A professora Silvia Pimentel, uma das juristas que participaram da formulação da Lei Maria da Penha, criticou duramente o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel.
Segundo ela, a decisão foi inadequada do ponto de vista jurídico e representa um desserviço ao feminismo. Pimentel afirmou que o perdão concedido pela Justiça não teve fundamento jurídico consistente e configurou uma espécie de “bondade judicial”.
A crítica ganha peso porque ocorre após a condenação de Dr. Jairinho a mais de 43 anos de prisão pelo assassinato de Henry, que morreu aos 4 anos após sofrer dezenas de agressões. O laudo do IML apontou 23 lesões provocadas por ação violenta, responsáveis por causar hemorragia interna e a morte da criança.
Enquanto Jairinho foi condenado pelo crime, Monique Medeiros recebeu perdão judicial após a acusação contra ela ser desclassificada para homicídio culposo. Para Silvia Pimentel, a decisão transmite uma mensagem preocupante e não contribui para a busca por responsabilização em um dos casos mais chocantes da história recente do país.
“Eu não quero bondade de gênero. Eu quero equidade de gênero”, resumiu a jurista.
@ericktobasics Sem falar que ela passa mto a impressao de que acha divertido ser a "louquinha sem filtro" e nem digo isso por conta desse vídeo específico