⚡️URGENTE: Seis aeronaves militares Su-34 destruídas na base aérea de Borisoglebsk
O ataque foi realizado pela Marinha Ucraniana usando mísseis Neptune.
Estados Unidos estão enviando centenas de soldados para a América Latina | Pentágono diz ampliar luta contra traficantes de drogas, embora planos tragam à memória uma longa e sangrenta história de intervenção norte-americana na região https://t.co/ohHWZfWTH0
Há, sem dúvida, múltiplos interesses dos Estados Unidos, da Rússia e da China no Brasil, independentemente da orientação política do governo de ocasião. Isso sempre existiu. O fato é que, agora, essas agendas ganharam mais força no discurso interno, impulsionadas pela polarização política.
Mas não nos esqueçamos de que a presença desses interesses vai muito além da retórica. A China, por exemplo, já conta com pelo menos três montadoras de automóveis no Brasil, com fortes planos de expansão, além de projetos estratégicos, como o corredor bioceânico.
No caso da Rússia, o presidente Lula realizou recentemente reuniões e conversas telefônicas com Vladimir Putin e Mikhail Mishustin, primeiro-ministro russo. Entre os assuntos discutidos, esteve o abastecimento estratégico do mercado brasileiro com diesel e fertilizantes russos.
Já os Estados Unidos também possuem interesses estratégicos em nosso território, inclusive no setor de terras raras, com a atuação da USA Rare Earth, empresa do setor que busca ampliar sua participação nessa cadeia de suprimentos.
Os interesses são muitos: envolvem nosso mercado consumidor, nossos recursos naturais, nossa posição geográfica e nossa relevância estratégica. E parte dessas relações comerciais e dessas agendas já está em andamento durante o atual governo.
É claro que existem outras questões capazes de preocupar o cenário nacional. No entanto, não me parece razoável afirmar que o Brasil esteja sob risco iminente simplesmente em razão de uma possível troca de comando no Executivo.
Há, ainda, um aspecto que merece atenção: boa parte do eleitorado, que efetivamente votará e poderá decidir o futuro presidente, sequer tem conhecimento da dimensão desses interesses internacionais e de como eles já se manifestam na realidade brasileira.
A questão, portanto, vai muito além de quem ocupa a Presidência. O Brasil está inserido em uma disputa de interesses geopolíticos e econômicos que atravessa governos, ideologias e partidos.
Em terra de ad hominem, a imparcialidade pode ser um refúgio — não confortável, mas um pouco mais estável. O isentão passa a ser um alvo à medida que revela suas intenções. No fim das contas, desde que esteja alinhado com aquilo em que acredito, não há problema algum. Afinal, parece que a imparcialidade só é tolerada enquanto não contraria nossas convicções.