Little reminder:
“o distanciamento
também nos
permite perceber
o que a
proximidade não
nos deixa ver:
há coisas (e pessoas)
que não vão mudar nunca.”
*às vezes, as fases mais difíceis da vida também trazem consigo um enorme “abre olhos”.
✨
Enzo Pérez - fez o gesto de roubo em campo e foi suspenso por 1 jogo
Paulo Bento - fez o tal mítico gesto de roubo e reclamou da arbitragem foi suspenso por 12 dias
Hélder Cristóvão - fez o gesto de roubo e reclamou da arbitragem foi suspenso por 10 dias
Sérgio Conceição - fez o gesto de roubo e reclamou da arbitragem foi suspenso por 21 dias
Depois de tanto precedente, vamos lá ver as controvérsias que as entidades responsáveis vão ter que fazer para não aplicar castigo equivalente ao Suarez!
O SCP não devia estar em competição
O Suaréz fez o que fez ao Bednarek
O Alberto não viu o segundo amarelo, onde devia ter visto, mas o primeiro não foi bem mostrado
"Roubo", claro. 😅
🖤 Hoje morreu o Jorge Costa. Eu sou do Sporting.
Eu invejava o FC Porto porque tinha o Jorge Costa.
Não era por ter o Pinto da Costa. Nem o Baía. Nem pelo Fernando Couto, nem o Paulinho Santos, nem o Aloísio, nem o Ricardo Carvalho, nem o Pedro Emanuel, nem o Lucho, nem o Bruno Alves, nem o Danilo, nem o Pepe.
Era o Jorge Costa, o central que parecia saído dum filme do Coppola filmado nas Antas em noite de trovoada mesmo rija.
A braçadeira do Porto nunca assentou melhor a mais ninguém. Não era uma faixa de capitão, era mais uma espécie de colete de explosivos amarrado ao braço do Jorge. Entrava em campo com aquele olhar de quem já tinha visto o inferno e o tinha mandado calar. Até arrepia!
F@da-se, que REI que o Jorge era.👑
Era uma muralha. Um cão raivoso. Um general de infantaria enfiado no relvado.
E porra… era bom, o melhor.
Era tão bom que, mesmo sendo sportinguista, desejei ter no meu Sporting aquela besta, o bicho, ou pelo menos um sucedâneo do bicho, mas lagarto.
Mas não vestia. Era do Porto. Ele era o Porto.
E isso doía-me pra c@ralho. Doía porque era uma liderança que não se comprava e não se vendia. Era pelo respeito que se impunha, naturalmente.
Ele não mandava calar, bastava olhar.
O Jorge morreu cedo. Muito cedo.
Mas a verdade é que, depois de pendurar as chuteiras, nunca mais o futebol lhe deu o mesmo espaço que ele lhe dera.
Nunca foi selecionador. Nunca foi dirigente de topo. Nunca teve o lugar que merecia, como se o futebol moderno, cheio de consultores, nutricionistas e senhores de sapatinho italiano, tivesse medo de alguém que usava o "p@ta que te pariu" como quem diz bom dia.
Faltava-lhe o verniz.
Nos últimos tempos, parecia que estava de volta ao seu lugar. Ao Dragão. À sua casa.
Voltei a vê-lo sorrir, mas pouco.
Talvez soubesse que o tempo era pouco. Ou talvez, pela primeira vez, tivesse percebido que o tempo nunca volta, e por isso voltou ele ao que nunca devia ter deixado.
Agora foi-se.
E o futebol ficou mais pobre.
Ficámos todos.
Porque num tempo em que os líderes são gestores de emoções, ele era um animal emocional que liderava com o coração, com a alma, com o estômago.
E isso, meus amigos, já não se ensina nas academias. E também já não há-
Adeus, Capitão.
Até um dia.
Hoje, os sportinguistas também choram. Eu pelo menos, choro, mas acho que não sou o único.
És Porto, mas foste muito mais do que isso. E é isso que faz de ti eterno.
RIP Campeão.🙏
o dono da cooperativa