COM SEU MANTO SAGRADO
COM A BIBLIA NA MÃO
ELIMINAMOS O DIABO
JÁ COMEÇOU A BENÇÃO
O DALE DALE DALE OOOO
O DALE DALE DALE OOOO
O DALE DALE DALE OOOO
JESUS NO MEU CORAÇÃO
Vou me estender aqui, mas quem me acompanha há mais tempo sabe o quanto já bati nessa tecla da apropriação das nomenclaturas dos termos que definem culturalmente o Flamengo e sua torcida por parte de outros clubes, e TAMBÉM por parte imprensa.
Se todo Manto é Sagrado, nenhum Manto é, de fato, Sagrado. Se toda torcida é Nação, nenhuma é, de fato, Nação. Esvaziam o significado do termo, tiram seu valor, torna-se padrão e de uso comum.
Ontem, após o gol do Fluminense contra o Cuiabá, por exemplo, o narrador da transmissão disse: “é o gol do alívio pra Nação Tricolor!”.
“Nação Tricolor”??? O Flamengo é chamado ou se denomina de “Time de Guerreiros” quando protagoniza uma vitória difícil ou um feito importante???
Óbvio que não, pois NÃO NOS PERTENCE, NÃO NOS DEFINE E NÃO NOS GERA REPRESENTATIVIDADE!!!!
Não criamos, nem nos apropriamos, portanto não usamos. E nem queremos que profissionais da imprensa o façam por nós, pois NÃO é nosso, NÃO nos representa. O Flamengo não é Time de Guerreiros, o Fluminense, sim, é!
Alguns anos atrás, a fornecedora esportiva do Flamengo cometeu a gafe de querer nomear a camisa branca reserva de “Armadura”. Diversos torcedores do Flamengo se posicionaram contra, pois compreendem e carregam no seu imaginário que Armadura é o nome que se dá ao uniforme do rival Fluminense. Se é deles não pode ser nosso, é muito simples, natural.
Nós respeitamos os termos dos outros clubes, pq não respeitam os nossos???
O Flamengo não é O Glorioso.
O Flamengo não é O Time da Virada.
Nem mesmo tendo mais glórias e virando mais jogos que os respectivos clubes nós nos permitimos o uso dos termos.
O Flamengo não é O Imortal.
O Flamengo não é O Soberano.
A torcida do Flamengo não se chama de Fiel Rubro-Negra, como faz a do Corinthians, ou de Massa Rubro-Negra, como faz a do Atlético.
A torcida do Flamengo não chama suas dependências de Academia de Futebol, ou suas grandes gerações de Primeira e Segunda Academias, como faz o Palmeiras.
São termos históricos, de muitos anos, estabelecidos por fatos, pela realidade social, em filmes, artigos, livros, jornais, colunas e diversas outras obras literárias brasileiras ao longo do tempo…
São como os mascotes, as cores, a bandeira, a disposição estética do uniforme, a cultura de arquibancada, a história etc. São os valores que definem e geram orgulho e pertencimento ao torcedor.
Nesse sentido, como torcedor, eu me sinto ofendido quando tenho que ver uma torcida infinitamente menor sendo chamada de Nação, gerando o esvaziamento do termo no seu sentido esportivo. Incomoda, claro, o Flamengo é a minha vida.
Estão se apropriando e escrotizando o que nos define. Urge a necessidade do clube intervir institucionalmente e se posicionar pontualmente nesses casos, via perfil oficial, criando precedentes que gerem constrangimento e reflexão no “lado de lá”. Não precisa ser agressivo, apenas assertivo e realista, talvez até num tom bem humorado. O clube não precisa fazer e falar nada que não seja de seu DIREITO.
Só existe UMA Nação, e é a Nação Rubro-Negra, do FLAMENGO. Torcida de proporções inacreditáveis, imensurável, gigantesca, de norte a sul num país de dimensões continentais.
Só existe UM Manto Sagrado, e é o uniforme do FLAMENGO.
Até quando vão assistir calados, @Flamengo?
O problema é que essa geração campeã do Real Madrid faz as pessoas pensarem que talento e tamanho se resumem a títulos de UCL
Numa discussão razoável, Bale não chega nem perto de Di María.
Assim como Kroos e Modric ficam abaixo de Xavi e Iniesta, apesar de terem sido muito bons