tá com medo de que? se ta no mundão aguenta, uma mulher que não se desafia está fadada a ficar no mesmo de sempre, depois dos 20 e pouco é agora ou nunca
É DO BRASIL! Jovens desenvolvem absorvente biodegradável com custo de apenas R$ 0,02.
O produto foi criado por Camily e Laura com fibras de banana, açaí e resíduos agrícolas.
Casal é criticado ao dizer que decidiu não ter filhos para poder “viajar quando quiser”:
“Filhos são muito caros, preferimos ter uma vida despreocupada.”
A gente tá sentindo medo demais e raiva de menos. Tá na hora das mulheres sentirem o mesmo ódio dos homens, que eles sentem de nós. Medo é controle.
O medo domestica, a raiva liberta.
FELIZ DIA DAS MULHERES.
Há muito tempo eu venho alertando sobre isso.
“Red pill” não é opinião, nem debate inocente de internet. É um ambiente que normaliza o ódio contra mulheres e funciona como porta de entrada para agressores, para futuros feminicidas, para homens que escolhem se desumanizar.
E é preciso dizer com todas as letras: misoginia não é transtorno, não é doença, não é diagnóstico.
É escolha. É violência. É crime em construção.
em menos de 10 dias
- menor de idade sendo estuprada coletivamente em Copacabana
- freira sendo estuprada e morta aos 82 anos de idade
- senhora de 71 anos é estuprada dentro do ônibus por motorista
É a naturalização do discurso misógino em rede social que não é regulamentada
Tudo que tenho visto sobre esse caso, tem me deixado doente, os detalhes são de embrulhar o estômago, principalmente sendo mulher.
Eu estou cansada de fingir que esses crimes são “casos isolados”.
Não são.
Uma adolescente de 17 anos é vítima de estupro coletivo. A Justiça decreta prisão preventiva dos investigados. Eles estão foragidos.
E a sociedade reage como sempre reage:
com silêncio, relativização ou distração.
Mas vamos falar do que ninguém quer assumir.
Violência contra mulheres não nasce no quarto.
Ela nasce na cultura.
Nasce em comunidades red pill que ensinam que mulher é troféu, que consentimento é detalhe, que masculinidade é domínio, que término não existe, que limites são detalhes pra se ignorar.
Nasce em discursos religiosos distorcidos que romantizam submissão feminina e tratam obediência como virtude moral.
Nasce quando homens são ensinados que perder controle é “instinto”, mas mulheres são ensinadas que sofrer violência é “imprudência”.
E depois chamam isso de exceção.
Não é exceção quando o discurso inteiro constrói mulher como objeto moralmente inferior ou sexualmente disponível.
Não é exceção quando masculinidade é vendida como poder sobre alguém.
Não é exceção quando ressentimento vira identidade política masculina.
E toda vez que uma mulher aponta essa estrutura, dizem que ela está “atacando homens” ou “atacando religião”.
Não.
Estamos atacando a cultura que protege agressores mais rápido do que protege vítimas, que as culpa, que assassina a sua reputação antes de apontar o agressor, o assassino.
Estou cansada de viver em estado de alerta.
Cansada de ouvir que “nem todo homem” enquanto toda mulher conhece o medo, a violência e a morte.
Cansada de ver indignação feminina ser tratada como radicalismo, mas misoginia organizada ser tratada como opinião.
Se a crítica incomoda, talvez o problema não seja o tom.
Talvez seja o espelho.
Todo dia, toda hora, a cada minuto uma mulher está sofrendo violência ou morrendo, e isso não pode ser tratado como algo "normal", CHEGA.