O BRASIL NÃO PRECISA DE UM SUPREMO MAIS PODEROSO.
PRECISA DE INSTITUIÇÕES MAIS CONTROLADAS PELA LEI.
O problema não se resolve escolhendo “o ministro certo”.
Resolve-se reconstruindo limites.
Porque numa República séria,
ninguém investiga, acusa, julga e define as próprias regras sem controle.
O que está em jogo agora não é o destino de um processo.
É a credibilidade da Justiça brasileira.
NENHUMA DEMOCRACIA SOBREVIVE QUANDO AS REGRAS PARECEM MUDAR CONFORME QUEM ESTÁ SENDO INVESTIGADO.
Não importa se o investigado é de direita, de esquerda, banqueiro, político ou ministro do Supremo.
A regra precisa ser uma só.
Transparência. Imparcialidade. Limites.
Sem isso, Justiça deixa de inspirar respeito e passa a inspirar desconfiança.
O PROBLEMA JÁ NÃO É MAIS UM MINISTRO.
É O SISTEMA.
Ministros se investigam.
Ministros questionam investigações de outros ministros.
A Presidência da Corte interfere na condução dos processos.
E o cidadão assiste a tudo sem saber onde termina o julgamento e onde começa a disputa de poder.
Isso destrói confiança.
QUANDO UMA INVESTIGAÇÃO COMEÇA A INCOMODAR, TROCA-SE O INVESTIGADOR?
Hoje, André Mendonça foi retirado da relatoria do caso que envolve Moraes e Vorcaro.
A pergunta que fica é muito maior que os nomes envolvidos:
quem fiscaliza quem deveria fiscalizar o poder?