Toda morte é sempre uma infelicidade e merece as devidas e respeitosas condolências. Mas morrer de saudade do cônjuge falecido tem uma trágica beleza. Marx, Machado e Satrapi, distintamente revolucionários, falecidos na dor da perda de seus amores.
Todo final de semana meu vizinho toca música alta, o pior do brega e o mais outsider do piseiro. E eu, apesar de ateu, rezo semanalmente pra que ele seja atropelado e morto por um caminhão pipa.