Yk at first you do the 6-7 ironically to relate to the kids...then you get addicted to it. Every time someone says those numbers in that order your arms can't help themselves. They just do it. Pope Bob is not immune to this.
Turma, o El Niño tá vindo aí. E, por mais aleatório que isso pareça, isso tem tudo a ver com Belo Horizonte. Tem tudo a ver com o Barreiro. Tem tudo a ver com a sala de aula onde uma criança tenta estudar numa tarde de calor de 34 graus.
Meteorologistas estão falando em mais de 90% de chance de um novo El Niño em 2026. Traduzindo do meteorologuês: maior risco de eventos climáticos extremos, alterações no padrão de chuva e períodos de calor mais intenso.
E antes que alguém pense “ah, mas isso é problema do Sul do país”... BH já tá sentindo na pele o aumento das temperaturas, as ondas de calor e uma cidade cada vez menos preparada pra lidar com isso.
Foi justamente olhando pra essa realidade que a gente construiu a nossa lei de climatização sustentável das escolas municipais.
Porque discutir clima não pode ser só papo de conferência internacional ou matéria de jornal. Tem que virar política pública concreta.
Hoje, menos de 1% das escolas de BH estão preparadas pra enfrentar calor extremo. Menos de 1%.
Por isso, destinamos uma emenda de R$ 153 mil para a Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda, aqui no Barreiro, que será a escola piloto da nossa iniciativa.
A ideia é adaptar a infraestrutura escolar pra realidade climática que já existe: melhor ventilação, conforto térmico, arborização, soluções sustentáveis e condições mais dignas pra estudantes e professores.
Porque se o mundo tá mudando, a escola pública não pode continuar parada no mesmo lugar.
E se o próximo El Niño vier forte mesmo, a pergunta deixa de ser se devemos nos preocupar.
A pergunta passa a ser: por que demoramos tanto pra começar a nos preparar?
Todo mundo fica escandalizado quando explode uma notícia de corrupção envolvendo figuras nacionais, banqueiros, milhões de reais e articulações de bastidor. Ontem mesmo, o país inteiro acompanhou as denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O caso repercutiu até na imprensa internacional. Mas a verdade é que muita gente olha para esses escândalos como se corrupção fosse uma coisa distante, como se acontecesse só em Brasília, só no Senado ou só envolvendo cifras bilionárias. E não é assim. A corrupção também acontece dentro das cidades. Ela acontece naquela obra que nunca termina, na licitação direcionada, no contrato superfaturado, na empresa que vira amiga do poder e nas panelinhas que começam a controlar tudo por dentro da máquina pública.
E toda grande corrupção começa praticamente do mesmo jeito: alguém vê, alguém percebe e alguém sabe que tem coisa errada acontecendo. Mas essa pessoa olha em volta e entende que, se denunciar, pode sofrer perseguição, perder espaço, virar problema dentro da própria estrutura ou até colocar em risco o próprio sustento. É exatamente assim que muitos esquemas sobrevivem durante anos. Porque todo esquema precisa de duas coisas para continuar existindo: silêncio e medo. O corrupto não age sozinho. Ele depende do medo das pessoas honestas.
E isso é ainda mais revoltante porque a maioria dos servidores públicos é formada por gente séria, honesta, que acorda cedo e trabalha corretamente. Mas muitas vezes essas pessoas sabem que existe alguma coisa errada acontecendo e não denunciam porque entendem como a estrutura funciona por dentro e sabem o preço que podem pagar. Muitas vezes quem denuncia vira problema. Quem aponta irregularidade é afastado, isolado, pressionado. Enquanto isso, quem participa do esquema continua protegido pela própria estrutura.
E foi justamente por enxergar essa lógica funcionando dentro do poder público que eu protocolei um projeto de lei para criar, em Belo Horizonte, um programa municipal de proteção ao denunciante de corrupção. A proposta busca garantir segurança, sigilo e proteção para servidores e cidadãos que denunciem irregularidades dentro da administração pública. A ideia é criar canais seguros de denúncia, preservar a identidade dessas pessoas e impedir que quem teve coragem de denunciar sofra retaliação depois.
Porque hoje existe uma inversão absurda. Muitas vezes quem está roubando dinheiro público se sente mais protegido do que quem quer denunciar o esquema. E isso precisa mudar. Uma cidade séria não pode tratar o denunciante como problema. Precisa tratar como aliado no combate à corrupção.
E a corrupção não aparece só no extrato bancário. Ela aparece na obra que nunca termina, na fila do posto de saúde, no ônibus ruim, no serviço precário e na cidade que não anda. Quando alguém rouba dinheiro de uma obra de drenagem, por exemplo, não está roubando cimento. Está roubando segurança, aumentando o risco da próxima enchente, atrasando soluções e colocando vidas em risco.
No fim das contas, toda vez que alguém desvia dinheiro público, a cidade inteira paga a conta. E toda vez que uma pessoa honesta é silenciada dentro da estrutura pública, a corrupção agradece. Por isso, quem precisa de proteção não é quem rouba. É quem denuncia.
Muito triste com o acidente envolvendo um avião de pequeno porte em BH hoje.
Minha solidariedade às vítimas e às famílias.
Que as equipes consigam prestar todo o atendimento necessário e que as causas sejam apuradas com rapidez.
Impossível normalizar essa cena no Maletta. Um dos pontos mais tradicionais de BH, cheio de bares e gente todos os dias, ainda sem estrutura mínima adequada para o lixo.
O problema é básico: faltam contêineres e organização, o lixo fica no chão. E, no fim, sobra para quem? Para os garis.
