E no lance do primeiro gol o erro pior é do Jorginho. O Flamengo joga assim com esse passe pra ele toda quarta e domingo.
Se o Rossi não puder soltar essa bola no Jorginho ou Pulgar é melhor bicar.
Mais uma vez, Leonardo Jardim. Não vou cansar de dizer: um treinador que fez dos seus momentos, pura adaptabilidade como assim fez, não é qualquer um.
Quando teve seu elenco com baixas de jogadores importantes vindos da copa, usou uma equipe com linhas médias e que jogava por verticalidade a todo instante.
E quando teve seus melhores jogadores de volta, com seus melhores momentos, voltou a ser um time de qualidade, de posse mas sem deixar de ser letal, sendo incisivo.
É um trabalho espetacular do treinador, que com pouco e com muito, mostra sua qualidade sempre.
Até quando irão questionar Leonardo Jardim?
Com a equipe completa, entrega variações táticas, desde blocos individuais mais altos, até blocos médios quando necessário.
Moldou Emerson Royal e Ayrton Lucas. Melhorou Samuel Lino, o transforma do no MELHOR jogador do país até o momento.
Quando teve Arrascaeta de volta, o colocou próximo ao gol, mesmo começando com ele mais longe.
Melhorou Pulgar, mais combativo, mais passador. Acerta os momentos.
Trouxe Pedro de volta, o fazendo ser um 9 mais associativo, trazendo a marcação e dando espaços para ataques nas zonas livres.
Isso sem falar de Carrascal e outros.
Leonardo Jardim não teve reforços, ele FEZ seus reforços. Poucos fariam o que ele está fazendo.
Uma coisa muito foda da história de Russell Westbrook e que o torna ainda mais inspiradora, é sua trajetória antes da NBA.
O menininho Russ entrou no ensino médio com 1.73m e apenas 63kg… só foi ser titular do time de Leuzinger, a escola em que se formou na Califórnia, durante o 3º ano.
Até os 17 anos, acredite, ele não conseguia sequer ENTERRAR.
As primeiras ofertas de bolsa de estudos vieram na faculdade vieram tarde, ele não era considerado um grande prospecto na reta final da escola.
Ficou perto de faculdades como Creighton ou San Diego, que até tem mais notoriedade recente nos últimos anos, mas nunca tiveram a relevância de UCLA, que foi a universidade que representou e jogou ao lado de nomes como Kevin Love.
E digamos que muita coisa precisou acontecer para Westbrook chegar lá.
1. O assistente técnico de UCLA, Kenny Keating, era um grande fã do armador e o convenceu a esperar um pouco mais… ele jogou até abril do 3º ano na escola sem acertar com ninguém ou sequer apalavrar qualquer contrato.
2. Jordan Farmar era o armador de UCLA antes de Westbrook chegar… ele deveria ter ficado mais um ano por lá, mas se tornou profissional após um ano de destaque, sendo selecionado pelo Los Angeles Lakers.
3. Só assim uma vaga de bolsa de estudos foi aberta e Westbrook chegou a UCLA.
Além de tudo isso, há uma história mais trágica por trás de tudo.
Westbrook chamou a atenção de UCLA, mas o verdadeiro nome que tinha os holofotes em sua escola era seu melhor amigo, Khelcey Barrs III.
Barrs já recebia ofertas de bolsa de estudos no 2º ano… mas ele nunca esquecia de Russ.
Os dois tinham uma promessa: jogar juntos em UCLA.
A promessa foi decisiva, porque Barrs faleceu em 2004, devido a uma condição cardíaca não diagnosticada a época.
Russ nunca se esqueceu, ele atravessava o bairro onde moravam para ir até a casa da avó do amigo para fazer tarefas após sua morte.
Em meio ao trauma de perder o melhor amigo, ele cresceu 18 centímetros e teve média de 25 pontos por jogo no 3º ano, quando tudo aconteceu, se tornando calouro de UCLA, com todo o contexto apresentado antes.
O primeiro ano de Westbrook em UCLA não foi bom.
Titular uma única vez, acertando 1 de 11 arremessos contra West Virgínia, sendo expulso por faltas… ele não foi um calouro histórico na faculdade.
Westbrook inclusive era reserva de um contemporâneo na NBA, o armador Darren Collison, que jogou no Indiana Pacers e outras equipes.
Mas no ano seguinte, sua 2º temporada, assumiu a titularidade da equipe após uma lesão de Collison e explodiu.
Novamente, após poucas expectativas, ele cresceu.
Foi o jogador defensivo do ano na conferência Pac-10.
Da perda do melhor amigo estrela, a um desempenho não muito empolgante e um corpo pequeno e magro na escola, passando pela adaptação não muito fácil a faculdade… ele se tornou a PICK 4 do Draft de 2008 na NBA.
O resto, definitivamente é a história, de um cara que trabalhou duro desde a escola até todos os seus 1.300 jogos na carreira.
Quantos saltos improváveis ele conseguiu dar, não?
Nos pulsos, uma das pulseiras diz “Why Not?” Uma das frases mais famosas de sua carreira.
Na outra, “KB3”, as inicias do melhor amigo que não só honrou, mas representou na NBA e na vida.
Como disse em uma entrevista… Westbrook foi campeão muito antes da NBA.
@PedroVieira_25 Deu a entender que o time puxou um pouco o freio pra quarta, o Vitória apareceu mais no jogo mas o Flamengo retomou o controle do jogo com as mexidas