Por que a extrema-direita continua a crescer?
No esteio desse artigo estou a finalizar outros:
- o fenecimento/morte da esquerda;
- a naturalização do neofascismo pela comunicação social;
- Quanto mais se intensifica as crises, maior será a polarização?
https://t.co/MyoiX8cdAf
Há alguns anos, Juca Kfouri nos concedeu esta entrevista histórica: ele lançou luzes sobre como nosso futebol chegou até esse horror [Com participação da magnífica Nathalia Urban - in memoriam].
https://t.co/6QIt2ZHCmz
Ou seja, para Haddad, o desastre de 2024 não foi impor um novo teto de gasto ao país, mas não ter apertado ainda mais. Em 2027, o recado é evidente: vão combater o "fascismo" empobrecendo os pobres.
Segundo o jornalista Thiago Prada no podcast o Assunto:
https://t.co/9DRUcsVKFb
Se depender do @Haddad_Fernando, o problema de 2024 não foi a austeridade, mas ela ter sido fraca. O petista disse que deveria ter feito um ajuste fiscal ainda maior; já prepara o terreno para 2027: +sacrifício,+ cortes e a conta novamente despejada no lombo do povo trabalhador.
Reprovação ao ministro de Israel Ben-Gvir por países da Europa mostra que a violência colonial só se torna escandalosa quando atinge seus próprios cidadãos
https://t.co/cp7C993IPi
Vamos traduzir aqui esse argumento racista e eugenista do Luciano Huck?
“O apresentador disse que, ‘ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera nenhum estímulo para elas saírem. Na verdade, elas queriam um monte de atalhos para conseguir ficar no programa ad aeternum [para sempre]’.”
Basicamente, é o seguinte: para ele, o pobre é preguiçoso, malandro, vagabundo e, portanto, culpado pela própria miséria. O papel do Estado seria criar incentivos, leia-se: esmagar a seguridade social, para forçar o pobre a aceitar qualquer nível de exploração, sabendo que a alternativa é a mais absoluta fome. E se for sem qualquer direito trabalhista, melhor ainda.
Há outro lado desse argumento, pouco observado: ele também justifica a riqueza obscena do 0,1% dos super-ricos, em meio à miséria da maioria, como consequência da mérito Croácia. Sim, claro, os filhos dele serão milionários pq deram duro. O filho do pobre, com raras exceções, continuará pobre pq não vai trabalhar duro igual ao filhão do Huck. Ah, meu irmão, é nojento demais!
Daí, a saída apontada por esse tipo de sujeito parece técnica e elegante: empreendedorismo e meritocracia.
Além do terraplanismo repugnante sobre as raízes da pobreza no Brasil, é preciso lembrar que o trabalhador brasileiro é extremamente explorado em qualquer comparação internacional. Trabalha muito mais e ganha muito menos do que os trabalhadores dos países “desenvolvidos”. Isso sem falar em toda uma literatura sobre as causas do subdesenvolvimento que esse sujeito ignorante desconhece e não faz questão alguma de conhecer.
Agora vamos mandar a real? Há uma forte influência eugenista e racista nesse tipo de argumento. A população que ele chama de preguiçosa, praticamente de vagabunda e pilantra, é majoritariamente negra. Não há outra palavra para definir esse tipo de posição que não seja racista. E eugenista. Os super ricos se consideram uma espécie de raça superior, tão superiores que fazem até caridade para os inferiores distribuindo migalhas do que acumularam em cima do trabalho dos pobres que ele diz que não querem trabalhar. Esse vagabundo acha que o poder financeiro e sua riqueza foram arrancados de quem e de onde?
Poucos percebem que, por trás da aparência serena e da defesa da democracia liberal (leia-se defesa do direito de propriedade privada Dele) , esse tipo de sujeito tem muito mais concordância com neofascistas como Milei, Bukele ou Bolsonaro do que parece. Digo isso com toda tranquilidade e sabendo dos possíveis ataques.
No Brasil, tem uma esquerda que diz que falta amor e acha que sujeitos como Huck são aliados táticos. Eu digo o contrário: falta ódio. Ódio de classe.
Eles nos odeiam. Querem nos esmagar. Temos que odiá-los igualmente e transformar esse ódio em combustível de luta. Parar de normalizar esses merdas só porque um Bolsonaro da vida é pior.
https://t.co/nihXKimTgj)
Os filhos do Bolsa Família, em grande parte, não dependem do Bolsa Família.
