nenhuma condição de não ficar emocionado
A Copa do Mundo é o ápice da experiência humana
2030 precisa dar um jeito de chegar logo https://t.co/LgqcXXkgHI
Foi dessa maneira que a “BBC”, da Inglaterra, terminou a transmissão da Copa do Mundo 2026, com o resumo de todo o Mundial. Espetáculo!
📽️@BBCSport
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This is exactly what Jude Bellingham did last night by provoking Messi 😂
He didn’t ask Cavani how it ended for him when he provoked Messi
Messi to cavani: “ you want me to play, you want me to play ? all right watch me play ”
Journalist: "After the first game, I gave you a red amulet that my mother gave me to give it to you for good luck. I don't know if you remember."
Messi: "I remember. I put it on my left leg"
Journalist: "Are you kidding?"
Messi: "No. Iook, it's here."
🇧🇷O Réquiem da Geração "Rumo ao Gexa"
Pertenço a uma geração de torcedores brasileiros que cresceu sendo feita de bucha de canhão da amargura dos mais velhos.
Se hoje há um exagero na retórica anti-saudosismo, é porque por 20 anos tivemos de tolerar o casamento curioso do avanço do “futebol moderno” elitista com baboseiras de velho tipo “geração playstation”.
Essa amargura atingiu principalmente a relação de uma parte grande do público com a Seleção Brasileira.
A turma de 94-06 venceu tanto e camuflou tanta coisa errada da cartolagem que deu corda a um rancor cuja crítica foi necessária em certos momentos (sobretudo no jornalismo que cobriu a Copa de 2014), mas que sufocou as tentativas de simpatia do pessoal da minha idade com a canarinha mesmo quando isso era algo absolutamente inocente e honesto.
Todos vimos a cooptação política que veio do caos das jornadas de junho em diante. “Não vai ter copa”, impeachment, Bolsonarismo etc.
Bem, fui concebido durante a campanha da Seleção na Copa de 2002 (obrigado, Ronaldo).
Nasci Pentacampeão.
Desde pequeno, fui instruído pelos meus pais a ler, escrever e torcer pelo meu país. É parte vital de quem sou.
Compreendo a raiva millenial contra a CBF. O que eu não aceito é a falta de respeito com a qual nós, que temos entre 19 e 27 anos, fomos tratados nesses 24 anos de jejum.
Uma arrogância vazia de propósito positivo. Gente que se sente superior por ter visto o Brasil campeão, por se importar apenas com o clube do coração.
Dessas pessoas, tenho pena.
Jamais sentirão a alegria que nós sentimos a cada golaço de um Vinícius Júnior, em cada surgimento de um Endrick, um Rayan.
Boa parte dos jogadores que estão nos representando nos EUA também não viu o Brasil ser campeão do mundo.
Estou certo de que há um ímpeto especial no coração de quem um dia também chorou pelo Brasil nessas 2 décadas e meia de jejum.
Um jogo de cada vez, nós alimentamos com eles a fantasia redentora de nosso sonho mundialista.
Nós, que quebramos a cara em 2006.
Nós, que nos permitimos acreditar no time cascudo de 2010.
Nós, as crianças irritantes da propaganda do Itaú, feitas de pivô na caricatura dos vexames de 2014; na prática, as maiores vítimas daquela palhaçada.
Nós, que engolimos sapo pra geração belga e que passamos os últimos 4 anos reclamando daqueles malditos 4 minutos contra a Croácia.
Sinto que nessa Copa, nossa geração teve trégua da parcela ranzinza da opinião pública e está, enfim, torcendo com a paixão que lhe foi negada na década passada.
A mudança no zeitgeist político contribuiu, mas talvez finalmente perder o status de favorito ao título tenha sido o fator principal.
Desde 2014 não via tanta rua pintada, tanta gente de verde, amarelo, azul e branco. Pessoas de todos os credos, ideologias, etnias, gêneros, entrando no clima da Copa.
É 2026 e cá estamos nós, os nem-tão-mais jovens, de novo.
A Geração Rumo Ao Hexa.
Iludidos por opção, com convicção. Sonhadores como sempre, porque sonhar é de graça e uma das melhores sensações que a vida nos permite.
Acreditando no título, mesmo com os desfalques e pesares do ciclo, porque somos brasileiros, amamos futebol e sabemos que, um dia, o mundo será nosso novamente.
Às favas com os exercícios idiotas sobre trocar Copa do Mundo por 3 pontos no campeonato estadual. Que se dane em quem o goleiro Weverton votará nas eleições de outubro.
A sexta estrela é o futuro e o futuro sempre chega.
Por que não chegar agora?
Por que não em Nova Iorque, acordar do pesadelo na cidade que não dorme e se redescobrir como realeza máxima do futebol?
Estou sonhando alto. Antes disso, há um organizado e qualificado Japão a se enfentar.
Passando dos samurais azuis, mais 4 adversários, incluindo algumas das melhores seleções do mundo.
Se vamos chegar lá ou não, não sei.
O que posso afirmar sem rodeios é que está sendo muito gostoso sair nas ruas e ver tanta gente da minha idade animada com a Copa do Mundo.
Com orgulho e com amor, seremos felizes novamente.
Furlan e Caito foram pra Beagá ver o Flamengo na final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro em 2017. O que vem na sequência, horas depois do jogo, é OURO.
Os dois ABSOLUTAMENTE PISTOLAS e várias vezes fora do personagem.
Uma lost mídia que só os de verdade vão lembrar.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
Este é Michel Kuka Mboladinga, torcedor da República Democrática do Congo, que fica imóvel e com braço erguido durante toda a partida da seleção congolesa para homenagear Patrice Lumumba, líder da independência do país africano.
📽️@ubctvuganda