No fundo, a gente sabia que precisava acabar assim.
Depois de transformarem a convocação num culto, depois de metade do Brasil depositar esperança num super-herói hipotético, esse era o final perfeito pro Neymarzismo Cultural.
Quando o Brasil precisou do camisa 10 que fez 4 jogos inteiros e 4 filhos nos últimos 4 anos, Neymar finalmente entregou tudo que ainda podia entregar: não marcou, arrumou confusão, viu o Brasil tomar gol e cobrou um pênalti provocando o goleiro como se a gente estivesse ganhando de 5 a 0.
Mas não se enganem: a notícia é boa.
Foram 12 anos de uma Seleção refém de um gênio que desperdiçou a própria genialidade virando influencer de luxo. Um país inteiro ajoelhado diante de um sonho que nunca virou realidade.
Pelé não ganhou Copa sozinho. Romário não ganhou Copa sozinho. Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká também não.
O Brasil nunca foi sobre um gênio sozinho.
Sempre foi sobre onze pessoas entendendo que a camisa pesa mais que o ego.
Nada melhor do que a Copa do Mundo. Só ela vai proporcionar uma Alemanha sendo eliminada no 16 avos pra um compilado de jogadores do Brasileirão.
A melhor invenção de todos os tempos. Obrigado, Copa.
5 fatos sobre mim:
1- ja tirei leite de pedra
2- ja contei historia pra boi dormir
3- ja com porcos andei e farelos comi
4- ja chutei cachorro morto
5- ja contei com o ovo na bunda da galinha