Tenho 52 anos. Aos 10, descobri que o meu pai, na verdade, era meu padrasto. Mas ele me criou desde sempre; foi o meu pai. Conheci meu pai biológico quando eu tinha 15 anos; eu mesma o procurei. Ele foi me buscar na escola um dia, almoçamos juntos e era impressionante como eu me parecia com ele. Um ano depois, ele faleceu em um acidente de carro.
Meu padrasto (meu pai) era alcoólatra. Foi um dos homens mais inteligentes e incríveis que conheci em toda a minha vida, mas, quando bebia, tornava-se violento e se transformava em outro, um desconhecido. Amava mais que tudo a minha mãe e seus filhos, mas o vício era maior que ele. Faleceu de câncer de garganta.
Tive três irmãos por parte de mãe. Minha irmã, logo abaixo de mim, lutou bravamente como uma guerreira por nove anos contra um sarcoma raríssimo e faleceu aos 44 anos.
Minha mãe é a mulher mais forte e resistente que conheço. Ela me ensinou a ser mulher e me mostrou que somos livres e que podemos tudo.
Fui casada por 18 anos com o pai das minhas filhas. A maior conquista da minha vida foi a maternidade; tenho duas filhas que são o meu mundo. Me divorciei. Me apaixonei por uma mulher. Experimentei o desprezo e conheci o preconceito. Senti culpa. Senti medo. Tive coragem e força. Fiz tudo o que podia para não me perder de mim mesma; não me deixei escapar. Amo uma mulher e não sinto vergonha de dizer isso.
Já tive muito dinheiro e já passei muita necessidade. Já convivi com a felicidade completa e com a dor intensa. Já fui muitas mulheres e quero continuar me descascando daquelas versões que não me servem mais.
Somos causas e consequências. Plantios e colheitas.
Só sabe da vida de cada um, cada um.
A vida é mesa posta.
Aceita um café?
@hannacaterine Ficaram de mandar no email e nada até acabar o prazo de devolução. Depois foi outras coisas que ela comprou, parecia cancelado no app mas era debitado no cartão, ligou novamente, passaram pra vários setores e disseram que o valor seria reembolsado na próxima +