Fabiana e Ieda passaram nove dias desaparecidas até serem encontradas mortas, enterradas em uma área de mata. Não eram apenas dois nomes em uma manchete. Eram duas mulheres, um casal, duas vidas interrompidas de forma brutal. Também eram mães de santo, referências para sua comunidade, pessoas que acolhiam, orientavam e preservavam uma tradição religiosa que há séculos enfrenta intolerância e preconceito. CARALHO que estressante.
Quando mulheres são assassinadas, toda a sociedade falha. Quando essas mulheres são lésbicas, existe o dever de investigar com seriedade se a lesbofobia teve relação com o crime. E quando, além disso, pertencem a uma religião de matriz africana, também não se pode ignorar que a intolerância religiosa faz parte da realidade vivida por muitos terreiros no Brasil. Cada uma dessas possibilidades precisa ser apurada com rigor, responsabilidade e sem preconceitos.
Que Fabiana e Ieda sejam lembradas pelas vidas que construíram, pelo cuidado que ofereceram à comunidade e pelo legado que deixaram
é revoltante se deparar c crimes de lesbofobia e se lembrar de q estando dentro de uma bolha a gnt sente uma falsa sensação de segurança e nos esquecemos d q existem pessoas q querem nos machucar só por sermos quem somos
pela implementação da lei Luana Barbosa em nível nacional
Fabiana e Ieda passaram nove dias desaparecidas até serem encontradas mortas, enterradas em uma área de mata.
O Brasil continua sendo um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. E quando essas mulheres são lésbicas, o silêncio e a invisibilidade também fazem parte da violência. Fabiana e Ieda não podem ser apenas mais um caso.
Este crime de lesbofobia precisa ser investigado com seriedade, porque combater crimes de ódio também é responsabilidade do Estado. Justiça não pode ser seletiva.
Queremos respostas, responsabilização e o direito de existir sem medo!