Eu ainda não estou acreditando no que estou assistindo
O Brasil empata com o MARROCOS e o Fabinho e os companheiros ficam de risadinha
O Alisson mandando coraçãozinho pra arquibancada
O Vinicius Jr dando entrevista pra CazéTV e dando risada
Não vamos ganhar essa copa NUNCA, os caras estão desconectados da realidade
Rodrigo Lopes | RS se torna primeiro Estado do país a contar com fundo exclusivo para proteção e bem-estar de cães, gatos e equinos https://t.co/acL17iNLjE
Minha opinião (Pedro Osório 29/01).
Duas derrotas consecutivas naturalmente inflamam o torcedor, isso é normal e legítimo. Mas é justamente nesse momento que precisamos dar um passo atrás, esfriar a análise emocional e olhar o cenário estrutural do clube e o trabalho pensando no médio prazo.
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro: Luis Castro NÃO tem as peças necessárias para executar o modelo de jogo que propõe, assim como Mano Menezes não teve, assim como Renato também não teve. A gestão anterior inchou o elenco com jogadores de baixo nível competitivo, muitos vindos de mercados alternativos, sem capacidade real de entregar rendimento em alto nível.
A direção atual assumiu o clube sob transfer ban, precisou desovar cerca de 15 atletas para aliviar a folha, vender Alysson para gerar caixa e iniciar a temporada sem patrocinador master, o que limita drasticamente qualquer poder de reação no mercado.
Em segundo lugar, é injusto dizer que o treinador ignora a voz da arquibancada. Pelo contrário: Luis Castro fez exatamente o que a torcida pediu.
Dodi, o único volante de contenção (5) do elenco, assumiu a posição no lugar de Tiago, que é um 8.
João Prenho entrou no lugar de Rocha, e foi objetivamente melhor, com mais intensidade e leitura defensiva.
Noriega, que atuava em rotação de treino, saiu para a entrada de Martins, que foi o melhor jogador do segundo tempo (Wagner foi o do 1°), entregando dinâmica, pressão e propondo jogo, inclusive assitência.
O problema central é que nosso elenco é curto, desequilibrado e enganador.
Cristaldo não sustenta nível competitivo.
Cuéllar só funcionaria mediante um milagre físico.
Zagueiro G. Martins ataca melhor que o André 77.
Tetê é um jogador técnico, liso, mas totalmente dependente de um LD para apoiar e de um 10 funcional para potencializar seu jogo.
Mesmo com Arthur, Tetê e C.Vini em campo, o padrão será sempre esse, porque:
A zaga não tem proteção;
O meio-campo não tem contenção nem criação;
Os laterais-direitos disponíveis estão jogando contra o time, em nível técnico e tomada de decisão.
Não existe modelo de jogo que sobreviva a esse contexto estrutural. Não é uma falha de ideia, é ausência de material humano compatível.
Enquanto a direção não trouxer reforços pontuais e funcionais, esse será o roteiro: algumas vitórias, algumas derrotas, muita instabilidade... Pessoalmente, rifaria o estadual, utilizaria a competição como laboratório, manteria o time titular treinando, daria minutos reais ao Monsalve e focaria em construir um XI titular fixo, competitivo e entrosado.
*Sem isso, não há treinador que resolva.*
E hoje, Luis Castro é parte da solução, não do problema.
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