Hoje estava vendo minhas fotos para “limpar meu celular “…. Que saudade da minha vida antes do último ano da faculdade, saudade de cada minuto do meu final de semana que eu ia pra casa da Gabi, dos passeios e de todo o tempo livre que eu tinha com meu afilhado nas folgas
Por ir pra academia todos os dias cedo, por me alimentar bem , por ter tempo pra fazer as unhas ou arrumar o cabelo, de não trabalhar tanto, por ter tempo para os meus animais de estimação, que eu precisei abrir mão por falta de tempo
O maior trauma que eu estou vivendo em vida é de se sentir insegura e não poder ser quem eu realmente sou .Sempre fico cedendo o que eu quero para n desapontar ninguém,porém vivo um medo de perder quem eu era antes disso tudo, pois já perdi mais que o demais.
Eu queria muito superar , muito superar essa amizade ✨e é incrível que parece que de tempos em tempos algo aparece como lembrança e eu sempre fico pensando nela
Nas últimas semanas, uma paciente que estava internada havia meses faleceu.
Sem querer, sem perceber, eu me apeguei a ela.
Todos os dias eu passava no leito, dava bom dia,colhia o sangue,conversava. Nos dias em que ela não queria fazer os exames, eu a convencia dizendo…
Porque problemas de verdade são aqueles que nos tiram a possibilidade de viver tudo isso.
Desde que comecei a trabalhar na UTI, deixei de chamar tudo de problema.
Hoje eu vejo situações.
Algumas passam rápido. Outras demoram. Algumas têm o final que esperamos, outras não.
Aprendi que felicidade não é ausência de problemas, mas presença de propósito.
Aprendi a valorizar minha família, uma refeição simples, uma boa conversa, um abraço, o ar entrando nos pulmões, o privilégio de voltar para casa.
Existem dias difíceis, dias cansativos, plantões pesados, como em qualquer profissão. Mas eu nunca precisei fingir que gosto do que faço.
Eu amo a Biomedicina
E, curiosamente, foi dentro de uma UTI que eu aprendi muito mais do que técnicas e exames.
Aprendi a viver.
Há poucos dias, uma estagiária que trabalhou comigo publicou uma mensagem de agradecimento pelo estágio e escreveu que era fácil perceber o quanto eu gostava do que fazia.
Aquilo me emocionou profundamente.
Porque ninguém nunca tinha me dito isso.
E é verdade.
No hospital eu vejo união até nas despedidas. Vejo familiares em silêncio ao lado de quem amam. Vejo acompanhantes, que nunca se viram antes, consolando uns aos outros para aliviar um pouco da dor. Vejo pessoas descobrindo que, diante da fragilidade da vida, ninguém sofre sozinho