Gente, não tá normal a quantidade de dinheiro que a gente tá gastando com comida, e ela não rende; dura pouquíssimo. O mercado virou uma das contas mais assustadoras do mês. Você sai com poucas sacolas do mercado e paga um absurdo! Sou só eu ou a sensação é de que o dinheiro está evaporando mais rápido do que a comida?
"Cara, eu quero casar porque se um dia acontecer alguma merda e ela parar num hospital, e a enfermeira disser que só a família pode entrar na UTI, eu quero ser o primeiro a passar daquela porta. Quero ter o direito de segurar a mão dela."
Bicho... na hora o deboche até sumiu. No meio desse caos de aplicativo de relacionamento e gente descartável, ouvir isso soou como um soco de realidade.
A gente passa o tempo todo discutindo divisão de bens, festa cara no buffet ou quem vai lavar a louça na terça-feira, mas o "pulo do gato" é esse: é querer ser o porto seguro oficial quando o mundo estiver desmoronando. É sobre não aceitar ficar do lado de fora do corredor esperando notícias como se fosse um estranho.
Se isso não é a definição mais pura de amor (e de um baita desespero romântico), eu não sei mais o que é. É o tipo de compromisso que não cabe num post de Instagram com foto de aliança e legenda clichê. É contrato assinado com a vida, pra poder estar lá no pior momento possível.
Agora me diz aqui, sem filtro:
Vocês acham que essa vontade de "ser o herdeiro da burocracia e do cuidado" é a prova máxima de afeto ou é só a nossa carência tentando dar um sentido heróico pra uma instituição que já tá na UTI faz tempo?
Ontem eu tava trocando ideia com um amigo e a gente caiu naquele papo clássico: "Por que diabos alguém ainda quer casar hoje em dia?". Aí ele me soltou uma que me quebrou as pernas
de um jeito...
Ele disse: