Conheço quatro fotografias de Lima Barreto. Duas delas, ironicamente, foram feitas durante suas internações no Hospício Nacional de Alienados, onde hoje está o campus da UFRJ na Praia Vermelha.
Digo ironicamente porque são justamente essas duas as imagens mais nítidas que temos do escritor.
E, particularmente, considero importante que elas sejam divulgadas. Não para reduzir Lima à doença, ao alcoolismo ou ao hospício, mas para lembrar como a sociedade brasileira pode ser cruel com seus gênios.
Lima conhecia o próprio talento, mas nunca encontrou no mercado editorial de seu tempo o espaço e o reconhecimento que julgava merecer: e que, como o tempo demonstraria, realmente merecia.
Chegou a se endividar para financiar do próprio bolso a publicação de Triste Fim de Policarpo Quaresma, hoje reconhecido como uma das grandes obras-primas da literatura brasileira.
Entre frustrações, dificuldades financeiras e conflitos pessoais, encontrou cada vez mais refúgio na bebida. Acabou internado no hospício e, poucos anos depois, foi parar no cemitério: morreu, aos 41 anos.
Por isso, sempre que olharmos para essas fotografias, vale lembrar que elas não mostram apenas um homem marcado pelo álcool e pelo sofrimento. Mostram também as marcas de uma sociedade que demorou demais para reconhecer a grandeza de um de seus maiores escritores.
ontem tava conversando com uma amiga psicanalista e ela soltou algo como “amor é sentimento que a gente vive só” ao que eu disse: ei a nandatsunami tem um interlúdio falando exatamente isso
más allá del chiste me parece hermoso el video porque es una pequeña muestra de que al humano le brota el arte por inercia y que es algo que nunca va a desaparecer por completo
J'ai écris au BAC de philosophie que le bel art est réservé uniquement aux riches, une preuve en est que seul le capitaine du navire Ulysse a le droit d'écouter le chants des sirènes, les autres rament dans la sueur. Une belle représentation de la société qui m'a valu un 17/20