Carol de Toni está deixando o PL depois que o partido decidiu lançar Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
É curioso e simbólico ver uma mulher conservadora sendo atropelada exatamente pelo mesmo patriarcado que ela sempre negou existir.
Durante anos, Carol defendeu um projeto político que coloca os homens como donos do poder e as mulheres como coadjuvantes.
Agora, quando o cargo mais alto entra em disputa, ela descobre na prática que não há espaço para ela no clube dos herdeiros.
O patriarcado não precisa gritar para funcionar, ele apenas escolhe o filho do chefe e descarta a mulher fiel.
E é assim que, no fim, até quem dizia que feminismo era “mimimi”, acaba aprendendo pela via mais cruel o que é ser mulher em um sistema feito por e para homens.