@jxzdmzw A proibição é de insultos ou de qualquer crítica? Você pode tendo influência digital criticar medidas do Xi? De forma honesta e construtiva? Ou mesmo sem insultos cerceiam o direito dos chineses de criticarem o governo? E quanto a greves e manifestações? Há essa liberdade?
E se o “exército” mobilizado por @AndreJanonesMG se apresentasse para uma última missão este ano? Uma campanha incentivando o comparecimento dos eleitores às urnas em favor dos democratas nas eleições norte-americanas e pressionando parlamentares de lá pela deportação dos criminosos foragidos brasileiros.
Afinal, se influenciaram o pleito aqui, nada mais justo que sejamos ouvidos por lá também.
🚨 ATTENTION! People are mistranslating what I said!
I NEVER said people should block far-right accounts. I said they should IGNORE THEIR POSTS!
Blocking actually works against this strategy because the algorithm will understand that you didn’t see the content simply because you blocked the account.
However, when a post appears in your feed and you ignore it, you don’t read it, don’t like it, don’t comment on it, or engage with it in any way , the algorithm will interpret that content as irrelevant because it was shown to you and you chose not to engage with it!
THERE IS A HUGE DIFFERENCE BETWEEN BLOCKING CONTENT AND IGNORING IT!
L’ARMÉE INTERNATIONALE DE LULA RECRUTE !
Français, Brésiliens, unissons nos forces face à l’extrême droite française ! Pour la démocratie, la solidarité et la justice sociale, chaque voix compte.
REJOIGNEZ LE MOUVEMENT ET FAITES DU BRUIT !
https://t.co/hKDGCMx0Qa
Les Brésiliens nous proposent de bloquer tous les comptes de droite et d’extrême-droite et SURTOUT de ne leur créer aucun engagement : ni commentaire, ni RT, ni tag.
Bora! 🫡
O cenário era desolador. Naquele momento, já sabíamos que o resultado não seria favorável.
Mas uma parte da minha mente estava tomada pelos meus instintos mais primitivos.
Estava apertado ali, não resisti e dei um pequeno passo para trás. Ele não recuara. Pelo contrário, apoiou+
Eu fiquei em dúvida durante quase todo o segundo turno. No primeiro, iria votar em Caiado, mas acabei votando em Renan, pois achei que ele seria o terceiro colocado e também queria ajudar o Missão a crescer.
Logo após o primeiro turno, comecei mais disposto a votar em Flávio, mas, ao longo das três semanas, comecei a ponderar:
Lula é conhecido, tanto pelas qualidades quanto pelos defeitos. Flávio era uma incógnita, cujas únicas informações que eu tinha sobre ele eram:
1- Estelionato eleitoral: toda a campanha dele foi baseada em promessas de medidas impossíveis de serem conciliadas em um mesmo plano de governo.
2- Já tinha feito um acordo com o STF após o primeiro turno: prova disso, além das notícias e reuniões com Gilmar, é que ele não citou nenhuma vez a Corte nessas últimas três semanas (meu principal motivo para votar nele seria um voto contra o STF).
3- Cheio de esqueletos no armário.
4- Submisso a Trump, a coisa mais
repugnante do planeta nos dias de hoje: Flávio é fraco e cederia tudo à massa disforme alaranjada.
5- Flávio tem zero experiência em absolutamente tudo, péssimo histórico como parlamentar e, aparentemente, é viciado em esquemas. Eu não acredito em governo bom de gente ruim.
Existe também um fator que pesou muito na minha decisão: o bolsonarismo juntou uma seleção do que há de mais escroto e nojento na política brasileira. A arrogância de Nikolas, Pavanato e Marçal nas manifestações, debates e podcasts me fez criar nojo, a ponto de votar em Flávio contra Lula me dar a sensação de jogar merda na Mona Lisa. O Nikolas falando que, se Flávio mudasse a Constituição, poderia se candidatar à Presidência me deu asco. Eu não quero Pavanato como ministro de Reels.
Se a direita brasileira hoje é representada por Pavanato e Pablo Marçal, talvez eu não deva mais me considerar de direita, mas também não de esquerda, e sim um recorte de tudo em que acredito (Stevenismo).
A decisão veio só na última semana mesmo. A foto de Lula com a bandeira do Brasil em uma mão e a Constituição na outra, em contraste com o vídeo de Flávio dançando de abadá, que nem um imbecil, em cima do trio, me fez ter absoluta certeza do meu voto.
E se botarem outra pessoa com sobrenome Bolsonaro como cabeça de chapa em 2030, eu voto 13 de novo.
Agora que a poeira baixou, vou contar um pouquinho dos bastidores do que rolou comigo nesta campanha e também fazer um desabafo aqui.
