Vou falar como criminalista, e sem rodeio: a responsabilidade pelo que aconteceu hoje é de Flávio Bolsonaro. De mais ninguém.
Não foi uma suposta perseguição que o colocou num avião rumo aos EUA. Foi uma escolha.
O STF mandou entregar o passaporte em 24 horas. Uma ordem simples, a mais branda das medidas cautelares. Ele não entregou. Saiu do país dois dias depois de perder a eleição, levando a família, sem avisar nem os próprios aliados.
Quem passou anos falando em lei e ordem, em respeito às instituições, em "bandido tem que pagar", na primeira ordem judicial dirigida a ele, virou as costas.
E é bom lembrar: o próprio irmão anunciou publicamente que ele deveria sair do país se perdesse. Não foi impulso. Foi um plano anunciado.
Eu defendo réus há anos. Sei o que é presunção de inocência e defendo esse princípio até o fim. Mas presunção de inocência se exerce dentro do processo, com defesa técnica, enfrentando a acusação. Quem confia na própria inocência fica e prova. Quem foge troca o tribunal pelo discurso.
E tem o peso do cargo. Um senador da República, que ainda recebe do contribuinte, que pediu o voto de milhões de brasileiros pra presidir o país, não pode tratar uma decisão judicial como sugestão. O exemplo que ele dá é claro: a lei vale pros outros.
Se havia algum excesso na decisão, o caminho existia: recurso, habeas corpus, imprensa, tribuna do Senado. Ele tinha tudo isso. Escolheu a fronteira.
O processo não acaba com a fuga. Só espera. E cada dia fora do país é mais um argumento que ele mesmo entrega contra si.
Fugir de responder a um possível processo criminal diz muito sobre quem foge.
Jornal Nacional muda o tom e deixa claro que Flavio Bolsonaro fugiu da Polícia Federal e da Justiça para não pagar pelos seus crimes.
#FlavioFugitivo#FLAVIOBOLSONAROFUGIU
Sabe o que é engraçado? Enquanto aquele(a) jornalista sugeria que pedirem o passaporte do Flávio para evitar uma fuga era abuso de autoridade, ele já estava no avião.
Marinho diz que esperava papel de 'liderança' de Flávio e lamenta possível saída do país: 'Não digo que concordo porque não fui consultado' https://t.co/GeKchha6Z6
Se os Bolsonaristas que perderam a eleição estão usando práticas nazistas de boicote a comércio, se tivessem ganho estariam construindo campos de concentração com camaras de gás.
O buraco que esse país entrou
Octavio Guedes: “Eles alegam que estamos numa ditadura do STF. Como há uma ditadura em que você faz campanha para eleger senadores cuja bandeira é o impeachment de ministros do STF? Esses senadores são eleitos e vão exercer o mandato. As pessoas, numa ditadura que os Bolsonaros tanto gostam e elogiam, não concorrem. Na ditadura, a polícia não pede a um juiz a apreensão de passaporte. Na ditadura, a polícia mata, executa, esquarteja e joga no mar. Essa é a ditadura que os Bolsonaro elogiam, gostam e da qual têm saudades.” #estudioi
Rogério Marinho, ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, diz que esperava que o senador assumisse papel de "liderança da oposição". Marinho diz não saber paradeiro de Flávio e que a última mensagem foi às 8h.
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@MarkeFernandes@EleicaoBr2026 A página quer cliques e, infelizmente, parece que desaprenderam o que foi feito nas eleiçoes e estamos engajando com conteúdo negativo novamente
You don't need to understand portuguese, you can understand just how thoroughly she destroyed him by the reaction of the women behind her.
That's the trans congresswoman I posted about.
Anota aí o que vai acontecer:
NADA.
Trump não vai nem falar abertamente que aceita 100% o resultado das eleições nem que não aceita.
E vai posar pra alguma foto em algum momento com o Flávio Bolsonaro.
É só pra malucada bater palma.
E fica por aí.
Por dois motivos simples:
1 - As eleições de meio de mandato estão chegando e Trump vai levar pancada.
2 - Se ele inventar qualquer medida mais drástica relacionada à, por exemplo, tarifa, o Brasil aplica a lei da reciprocidade. O efeito prático seria o empresariado dos EUA pressionando Trump ainda mais.
Não existe, portanto, qualquer risco de interferência direta.
O que vai ter é a base bolsonarista alimentando esse sonho pra manter engajamento em torno da família.
Como vão fazer isso?
1 - com essa tal foto/registro de encontro.
2 - com essas declarações do Trump que não falam nada concreto.
3 - com as redes sociais tentando fomentar a ideia ao melhor estilo "só mais 72 horas".
Quanto menos engajarmos e levarmos a sério, mais rápido param com essa bobagem.
A incrível ditadura que permite eleição da maior bancada da oposição e o perseguido político tá com o irmão e a madrasta eleitos senadores.
A urna foi fraudada menos pra eles