Vai pegar a mala Balenciaga, passar Sauvage , viajar na primeira classe escutando música no airpods do seu Pro Max 17, chegar em casa comer um salmão grelhado assistindo highlights do Bob Charlton pra depois meter no pelo na sua loira CBF.
Quem tá triste é o povo em Bangladesh
Plot twist: a Seleção de Fernando Diniz vai fazer 5x0 na Bolívia, no Peru e na Venezuela. Aí chega o Ancelotti e na Copa é eliminado pela Noruega. O torcedor brasileiro vai dizer que com Fernando Diniz teria sido diferente.
Essa eliminação nem doeu. Começou no circo que foi a convocação. Até tentamos deixar de lado e ir na empolgação, mas não tinha como dar certo. Convocação imunda, Copa vexatória.
No fundo, a gente sabia que precisava acabar assim.
Depois de transformarem a convocação num culto, depois de metade do Brasil depositar esperança num super-herói hipotético, esse era o final perfeito pro Neymarzismo Cultural.
Quando o Brasil precisou do camisa 10 que fez 4 jogos inteiros e 4 filhos nos últimos 4 anos, Neymar finalmente entregou tudo que ainda podia entregar: não marcou, arrumou confusão, viu o Brasil tomar gol e cobrou um pênalti provocando o goleiro como se a gente estivesse ganhando de 5 a 0.
Mas não se enganem: a notícia é boa.
Foram 12 anos de uma Seleção refém de um gênio que desperdiçou a própria genialidade virando influencer de luxo. Um país inteiro ajoelhado diante de um sonho que nunca virou realidade.
Pelé não ganhou Copa sozinho. Romário não ganhou Copa sozinho. Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká também não.
O Brasil nunca foi sobre um gênio sozinho.
Sempre foi sobre onze pessoas entendendo que a camisa pesa mais que o ego.
Que bom que o Neymar atuou nesse jogo. Pelo menos não teremos a alucinação patética de que ele faria alguma coisa de diferente.
Ficou 25 minutos em campo e fez nada, para surpresa de poucas pessoas.
O pênalti no final não muda nada.