Isso não é opinião.
É dado. Pesquise!!!
Porque combater a fome não produz preguiça.
Produz oportunidade, dignidade e futuro.
ENCONTRO DE BANDIDOS: FLÁVIO BOLSONARO E VORCARO
O Intercept revelou um áudio bombástico que expõe a relação entre o bandido miliciano Flávio Bolsonaro e o banqueiro bandido Daniel Vorcaro do escândalo do Banco Master.
"FUI PUNIDO PELA COMISSÃO DE ÉTICA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIYA DO PARANÁ PORQUE OUSEI DIZER A VERDADE NUM LUGAR EM QUE IMPERA A MENTIRA."
- Renato Freitas
🎥 @Renatoafjr
🔴 Assista, compartilhe e fortaleça a resistência!
RENATO FICA
#RenatoFica@O_Papo_@_BrasilPopular
A professora Berenice Bento sintetiza o cerne da questão:
“Ser-tornado sionista, para uma pessoa judia, significa fazer parte de um projeto político que transcende as biografias e do “agora”. Está atrelado a uma temporalidade ex-tática. A necessidade de defender o Estado de Israel vincula-se ao perigo antissemita como algo atemporal e a-histórico. O mundo é construído como antissemita e a necessidade e construção de um Estado inauguram uma nova etapa na existência de um povo perseguido.” (Bento, 2025, p. 24)
https://t.co/k2dOQecjAa
No meio de tanta polémica sobre os judeus antissionistas, aproveito para recomendar o excelente trabalho da professora Berenice Bento, "Dispositivo sionista e seus descontentes. História de pessoas judias antissionistas", publicado em 2025.
#naoemnossonome#notinourname
Este senhor, que coordena as Ciências das Religiões (U.Lusófona), tem a desfaçatez de afirmar que o anti-semitismo é útil tanto p/ extrema-direita como p/ esquerda radical.
Antissionismo não é ódio aos judeus; é recusa do colonialismo em seu nome.
#naoemnossonome#notinourname
Este tipo de operação intelectual, bem conhecida por quem nasceu e cresceu numa família judaica, tem-se acentuado à medida que os crimes do Estado de Israel se tornam cada vez mais evidentes. Por isso, tenta-se transformar toda a crítica ao sionismo em antissemitismo. Trata-se de uma operação falsa, histórica e politicamente desonesta — embora eu não espere outra coisa dos porta-vozes do sionismo.
O antissionismo é a crítica a uma ideologia política concreta: o sionismo, uma corrente histórica no interior do judaísmo (sec. XIX), e não o próprio judaísmo, entendido como tradição religiosa, cultural e étnica. Confundir as duas coisas é apagar a pluralidade judaica, silenciar judeus antissionistas e blindar contra qualquer crítica um projeto estatal, colonial e racista.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da OPEP.
A decisão provavelmente tem a ver com o pedido feito pelo governo do país, que solicitou um acordo de swap cambial com o Banco Central dos Estados Unidos (Fed).
É provável que Washington tenha condicionado a negociação à saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, na expectativa de que isso possa diminuir o preço do petróleo.
A razão é simples: os países membros da OPEP têm cotas de produção de petróleo, justamente para evitar que o mundo fique inundado do hidrocarboneto. Mas agora, fora do cartel, os Emirados Árabes Unidos podem teoricamente elevar sua produção até o limite de suas capacidades.
Mas existe um problema. Hormuz segue fechado para as embarcações vindas dos Emirados. Não há capacidade adicional que possa ser incorporada ao mercado nesse momento.
Além disso, essa situação acentua a cisão entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Há poucos anos, eram dois países plenamente unidos contra o Irã. Agora já não são mais.
Abu Dhabi está desesperada para uma alternativa que a deixe em uma situação melhor, uma vez que escolheu o lado que está perdendo a guerra. A ver se o desespero foi bom conselheiro.
a cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, fica próxima à “linha amarela” imposta pelas forças de ocupação de Israel. por lá, os crimes de guerra são constantes. o paramédico Mohamed Suleiman conta que durante um resgate, descobriu que a vítima era o filho de 13 anos #bandjornalismo