Quanto às eleições na Venezuela, certamente o Brasil respeitará o princípio da presunção de regularidade dos atos eleitorais e a soberania política tão logo sejam anunciados, pelo Poder Eleitoral da Venezuela, os resultados definitivamente considerados.
A turma da direita liberal e os lavajatistas estão em festa. A imprensa, monotemática, aproveita as mazelas do processo eleitoral venezuelano para clivar bem X mal, democratas X ditadores, (Tarcisio/moro/Bozo/qualquer nome) X Lula. Já é um espelho do que veremos em 2 anos.
Aparentemente a forma da comunicação, com ênfase regional, melhorou e a última pesquisa indica aprovação em alta, mesmo com os implacáveis ataques da mídia. Outra boa notícia, em 1 ano 24,4 milhões de pessoas deixaram de passar fome, recuo de 50% nesse ano e meio de governo.
Fantásticas notícias sobre a farmácia popular. E com a inflação caindo e na meta, Lula também provou que estava certo ao denunciar a vulgaridade de Campos Neto no comando do Banco Central manipulando juros e o preço do dólar.
Uma semana depois de Netanyahu dizer que o ataque ao campo de refugiados foi um erro trágico, mudou alguma coisa? Não! Israel segue bombardeando, cercando e matando população civil sem cessar, dezenas de “erros trágicos” por dia.
CHICO, GIL, WAGNER MOURA E INTELECTUAIS PEDEM A LULA QUE ROMPA RELAÇÕES COM ISRAEL POR ‘CARNIFICINA INSUPORTÁVEL’
Judeus como Anita Leocádia, filha de Olga Benário Prestes, morta em um campo de extermínio, endossam manifesto
De @monicabergamo, na @folha
29.mai.2024 às 23h01
Um grupo de artistas e intelectuais, inclusive judeus, enviou uma carta ao presidente Lula(PT) pedindo que ele rompa relações com Israel.
No texto, eles afirmam que, com isso, o Brasil, "sob uma liderança de sua envergadura", poderia contribuir "para que se encerre essa carnificina insuportável" promovida pelo país na Faixa de Gaza.
"O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais", afirma o texto.
"No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões".
Diz ainda que os recentes ataques de israel a um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, "com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária".
O documento é assinado por artistas como Chico Buarque de Hollanda, Gilberto Gil, Wagner Moura e Emicida, por escritores e intelectuais como Milton Hatoum, Raduan Nasser e Jessé Souza, por advogados e juristas como Pedro Serrano, Juarez Tavares e Carol Proner, e por ex-ministros de diferentes governos como Luiz Carlos Bresser-Pereira, Paulo Sérgio Pinheiro, Eleonora Menicucci, José Dirceu e Eugênio Aragão.
Personalidades de origem judaica também endossam o manifesto: Anita Leocádia, o jornalista Breno Altman e o professor Bruno Huberman.
Anita Leocádia é filha de Olga Benário Prestes, que estava grávida dela quando foi entregue aos nazistas por Getúlio Vargas.
Depois do nascimento da filha, Olga foi morta em um campo de extermínio na Alemanha. Anita foi entregue à avó paterna, Leocádia Prestes, mãe do líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes.
Leia, abaixo, a íntegra do documento:
*Carta aberta ao presidente Lula sobre o genocídio do povo palestino*
*Estimado presidente Lula,
Antes de mais nada, queremos saudá-lo por seu comportamento sempre firme e coerente em solidariedade ao povo palestino, denunciando reiteradamente o genocídio do qual é vítima, especialmente suas mulheres e crianças.
O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais.
Graças ao seu governo, somos uma das nações que reconhecem, no âmbito das Nações Unidas, a soberania e a independência da Palestina.
No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões.
O governo Netanyahu viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU.
Recentes ataques contra um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária.
Estamos convencidos, querido presidente, que é hora de nosso país se juntar às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino.
Essas medidas, adotadas por nosso país e sob uma liderança de sua envergadura, certamente serviriam de exemplo a outros governos e constituiriam uma imensa contribuição para que se encerre essa carnificina insuportável.
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Eu acho que estamos vivendo um momento importante no Brasil, apesar de umas poucas pessoas que não querem enxergar o que está acontecendo, com um olhar negativo sobre o futuro do Brasil. Apesar das projeções, crescemos 2,9% em 2023. Mais uma vez nós vamos surpreender os pessimistas. R$ 129 bilhões de investimento do setor automotivo e os R$ 100 bilhões do setor de aço, por exemplo. Vamos crescer porque estamos derrubando o desemprego, com um dos menores índices da série histórica, e conseguimos aprovar a reforma tributária. Todos os bancos internacionais e presidentes estrangeiros que encontro também acham que o Brasil vai crescer ainda mais.
Israel desafia a totalidade da comunidade internacional produzindo escalada inédita de violência que, como em outros momentos de insanidade planetária, certamente será contida de um modo ou de outro. Mas até que isso ocorra, só nos resta denunciar e jamais naturalizar.
Netanyahu segue afrontando qualquer princípio humanitário, ignora decisões de organismos internacionais e nega cumprimento às mais recentes recomendações da Corte Internacional de Justiça.
A crueldade especial do último ataque porque usado como posto de saúde, para tratar feridos e doentes, razão pela qual os já 50 mortos, quase todos mulheres e crianças carbonizadas, eram civis incapazes de fugir ou lutar pela própria vida.
Para entender a gravidade deste ataque de domingo. O comando militar de Israel, por meio das comunicações para o deslocamento indicou que seria um lugar seguro (“safe zone”), e, como ataques direcionados, produziu uma verdadeira armadilha de morte para pessoas sitiadas.
"El lawfare está llegando al punto en que se viola cualquiera de los normas internacionales. Ecuador es la muestra, allí se ha tomado por la fuerza a la embajada de México. Si no nos movemos, esto puede pasar en cualquier país de nuestra region" @carolproner
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Agradecemos a @ClaraLopezObre, @carolproner, Silvina Romano, Andrés Villegas y @mauricio181212 por haber hecho parte de nuestro Seminario internacional sobre judicialización de la política.
O governo de Netanyahu proíbe a transmissão da TV Al Jazeera no país, impedindo que os próprios cidadãos conheçam a intensificação do genocídio em curso. É urgente que a comunidade internacional e os líderes do mundo se mobilizem para impedir essa espantosa barbárie.
Momento crucial em Gaza. