Backtests do not pay investors. Live portfolios do.
In Brazil, factor strategies can look extremely attractive on paper, but the real challenge is implementation: liquidity, costs, capacity, concentration and execution.
In emerging markets, implementation is not a footnote. It is the strategy.
A factor strategy can look exceptional in a Brazilian equities backtest.
The harder question is how much of that alpha can actually reach the investor.
Between the backtest and the live book there are real constraints: liquidity, capacity, transaction costs, sector concentration, execution and risk control.
This is especially relevant in emerging markets, where the signals can be stronger on paper but harder to implement at scale.
In that environment, the edge is not only in finding the signal.
It is in making the signal investable.
I discussed this with Vincent Brandsma on The Sophron Network, covering Brazil, factor investing, systematic portfolios and emerging-market implementation.
Full episode:
YouTube: https://t.co/crpWjm1EeD
Spotify: https://t.co/86hStcnatX
Uma das armadilhas mais comuns em investimentos não vem da falta de inteligência.
Vem do excesso de intervenção.
Quem construiu uma empresa costuma ser treinado para agir rapidamente diante de crises. No mercado financeiro, essa mesma reação pode levar a decisões tomadas mais por ansiedade do que por processo.
Este conteúdo da nossa gestão discute justamente esse ponto: por que uma arquitetura sistemática pode ajudar a reduzir o espaço do improviso nos momentos de pressão.
O problema não é falta de inteligência. É excesso de intervenção em momentos em que o processo deveria prevalecer.
O empresário é treinado para agir rápido diante de problemas na sua empresa. Aplicar essa mesma intuição no mercado financeiro costuma destruir valor.
O viés de ação força o investidor a girar o portfólio no fundo do poço apenas para sentir que retomou o controle da situação.
É por isso que modelos sistemáticos e quantitativos são valiosos. Eles buscam organizar sinais e rebalancear exposições sem a interferência do pânico humano.
A sistematização não elimina o erro, mas reduz a chance de improvisar justamente quando o improviso costuma custar mais caro.
A sua carteira sobrevive às suas emoções?
O problema não é falta de inteligência. É excesso de intervenção em momentos em que o processo deveria prevalecer.
O empresário é treinado para agir rápido diante de problemas na sua empresa. Aplicar essa mesma intuição no mercado financeiro costuma destruir valor.
O viés de ação força o investidor a girar o portfólio no fundo do poço apenas para sentir que retomou o controle da situação.
É por isso que modelos sistemáticos e quantitativos são valiosos. Eles buscam organizar sinais e rebalancear exposições sem a interferência do pânico humano.
A sistematização não elimina o erro, mas reduz a chance de improvisar justamente quando o improviso costuma custar mais caro.
A sua carteira sobrevive às suas emoções?
O investidor brasileiro se acostumou com algo raro no mundo:
juros altos, liquidez diária e baixa volatilidade aparente.
E transformou o CDI em plano patrimonial.
CDI é uma ferramenta.
Não é estratégia de longo prazo.
O problema não é ter CDI na carteira.
O problema é usar uma ferramenta de caixa como se fosse a solução completa.
Enquanto a tela sobe todo mês e gera conforto, a conta real (inflação + imposto + custo de oportunidade + horizonte) muitas vezes não entrega o patrimônio que a gente imagina.
Patrimônio relevante não se mede só por rentabilidade nominal.
Ele precisa separar funções claras:
• Liquidez
• Preservação
• Crescimento
• Diversificação
• Sucessão
E a sua carteira? Está organizada por estratégia ou por sensação de segurança?
*Disclaimer
Data-base: 01/06/2026
• Rentabilidade acumulada em 12 meses:
AVANTGARDE MULTIFATORES ABSOLUTO FIM: 12,83%
CDI: 14,88%
• Rentabilidade acumulada no ano:
AVANTGARDE MULTIFATORES ABSOLUTO FIM: -0,35%
CDI: 5,66%
• Leia o prospecto, a lâmina de informações essenciais e o regulamento antes de investir;
• Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura;
• A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos;
• Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Existe muito mais oportunidade no mercado de ações do que a maioria das pessoas imagina.
No mercado imobiliário, normalmente você negocia com um único dono, uma família ou uma estrutura muito específica. Muitas vezes existe apego emocional, problemas de dívida, questões regionais e negociações longas e desgastantes.
Já no mercado de ações, você consegue comprar participação em grandes empresas de forma praticamente instantânea, líquida e anônima.
Em poucos minutos, você movimenta milhões ou até bilhões sem precisar negociar pessoalmente com ninguém.
E existe outra diferença importante: no mercado imobiliário, muitas vezes a negociação continua mesmo depois do acordo inicial. Surgem novas exigências, renegociações e complexidades.
No mercado acionário, o preço aparece na tela. Se faz sentido, você compra. Se não faz, simplesmente espera.
Talvez seja exatamente essa simplicidade e liquidez que criem tantas oportunidades emocionais no mercado de ações. Porque, diferente de outros mercados, ali o preço oscila o tempo inteiro baseado em humor, medo, euforia e comportamento humano.
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🧐 Jeff Bezos: Uma enfermeira que ganha US$ 75 mil por ano em Nova York pode pagar mais de US$ 12 mil anuais em impostos.
A pergunta é: isso faz sentido?
Muita gente fala em tornar o sistema tributário “mais progressivo”. Mas talvez a discussão devesse começar em outro ponto: por que alguém que trabalha, produz e ganha uma renda relativamente comum precisa entregar mais de US$ 1 mil por mês em impostos?
Esse dinheiro faz diferença real na vida das pessoas. É aluguel, supermercado, saúde, educação e tranquilidade financeira.
E existe um detalhe interessante nesse debate: a metade mais pobre dos contribuintes representa apenas uma pequena parcela da arrecadação total.
Ou seja, muitas vezes o impacto fiscal de aliviar a base é relativamente pequeno para o governo, mas enorme para quem vive do próprio trabalho.
No fim, discussões tributárias quase sempre acabam virando ideologia. Mas existe também um lado humano e econômico: até que ponto faz sentido penalizar justamente quem está tentando construir estabilidade financeira?
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🧐 Charlie Munger: A vida é mais simples do que parece.
Você evita inveja, evita ressentimento, não gasta mais do que ganha, continua sendo generoso mesmo nos momentos difíceis, se cerca de pessoas confiáveis e faz aquilo que deveria fazer.
Essas regras parecem simples e são. O problema é que poucas pessoas conseguem segui-las de forma consistente.
Existe muita irracionalidade no mundo. E uma das grandes vantagens de quem constrói uma boa vida é justamente conseguir reconhecer isso cedo e não entrar em todas as loucuras coletivas.
Outra lição importante é entender que nem tudo está sob seu controle. Você pode mudar sua reação às pessoas e aos acontecimentos, mas nem sempre consegue mudar os resultados ou a natureza dos outros.
No fim, talvez maturidade seja justamente isso: gastar menos energia tentando controlar tudo e mais energia tentando agir da forma correta, de maneira consistente, ao longo do tempo.
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🧐 Warren Buffett: Na lua de mel, em 1952, Buffett parou em Las Vegas com a esposa e teve uma percepção curiosa.
Ele viu pessoas bem vestidas, viajando milhares de quilômetros, numa época em que viajar era muito mais difícil, para fazer algo que, matematicamente, elas sabiam que era ruim para elas: apostar.
E foi ali que ele disse para a esposa: “Nós vamos ganhar muito dinheiro.”
A lógica era simples. Enquanto a maioria das pessoas toma decisões financeiras guiadas por emoção, impulso e busca de enriquecimento rápido, quem consegue agir de forma racional já sai na frente.
O mercado financeiro funciona muito assim até hoje.
As pessoas continuam procurando emoção, previsão, aposta e ganhos rápidos. Enquanto isso, os maiores resultados normalmente vêm de coisas muito menos emocionantes: disciplina, paciência, preço pago e juros compostos.
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1/ No sábado passado tive o privilégio de compartilhar algumas horas com alunos da Poli, FEA, GV e Insper em um evento que reuniu um perfil que me anima muito no mercado financeiro: jovens com rigor analítico, curiosidade genuína e vontade de construir algo real.
🧐 Jensen Huang: Pessoas com expectativas muito altas costumam ter baixa resiliência. Uma das minhas grandes vantagens é justamente ter expectativas baixas e eu digo isso de verdade.
Muita gente extremamente talentosa, vinda das melhores universidades e acostumada a grandes resultados, naturalmente desenvolve expectativas muito elevadas sobre a vida e sobre si mesma. E isso é compreensível.
O problema é que, quando as expectativas ficam altas demais, qualquer dificuldade parece uma enorme frustração. E resiliência acaba sendo uma das características mais importantes para o sucesso no longo prazo.
Porque grandeza não vem apenas de inteligência. Grandeza vem de caráter. E caráter normalmente não é formado nos momentos fáceis, ele é formado nas dificuldades, nos erros, nas perdas e na capacidade de continuar seguindo em frente mesmo depois disso.
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🧐 Morgan Housel: As pessoas ajustam suas expectativas com base em quem está ao redor delas. Algumas são muito mais suscetíveis à necessidade de acompanhar os outros, enquanto outras simplesmente se importam muito menos com a opinião alheia.
Na prática, existem poucas pessoas cuja admiração realmente importa. Pais, esposa, filhos, alguns amigos próximos. Depois disso, o peso da opinião dos outros cai drasticamente.
E quando você entende de quem realmente quer amor, respeito e admiração, muitas decisões ficam mais claras. Porque aí o objetivo deixa de ser impressionar desconhecidos e passa a ser construir uma vida alinhada ao que realmente importa para você.
Dinheiro passa a ser uma ferramenta para sustentar isso: passar tempo com a família, criar experiências, ter liberdade e tranquilidade. Quando você define qual é o “jogo pessoal” que quer jogar na vida, fica muito mais fácil ignorar comparações, pressão social e a necessidade de provar algo para os outros.
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🧐 Warren Buffett: Vou te dar um número que provavelmente vai explodir a cabeça de muita gente. Eu comprei minha primeira ação aos 11 anos, no primeiro trimestre de 1942, pouco depois de Pearl Harbor. Investi cerca de 114 dólares.
Se aquele dinheiro tivesse sido aplicado no S&P 500, com os dividendos reinvestidos ao longo do tempo, hoje isso valeria algo próximo de 400 mil dólares. Tudo isso vindo de apenas 114 dólares investidos durante a vida inteira de uma pessoa.
E olha que, nesse período, o mercado caiu várias vezes. Houve crises, pânico, manchetes terríveis e momentos em que parecia que tudo estava desmoronando.
Por isso, você não deve comprar ações pensando em vender em um ou dois anos esperando lucro rápido. Nesse prazo, você pode facilmente perder dinheiro. Mas, se você compra aos poucos, pensa no longo prazo e ignora boa parte do “barulho” que o mercado vende diariamente, as chances de construir patrimônio aumentam enormemente.
E uma coisa é garantida: quase tudo aquilo que tentam te vender como solução rápida normalmente vem acompanhado de taxas muito maiores do que uma estratégia simples de longo prazo.
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🧐 Warren Buffett: Nós não temos interesse nenhum em incentivar outras pessoas a comprar os investimentos que já possuímos.
A mentalidade de Wall Street é estranha: você compra algo e já quer que ele suba no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte. Mas isso não faz sentido se você pretende continuar comprando esse ativo ao longo do tempo.
Se você ou a própria empresa vão continuar comprando ações no futuro, quanto mais barato estiver, melhor. Inclusive, para programas de recompra, preços mais baixos são claramente mais vantajosos para o acionista de longo prazo.
Mas a maioria das pessoas não enxerga isso.
E a explicação é simples: se as pessoas não estivessem erradas com tanta frequência, poucos conseguiriam se destacar.
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🧐 Warren Buffett: Quando você compra uma fazenda, você olha para a produção ano após ano, para os preços, e avalia se foi um bom investimento com base no que aquele ativo gera de resultado. Você está olhando para o ativo em si e para o que ele produz.
Quando compramos um negócio, fazemos a mesma coisa: analisamos o quanto ele lucra e avaliamos se o preço pago faz sentido diante disso. No fim do período, além de ainda ter o ativo, você também tem tudo aquilo que ele gerou ao longo do tempo.