Comprar um imóvel é, para a maioria das famílias, a realização de um grande projeto de vida. São anos de economia e planejamento para finalmente ter as chaves na mão. Mas, em Belo Horizonte, esse sonho tem enfrentado um obstáculo técnico e financeiro: o cálculo do ITBI.
Se liga nesse fio🧵 ->
Parece só uma sigla técnica de cartório, mas é o que está tirando o sono de muitos belo-horizontinos que têm me procurado no gabinete, relatando cobranças que não fazem sentido.
O ITBI é o imposto que você paga sempre que um imóvel muda de dono. É, na prática, a taxa para oficializar a sua conquista e garantir que a casa é sua. Em BH, ele custa 3% do valor do imóvel. Pela Lei Municipal 11.530/2023 e por decisões do STJ, esse imposto deve ser calculado sobre o valor REAL da venda e não sobre as estimativas da prefeitura.
E como a prefeitura chega nesse valor "estimado"? Ela usa um sistema automatizado, desenvolvido com a UFMG, que faz "varreduras" em portais imobiliários e compara vendas recentes na sua região. O nome técnico disso é Valor Venal de Referência: uma tentativa do Fisco de "adivinhar" o preço de mercado e evitar evasão fiscal. Parece justo, né?
O problema é que esse algoritmo não entra na sua casa. Ele não vê se o imóvel precisa de reforma ou se a sua negociação teve condições especiais. O STJ já decidiu que a sua declaração tem presunção de verdade, mas a prefeitura de BH parece estar invertendo essa lógica. Como? Quando o sistema reconhece automaticamente uma divergência de valor entre o declarado pelo cidadão e a estimativa da prefeitura, ele bloqueia a emissão automática da guia e o cidadão pode enfrentar uma espera média de 25 dias úteis para uma revisão.
A regra é que o valor que você declara no contrato é o verdadeiro. Se a prefeitura desconfia, ela é quem tem que provar o erro em um processo separado, sem travar a sua vida. Mas os relatos são de que a prefeitura usa a tecnologia para criar uma barreira automática que ignora a presunção de veracidade garantida pela lei, forçando o contribuinte a se submeter aos valores arbitrados pelo fisco.
Eu cobrei explicações da Secretaria de Fazenda e o que descobri é alarmante: em 2025, das 45 mil declarações de ITBI feitas em BH, mais de 25 mil foram desconsideradas pela prefeitura. Isso significa que, em 56% dos casos, o fisco ignorou o valor real do negócio e aplicou um cálculo maior baseado em seus próprios parâmetros internos, contrariando a Lei Municipal e o entendimento do STJ.
O impacto vai além do bolso. São semanas com a mudança encaixotada e o financiamento travado no banco enquanto aguarda uma revisão por parte da prefeitura. O sonho da família fica "em standby" por uma burocracia que desconfia do cidadão e diverge do entendimento legal.
Estamos investigando se esses filtros automáticos estão atropelando a nossa lei municipal. O sistema não pode ser uma barreira para quem quer morar e investir em nossa cidade. Você passou por esse bloqueio ou pagou a mais? Conta seu relato aqui embaixo. Vamos fiscalizar! 💬👇
Eu preferiria continuar sem ganhar nada, eu preferia o time com Bilu e mexirica! Vcs não vão acreditar eu era mais feliz, pois eu sabia o que tínhamos, aí fomos lá e vendemos a alma pro DIABO, por dois títulos
E estamos vivendo isso aí!!
Em apenas um ano de mandato, já encaminhamos mais de 170 solicitações relacionadas à limpeza urbana em Belo Horizonte. São pedidos de retirada de entulho, implantação de lixeiras, criação de pontos limpos, reforço na coleta, solução para descarte irregular e limpeza de áreas públicas em diferentes regiões da cidade. Parte dessas demandas foi atendida, mas o volume de pedidos deixa claro um fato que qualquer pessoa consegue perceber no dia a dia: a cidade continua suja.
E não é só no hipercentro.
O problema aparece em bairros residenciais, em áreas comerciais, em vias movimentadas e também em regiões mais afastadas. O que vemos hoje é um volume alto de lixo espalhado pela cidade, mostrando que as medidas adotadas até agora ainda não foram suficientes para dar conta do tamanho do desafio.
Belo Horizonte produz uma quantidade enorme de resíduos todos os dias. Cada pessoa gera, em média, 760 gramas de lixo por dia. Em pontos de descarte irregular, são cerca de 380 toneladas descartadas diariamente em mais de 500 locais diferentes. Em um ano, são aproximadamente 130 mil toneladas retiradas apenas desses pontos irregulares. Estamos falando de um problema grande, que exige resposta à altura.
Nos últimos meses, a Prefeitura anunciou mudanças na limpeza do hipercentro, como a instalação de contêineres. É importante avaliar se essas medidas estão funcionando de fato. Porque, na prática, a sensação de quem anda pela cidade é que o problema ainda está presente. E não dá para tratar a limpeza urbana como uma ação concentrada apenas em uma região, enquanto o restante da cidade continua convivendo com descarte irregular, falta de estrutura adequada e acúmulo de lixo.
A limpeza urbana precisa melhorar, porque o que temos hoje ainda não é suficiente.
Não dá para negar o que está visível nas ruas. A cidade ainda enfrenta muitos pontos com sujeira acumulada e isso impacta diretamente a qualidade de vida da população, a saúde pública e o funcionamento da própria cidade.
Nosso papel é continuar fiscalizando, encaminhando demandas e cobrando melhorias, para que a política de limpeza urbana alcance toda Belo Horizonte, e não apenas áreas específicas.
Porque uma cidade do tamanho de BH precisa de uma resposta proporcional ao tamanho do problema.