos poderosos, para continuarem o saque ao país sem serem importunados. Os escândalos do INSS e do Banco Master deixam isso muito claro.
Vale lembrar sempre: esse pessoal da "imprensa profissional" é responsável direto pela imposição de um regime de censura e perseguição no Brasil, que destruiu a vida de milhares de pessoas e a pr��pria Justiça.
Antes, o Brasil tinha corrupção, o que já é grave. Mas hoje o problema é muito maior: vivemos num estado de exceção, em que nem mesmo é permitido criticar os corruptos.
A verdade é que a direita estava certa desde sempre. É esse reconhecimento que eles não estão dispostos a fazer: a Tia do Zap, tão vilipendiada pelos "jornalistas profissionais", sempre teve razão.
Muita gente está dizendo que Fachin retirou Mendonça dos inquéritos do INSS e do Banco Master. Não foi essa a decisão.
Fachin usou a prerrogativa da presidência do Supremo (o regimento manda o presidente conduzir apurações preliminares contra ministros da própria Corte) para chamar para si a relatoria do caso que pode abrir investigação contra Moraes. Na mesma canetada, mandou remeter à presidência as íntegras dos processos do INSS e do Master, suspendendo temporariamente os dois andamentos.
Traduzindo: o objetivo parece ser retirar os meios de ação de Moraes e de Mendonça até o plenário decidir, nos próximos dias, se abre a investigação contra Moraes.
Eu não tenho a menor confiança em Fachin, e não descarto que esteja atuando para costurar um acordão. Vale lembrar quem ele é: escolhido de Dilma, gravou vídeo na campanha de 2010 pedindo votos para ela e exaltando os feitos do governo do PT. Ele próprio conta, em entrevista, que sua formação foi moldada por um professor "ligado ao partido comunista" e aos movimentos de esquerda, que o fez "ver o mundo com outros olhos", e que a luta pela reforma agrária foi o segmento em que ele mais militou. Admirador confesso do comunista que o formou e militante da causa sem-terra, pela própria boca.
Mais: Fachin foi o relator da ação que julgou a constitucionalidade do Ato Institucional apelidado de "Inquérito das Fake News". Votou pela validade. Foi esse aval que abriu espaço para o estado de exceção implantado no Brasil nos últimos sete anos.
Agora ele sinaliza pelo fim do instrumento que ajudou a colocar de pé. Se o desmonte vier, ótimo. Mas nada apaga o seu papel na destruição da Justiça brasileira.
Portanto, minhas expectativas em relação a ele são as mais baixas possíveis. Se Fachin de fato enterrar o inquérito e atuar pela responsabilização de Moraes, será uma grata surpresa. Até lá, trato a decisão como o que ela é: movimento de quem administra a crise da corporação, não de quem faz justiça.
A degustação do uísque Macallan que reuniu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o empresário Daniel Vorcaro ocorreu no George Club, um clube privado localizado em Mayfair, uma das regiões mais valorizadas de Londres.