Com a maturidade eu aprendi que as pessoas só têm acesso a mim se eu permitir. Então, a partir do momento que eu percebo que determina presença está sendo um incômodo, eu corto o laço imediatamente.
A minha intuição não falha. O meu desconforto não é em vão. Se eu me afasto tem motivo. Se eu me calo é porque já cansei de debater, de insistir e sei que discutir não leva a lugar algum. Se eu ignoro é porque tenho meus motivos. Eu não costumo forçar quando o meu Santo não bate!
Às vezes, não é tomar remédio que vai nos curar, mas sim tomar distância. Entenda que também adoecemos quando estamos com quem faz mal e onde não cabemos. Nesses casos, distância física significa saúde física. É isso.
Eu aprendi a lidar com a dor em silêncio. Deixar doer, não gritar por aí que tá doendo implorando por ajuda, sentar e me emprestar o ombro pra eu chorar. Agora eu sento calmamente no meu quarto, fecho os olhos, respiro fundo e deixo as lágrimas caírem. Deus cuida, Deus consola.