Este ano, aconselhado por amigos, colegas e outras pessoas do meu convívio, quase passei longe das eleições porque, como vocês sabem, posicionar-se politicamente, no Brasil, é uma armadilha profissional. Exercer o direito democrático e legítimo de declarar um voto ou defender uma causa, num país fomentado pelo ódio e com sérios problemas de educação, significa ganhar a simpatia de muitos e o asco de outros tantos. Falo isso com a autoridade de quem nunca teve a “imunidade comercial” da panelinha da esquerda festiva e foi vítima de um atentado com coquetel molotov.
No entanto, três fatores falaram mais alto para eu contrariar os apelos dos que prezavam pela minha carreira: o ímpeto cidadão; a sede por justiça; e meu filho, Pedro.
Quem é pai ou mãe de uma criança LGBTQIAPN+ sabe como é o medo de ter sua cria agredida na rua só por ela ser quem ela é. Esse medo se transforma em indignação. Que vira revolta. Que vira gana. E foi assim: mordi a faca com avidez e fiz o que achava que podia fazer: expressei-me. Até o dia quando o próprio Flávio Bolsonaro me mostrou que eu poderia fazer mais. Bem mais.
Quando soube que ele tinha me processado no TSE por causa do famigerado tweet criticando a “família miliciana”, acreditei ser uma pegadinha. Como poderia um senador, postulante à presidência da república, assessorado pelos “gênios” da influência, vestir uma carapuça daquelas? Pois vestiu. Aí, quando me dei conta, fui tragado para uma batalha solitária que não esperava travar.
Fui assediado judicialmente, acusado por jornalistas que confiava de ter feito algo que não fiz, agredido, ofendido, ameaçado e o mais grave: censurado. Dá desgosto, insegurança, receio… dá pânico. Mas dá raiva também. E quando a raiva está aliada à razão e ao senso de injustiça, sai de baixo. É a boiada que não perde briga.
Apesar de ter me sentido abandonado por gente que jurava que apareceria para ajudar, poucos e bons me estenderam as mãos: os que eu amo, meus advogados e alguns novos amigos. Por causa deles, segui em frente com coragem e vencemos aquela batalha. Custou tempo, dinheiro… mas ainda havia uma guerra pela frente.
Graças a Deus (e a Nossa Senhora…literalmente), passei a ser mais lido, mais ouvido, encorajado e consequentemente a escrever, falar e enfrentar mais. Fiquei tão inquieto que cancelei peça, adiei trabalhos e passei a última semana falando mais com o @AndreJanonesMG que com meus filhos. Acordei o publicitário adormecido aqui pra virar marketeiro voluntário. E ainda levo jeito.
Achei a Mariana para perguntarmos quem ela era (“Quem é Mariana?”) e me vi varando a noite escrevendo respostas para que fossem usadas no debate sobre aposentadoria, escala 6 por 1 e até nove dedos (aquela). Quando Lula falou, eu e meu filho – que sabia de tudo – comemoramos como um gol. Janones ligou na hora e brincou. Disse que, se eu fosse candidato, não gostaria de me enfrentar num debate. Empatamos. Também não gostaria de enfrentar o general do “exército” do qual fiz parte.
Enfim… fiz o que pude. E o que não pude.
Hoje, sinto alívio, alegria e sentimento de justiça. No Brasil, isso é luxo. Mas confesso: quero enfrentar inimigos melhores em 2030. Não só mais qualificados. Menos escroques e escrotos mesmo. Quem sabe não me filio a algum partido para a próxima? De repente, com gente que gosto ao lado.
Agora, é voltar a viver nas condições normais de temperatura e pressão. Porque, como diria o apóstolo Paulo, “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
Vamos juntos! E obrigado a todos vocês.
Em 2022 rolou um papo bem parecido. Essa sensação de que o país não tem futuro é ruim, principalmente quando começa a contaminar a percepção das pessoas sobre a própria capacidade de prosperar.
De 2022 a 2026, o Brasil ganhou cerca de 5,5 milhões de CNPJs ativos.
O número de empresas declarantes no Lucro Real, de 2022 para 2024, saltou de 230 mil para 268 mil.
No Lucro Presumido, saímos de 1,1 milhão para 1,3 milhão.
Isso não significa que o ambiente de negócios esteja maravilhoso, muito menos que todas essas empresas estejam prosperando. Mas também não dá para afirmar que tudo piorou para todo mundo.
Os juros são nocivos, a burocracia continua enorme e empreender no Brasil está longe de ser fácil. Ainda assim, existem oportunidades e caminhos para crescer.
Inclusive, boa parte das pessoas que mais criticam os rumos do Brasil relata que seus próprios negócios cresceram nos últimos anos. Eu me incluo nesse grupo.
É perfeitamente possível reconhecer os problemas econômicos do país sem transformar o pessimismo em uma sentença de fracasso coletivo.
Criticar o que está ruim no Brasil é necessário. Esse papinho de que ninguém consegue prosperar aqui é outra história.