When Russia hosted the World Cup in 2018, it had to suspend normal visa rules for the tournament. Foreigners with tickets could enter visa-free, using a scheme called ‘Fan ID.’
Russia also had to do weird stuff to keep FIFA’s sponsors happy. For example, small shops near Fan Zones and stadiums could only sell Budweiser beer on match days.
So yes, FIFA absolutely does dictate conditions to host governments when it suits FIFA. Infantino pretending otherwise is nonsense.
- Os Bolsonaros não são limpinhos, tem histórico de rachadinha, se envolvem com bandidos de milicianos a mensaleiros, mas vamos votar em quem? Os outros candidatos não tem nem 6% de intenções de voto.
Os outros só tem 6% pq vcs insistem nos Bolsonaro ;) Boa noite.
Dou aula de Sociologia há tempo suficiente para citar trechos de Foucault de cor, e ainda assim travo a porta do carro quando o sinal fecha no lugar errado. Não moro onde o crime manda. Moro num apartamento de classe média alta, num bairro onde o medo é abstrato o bastante para render teses bonitas sobre soberania brasileira. Digo isto antes de qualquer coisa, porque a indignação que vou criticar é também a minha, e ela sai mais barata de onde eu falo.
A nota do governo separa duas coisas: o terror que busca lucro e o terror que busca ideia. Facção entra na primeira gaveta –tráfico, arma, dinheiro— e por isso não seria terrorismo de verdade, só crime grande. Crime organizado. Terrorismo? Nunca.
A distinção é limpa. É falsa. É estúpida.
Quem controla quem entra e sai de uma rua governa aquela rua. Decide o toque de recolher, cobra imposto, executa sentença. Manda. Ou seja, tem poder político. Faz, em escala de quarteirão, o que o Estado faz em escala de país. Chamar isso de mero "comércio" é a parte conveniente da nota.
Santo Agostinho já tinha dito isso, com menos pudor: removida a justiça, reino é quadrilha que deu certo --e quadrilha é reino que não deu.
A esquerda, de todos, deveria ser a última a comprá-la: foi ela que passou um século ensinando que economia e política são a mesma carne, que não existe lucro inocente de mando. Marx não precisava de bandeira para enxergar dominação no bolso da burguesia. Por que, justo agora, o dinheiro passou a provar inocência política?
Dirão que facção não tem projeto de país, só caixa –e é verdade, em parte. Só que projeto de país é luxo de quem já tem o Estado garantido. Quem manda num beco não precisa de utopia; precisa do beco.
O que, de fato, agride não é o erro conceitual. É o tom. Esse sim mais preocupado com politicagem ideológica.
A mesma classe intelectual que fareja autoritarismo em cada relação intersubjetiva descobriu, de repente, um apreço comovente pela palavra "soberania". Aqui, declamada do palacete, do apartamento bem ventilado, sobre um país onde a soberania do Estado termina na entrada de centenas de comunidades. Indignar-se com o vocabulário é confortável. Custa uma coluna e o moralismo seletivo.
Eu também me indigno barato, e sei disso. Falo de Bourdieu numa sala de aula segura com no máximo alunos sonolentos e volto para casa por esquinas que escolho com cuidado. Só não consigo dizer "Brasil soberano" em voz alta sem antes lembrar que, enquanto eu escrevia esta frase, um desconhecido levou um tiro por um celular, e ninguém ali estava interessado na minha definição de terrorismo.
O briefing bolsonarista mandou focar em "o dinheiro não existiu", "investimento privado não é crime", "ele não tinha como saber que o Vorcaro era criminoso" e "ele não tinha nenhuma relação com o Vorcado, era só uma gíria carioca".
Apensa 3 trechos desmontam esta narrativa:
“Tudo isso só está sendo possível por causa de vc!”
- Aqui ele confirma que o Vorcaro está financiando o filme.
“Eu sei que você tá passando por um momento dificílimo aí também”.
- Aqui ele confirma que sabe o Vorcado está sob investigação, que está sendo acusado de diversos crimes e mesmo assim...
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente!”.
- Ele confirma total fidelidade ao Vorcaro.
É o craque do jogo:
- Ha algum tempo, disse que não tinha contato com vorcaro.
- Hoje de manhã, negou que tinha pego dinheiro com ele
- Agora de noite, reconhece que pegou o dinheiro porque sabe que não tem como negar.
- Disse que os 120 milhões que pediu a Vorcaro, o homem envolvido no maior escândalo político e de corrupção da história do país, não tem nada a ver com Banco Master e são privados.
Flávio Rachadinha, o 01 da família BolsoMaster!
Eric Kripke diz que foto de Donald Trump como Jesus Cristo arruinou uma das piadas mais absurdas de “The Boys”:
“Eu achava que essa era a coisa mais insana que poderia acontecer, até Trump divulgar uma imagem dele como Deus 48 horas antes da exibição do episódio. Há um mês, quando estávamos pensando em marketing, eu pensei: ‘Capitão Pátria como Deus é exagerado. Temos que ter cuidado até mesmo sobre como apresentamos a ideia ao público, porque eles dirão que fomos longe demais, e aqui estamos’. Posso dizer uma coisa? Eles estão dificultando muito a sátira. Parem por um minuto e nos deixem ser mais absurdos que o mundo? Seria ótimo.”