não OBRIGUE NINGUÉM a fazer nada por você. Toda vez que você cobra algo que deveria ser espontâneo, você se desgasta ainda mais. Entenda que atitudes revelam prioridades, e não é tarefa sua ensinar alguém a ter consideração por você
Ontem, iria ao Jantar de 50 anos da Vogue. Uma festa que estava pensando se deveria ou não ir.
As urgências na Câmara se impuseram e me trouxeram a resposta:
Tenho coisas MUITO mais importantes pra fazer do que festejar em uma festa que teria ar de velório.
Ver uma de nós ser demitida após a INVENÇÃO de um político nojento e vil que precisava de uma cortina de fumaça na semana que votaria a favor da PEC da Bandidagem é algo que não pode ser pactuado.
A moda é política!
Sempre foi usada pelo poder estabelecido e pela ordem capitalista, racista, misógina e transfóbica pra separar os do andar de cima dos que estão no andar de baixo.
Ultimamente, começamos a virar o jogo. Ocupamos espaços e vestimos, com orgulho, os nossos símbolos, tecidos, ancestralidades, afetos e anseios.
Mas, frente à mínima pressão política daqueles que sempre foram contra as nossas existências, surgida a partir de uma mentira, esse espaço é tirado de uma de nós como se ele tivesse sido dado por algum mecenas benevolente.
Não foi. Este espaço foi conquistado com nossa garra, talento, resiliência e apoio mútuo da nossa gente.
Um apoio e um espaço que tenho a certeza de que, no fim das contas, Zazá Pecego continuará tendo entre nós e no mundo da moda.
Espere que a Vogue reconheça que a demissão dela só serve de vitória aqueles que atacam nossa democracia e na primeira oportunidade mata mulheres como ela, e destrói revistas como a Vogue.
No fim do dia todos nós estamos perdendo quando fascistas se fortalecem.
Em solidariedade à Zazá Pecego, vítima de uma campanha de cancelamento pela extrema-direita, DEMITIDA injustamente pela Vogue BR (que decidiu se ajoelhar à extrema-direita), chamo todos os meus seguidores que amam moda e que têm consciência a darem unfollow na revista Vogue Brasil!