I need my golden crown of sorrow, my bloody sword to swing — my empty halls to echo with grand self-mythology.ᅟᅟ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏͏ ͏ ͏ ͏ ͏
Vou visitar Valência nesse fim de semana e revisitar minha antiga casa. Por conforto — e nostalgia —, ainda não troquei o caixão que tem no meu quarto por uma cama. Tenho muito dó de me livrar dele porque é feito de mogno e é o ápice da minha performance vampiresca.
(...) e é claro que não posso responder o que sou. Porque não sei. Até que eu gostaria de dizer, por exemplo: olha, meu amigo, é tão simples responder o que sou, sou eu. E ele ficaria muito contente, ele colocaria a grande cruz de rubi sobre o meu peito e ir-se-ia.
E é um pouco brega, mas a imortalidade infelizmente não me deixa anestesiado a ponto de ver memórias só como um pedaço de tempo que já passou. Sou tão apegado a tudo que vivi que, se eu pisar no meu quarto em Visby de novo, vou começar a chorar copiosamente.
Até tento fingir que não, mas sou extremamente saudosista. Sinto falta de escrever cartas com uma única vela iluminando a mesa, sinto falta de passeios a cavalo, sinto saudades imensas de pessoas que já devem ter reencarnado. Ainda prefiro costurar à mão, provavelmente por isso.
Ela era tão pequenininha e eu simplesmente não sabia o que fazer, não sabia como segurar um bebê, não sabia interpretar o choro. Éramos eu e ela descobrindo um mundo inteiramente novo. Agora, 2 anos depois, ela me chama de feio quando fica brava comigo. Mi bebé.
Andei lembrando de quando minha vida virou de cabeça pra baixo em uma segunda-feira porque no domingo eu só convivia comigo, e na segunda eu passei a primeira noite com a minha filha. Olhando agora, é engraçado pensar no quanto eu fiquei apavorado e desengonçado.