Limitar estrangeiros para “proteger” o jogador brasileiro é a versão futebolística da reserva de mercado. Quando a concorrência aperta, em vez de elevar a qualidade de quem está dentro, fecha-se um pouco a porta para quem vem de fora. A história econômica já mostrou onde esse raciocínio pode terminar que é menos competição, menos pressão por eficiência e atraso camuflado de uma suposta proteção.
E aí nós queremos um Brasileirão global, mais valioso, mais competitivo e mais atraente para investidores, mas começamos a colocar barreiras justamente �� internacionalização do talento. Se o jogador brasileiro precisa de proteção para jogar no Brasil, talvez o problema não seja o estrangeiro. Talvez seja o sistema. E quando a resposta para a falta de competitividade é reduzir a concorrência, não estamos desenvolvendo o mercado. É a ineficiência que estamos protegendo.
💊 Aditivo? Não, obrigado. Aqui a vontade é natural! Eu nascido e criado comendo lambreta na Mouraria vou tomar atraso de quem precisa de melzinho? #BBMP#Brocamos
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
O que LeBron James faz deixou de ser longevidade e se tornou perenidade.
Longevidade serve para descrever Tim Duncan sendo campeão da NBA aos 37 anos ou Lionel Messi vencendo uma Copa do Mundo aos 35.
O que LeBron James faz aos 41, contra uma das melhores defesas da NBA, já se tornou outra coisa. Talvez o primeiro caso de perenidade na história da liga, porque vai além de ser algo longevo; é simplesmente inesgotável, resiste à passagem do tempo e não termina.
As décadas passam, e LeBron James segue sendo o melhor jogador da história da NBA com a sua idade: o melhor aos 20 anos, aos 30, aos 40…
Quantas vezes algo assim existiu na história dos esportes coletivos?
Não há palavras suficientes para descrever.
A língua portuguesa detém cerca de 400 mil palavras registradas e, ainda assim, me faltam termos para descrever quem foi LeBron James enquanto atleta.
Estamos falando de uma prateleira em que se encontram nomes como Tom Brady, Novak Djokovic e Cristiano Ronaldo.
O termo “longevidade” tornou-se irritantemente pequeno para descrevê-los, porque os colocaria no mesmo patamar de outros atletas que até foram longevos, mas nem de perto tão extraordinários em idades tão avançadas.
O termo perenidade precisará ser usado daqui pra frente.
BAHIA 2x1 VITÓRIA: O Bahia é bicampeão baiano vencendo o clássico de virada. Uma virada no placar e na história da partida. Primeiro tempo do time de Rogério Ceni foi um desastre. O Vitoria foi superior ao Bahia em todos os aspectos e venceu com justiça, em especial pelo nível de competitividade. Mais atento, mais encaixado na marcação, mais confiante com a bola no pé. Tirou a posse do Bahia, contra-atacou com velocidade e estava com pinta de campeão no intervalo. Pois bem: das vantagens de ter “banco”: Rogério Ceni fez duas mudanças necessárias e decisivas no intervalo. Kike em Ademir, Erick em Roman. O time mudou completamente. O Bahia
no segundo tempo lembrou um time que joga final. Assumiu controle, agrediu com mais intensidade e, em 20 minutos, virou. Jean Lucas, personagem “vilão” do último clássico na Fonte Nova, quando foi expulso aos 3 minutos de jogo, fazia uma partida terrível, mas marcou dois gols emulando centroavante. Os gols do título. Acevedo foi um fator desequilibrante da partida. Como lateral, com Kike em campo, foi o motor da virada. O Bahia voltou a ser campeão na Fonte Nova diante do Vitória depois de 32 anos. Conquistou título invicto do Baiano depois de 44 anos. Garante a manutenção da sua hegemonia estadual. A virada no campo em 90 minutos ainda não é a virada na temporada, mas a virada de noite de cada torcedor e torcedora está liberada. Título é título. Pode não consagrar, não redimir, mas registra a felicidade em cartório. Se nem nessas horas quem torce pode se permitir sorrir, porque gostar de futebol?
Tweet anual, de todo Super Bowl, para falar que: Nenhum show do Super Bowl vai ser melhor que ESSE.
Dr Dre.
Snoop Dogg.
Mary J Blige.
Kendrick Lamar.
Eminem.
50Cent.
Todos juntos e soltando só pedrada. Arte. Absurdo demais.
I miss the old Cauly
Straight from the 'Go Cauly
Chop up the soul Cauly
Set on his goals Cauly
I hate the new Cauly
The bad mood Cauly
Spaz in the news Cauly
I miss the sweet Cauly
I used to love Cauly
I used to love Cauly
A doctor told my wife she couldn’t get pregnant.
My wife told me this when we started dating & I was open to adoption as being a father was very important to me.
Wild thing is when we got engaged I started having VIVID dreams of a little girl.
I saw her smiling.
I saw us laughing & playing in our yard.
I started telling my wife.
And then we got pregnant on our honeymoon. ❤️
I knew before the ultrasound it was MY GIRL that I had already seen so many times in my dreams.
Fatherhood means everything to me.
This little angel makes me want to be a better man each day.
Every week I create time to hangout a few hours together just us.
In my nearly 42 years on earth I’ve traveled all over & gotten to do some pretty cool stuff, but NOTHING compares to the joy of fatherhood. ❤️
BAHIA 2x1 RED BULL BRAGANTINO: De um lado uma marca de energético. Do outro, uma marca de superação. O Bahia fez um primeiro tempo ruim contra a equipe paulista. Ronaldo fez os milagres que podia. Partida gigante dele. Mas não deu pra evitar o gol de Matheus Fernandes. O tricolor ficou na bola defendida por Cleiton logo no início da peleja e só. Os 43 mil tricolores na Fonte Nova viram o Bragantino controlar o meio de campo com superioridade numérica e contando com jornadas pouco inspiradas de Nestor, Acevedo, Kayky, por exemplo. No segundo tempo, com Michel no lugar de Nestor, Rogério Ceni conseguiu fazer o time ser mais intenso e dinâmico. O Bahia empurrou o Bragantino pro campo de defesa e teve o controle absoluto da posse. Faltava inspiração no funil, pra finalizar. Veio de onde não se esperava tanto. Erick e Cauly entraram e o camisa 8 tricolor reviveu grandes momentos. Foi dele o início do gol de empate, em dinâmica de corpo, pra acelerar a jogada pra Jean. Começou com Cauly, terminou com William José, que marcou pela 4ª vez seguida na Fonte Nova. O melhor estava pro final. Everton Ribeiro entrou faltado apenas 4 minutos mais acréscimos. Após superar o câncer na tire��ide. Voltou com a disposição de quem tava com saudade de fazer o que mais gosta. E dele partiu o passe, com quebrada de pescoço e tudo, pra Tiago servir William José e dar, de bandeja, outro triunfo para o Bahia. Primeira vitória de virada do Bahia na série A tinha que ser hoje. Pois não foi só o Bahia que virou jogo. Ronaldo, Cauly e, principalmente, Everton Ribeiro, deram exemplos, cada um na sua proporção, do que significa acreditar na superação. E a superação é libertadora.