Já quando você compra ativos que não produzem nada, você está dependendo apenas de alguém pagar mais caro no futuro. Ou seja, o valor não vem do ativo em si, mas da expectativa de que outra pessoa estará mais animada depois.
Se duas pessoas ficarem comprando e vendendo entre si, o preço pode até subir, mas no final continua existindo o mesmo ativo, sem gerar nada. Em algum momento, você precisa encontrar alguém disposto a pagar mais e esse processo não é infinito.
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🧐 Charlie Munger: Algumas pessoas realmente são prejudicadas por outras, e a indignação que isso gera muitas vezes é o que leva às reformas necessárias. Isso é verdade.
Mas existe outro lado dessa história: é muito prejudicial para o indivíduo se enxergar como vítima, mesmo quando ele é.
A melhor postura é reconhecer a situação, ser cuidadoso e seguir em frente, tentando melhorar o que está ao seu alcance. Sentir profundamente que tudo é culpa dos outros tende a ser uma forma de pensar contraproducente.
Além disso, é um tipo de mentalidade que afasta as pessoas. Ninguém gosta de estar perto de alguém que constantemente se coloca nesse papel.
Reconhecer problemas e agir para resolvê-los é saudável. Mas viver com um sentimento permanente de vitimização, transferindo toda a responsabilidade para terceiros, não ajuda, nem individualmente, nem coletivamente.
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🧐 Warren Buffett: Há muitos economistas brilhantes, com QI altíssimo, que passaram a vida estudando mercados. Mas quantos deles realmente ficaram muito ricos investindo em ações? Pouquíssimos.
Um exemplo interessante é John Maynard Keynes. No início, ele tentou ganhar dinheiro prevendo o que a economia faria, analisando variáveis macro e ciclos de crédito. O resultado? Quebrou algumas vezes e precisou até pegar dinheiro emprestado.
Depois disso, mudou completamente a abordagem. Passou a investir no estilo de Benjamin Graham: comprando bons negócios por preços baratos, dentro do que ele realmente entendia. E aí sim teve muito sucesso.
A lição é clara: tentar prever a economia não costuma gerar bons resultados na prática.
E, ainda assim, muita gente continua tomando decisões de investimento baseada justamente em previsões macroeconômicas, o que, olhando a história, é no mínimo questionável.
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🧐 Charlie Munger: Um dos meus métodos favoritos é o processo de inversão.
Vou dar um exemplo. Quando eu era meteorologista na Segunda Guerra, minha função era ajudar a prever o clima para liberar voos. Em vez de pensar apenas em “como fazer isso bem”, eu inverti o problema.
Perguntei a mim mesmo: se eu quisesse causar acidentes com pilotos, como faria?
A resposta veio rápido. As formas mais fáceis seriam colocar aviões em condições de gelo que eles não suportariam ou levá-los a situações em que ficariam sem combustível antes de conseguir pousar com segurança.
A partir disso, ficou claro o que eu precisava evitar a qualquer custo. E isso me tornou um meteorologista melhor.
Essa lógica vale para a vida. Em vez de pensar apenas no que você quer, pense no que você precisa evitar. Muitas vezes, evitar grandes erros já é suficiente para ter bons resultados.
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🧐 Warren Buffett: Escolha a pessoa da sua turma que você mais admira e escreva os motivos. Liste as qualidades dela. Depois, faça o oposto: escolha alguém que você menos admira e anote os comportamentos que te incomodam.
Quando você olhar essas listas, vai perceber que não são coisas extraordinárias, como habilidades raras ou talentos fora do comum. São características simples, comportamentos que, com um pouco de prática, você também pode desenvolver.
E o ponto principal é que esses comportamentos viram hábito. E hábitos funcionam de uma forma curiosa: no começo, são leves demais para serem percebidos, mas, com o tempo, se tornam fortes demais para serem quebrados.
Na minha idade, já é muito difícil mudar hábitos. Mas, na sua, você ainda está formando os hábitos que vão definir quem você será daqui a 20 anos. Por isso, observe os comportamentos que você admira nos outros e comece a praticá-los. Com o tempo, eles se tornam parte de quem você é.
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