Marieta Severo: “Fui formada, como cidadã e como artista, pelo cinema brasileiro. Aos 15, 16 anos, assisti a Deus e o Diabo na Terra do Sol, Vidas Secas, O Pagador de Promessas, extasiada, sem conseguir me levantar da cadeira. Sempre quis fazer parte daquilo. Então, sempre foi uma tristeza infinita ver a maneira como muitas vezes o poder público lidou com o cinema, com uma visão destruidora, neurótica. Ver o cinema nacional com a sua potência sendo reconhecido no mundo é uma alegria, faz bem ao coração. Ainda mais depois desse senhor que está preso e que também fez questão de desarticular os nossos mecanismos todos. É uma espécie de retomada também. E o eco exterior reforça isso aqui dentro.”
menina mulher, incompreendida, profética, cheia de dor e rebolado. por vezes, sua voz robótica causou estranhamento, mas sua mensagem estava lá. misteriosa, batukadeira, caolha, popozuda, líder revolucionária, sanfoneira e luso-latina. Madame X, você fez um X em nossos corações.