Com a aproximação do evento que qualquer apaixonado por futebol espera por quatro anos, é até normal que passemos a tratar a Copa do Mundo com exaltação quase incondicional, eufórica.
Mas não dá para ser assim diante dos absurdos aos quais estão sendo submetidos, nos Estados Unidos, dirigentes, comissões técnicas e jogadores de algumas seleções.
Recusas de vistos, interrogatórios infinitos e a estapafúrdia ideia de obrigar um time a deixar o país após cada jogo precisam ser tratados como um pacote, como uma das maiores vergonhas da história das Copas.
É curioso ver, por parte de quem defende esses atos, a acusação de que as críticas a eles têm motivações políticas. É justamente o contrário: quem defende que o Irã possa se concentrar, treinar e jogar como qualquer seleção não o faz em defesa do condenável regime iraniano, mas zelando pela isonomia esportiva e para que a Copa seja o que deveria ser, uma celebração da humanidade, seus povos e culturas.
São os vetos e limitações impostos por Donald Trump e seus asseclas que têm apenas motivações políticas. Ou alguém tem dúvida sobre o que o atacante do Iraque e o goleiro do Irã foram fazer nos EUA durante a Copa?
Tudo poderia ser menos vergonhoso não fosse a patética e já caricata subserviência do presidente da FIFA a Donald Trump. Infantino não agiria da mesma forma, acatando de orelhas baixas, arbitrariedades similares de Brasil ou Argentina. Por aqui, é certo, o ambicioso dirigente brigaria para que as óbvias premissas esportivas fossem cumpridas. Por lá, ele tem medo.
Especificamente sobre o Irã: se não contar com as mesmas condições dos rivais para disputar o torneio, o abandono de última hora seria uma forma contundente de protestar, gerando um prejuízo enorme. A impossibilidade de substituição, numa Copa em que terceiros colocados se classificam em oito de doze grupos (!), geraria um caos tão irreparável quanto merecido pela FIFA.
As consequências provavelmente viriam, é verdade. Mas seriam, mais uma vez, um vexame para Gianni Infantino, cujos esforços para estragar a competição mais sensacional do planeta por motivações políticas e financeiras não são poucos. E não são de hoje.
@RafaelMMS1997@Augus_topera@MLS__Brasil Deixa ele. Se fosse esse tipo de ação num país árabe era o fim do mundo. Fundamentalistas etc. Nos disparos unidos eles tem carta branca pra tratar delegações e atletas igual bandidos. Não adianta argumentar contra alguém cego de ideologia
@Augus_topera@RafaelMMS1997@MLS__Brasil Bagunça ? Tá de sacanagem rapá. São simplesmente situações anormais que não acontecem em países que sediam grandes eventos. Então é só as seleções decidirem não ir pra copa e pronto? Não vão ter seus atletas retidos pra interrogatório por horas e nem vão ouvir tiroteios ?
@Augus_topera@RafaelMMS1997@MLS__Brasil Podem nem ser, mas se a referência de primeiro mundo barra fotógrafos, delegações, árbitros e põe cachorros pra revistar elenco de seleção não passa uma imagem democrática e moderna, concorda ?
Bateu uma dúvida aqui...
O que será que a galera do "não se mistura futebol e política" tem a dizer sobre jogador interrogado por 7 horas no aeroporto e árbitro barrado de entrar no país-sede da Copa do Mundo?
@Jcblblbl@betodedecali@LARGOESPN Até árbitro sendo barrado e vcs nessa. Força mais que tá pouco. "Terra da liberdade" kkkk. Piada tosca que só otário compra
@posso_msm@Jcblblbl@betodedecali@LARGOESPN É um comédia mano. Eles enchem a boca pra falar da esquerda mas são eles os dominados pela ideologia. Deve ser completamente normal barrar o artilheiro da seleção dos caras ou fazer resvista com cachorros nos jogadores do Uzbeque. Acontece toda copa realmente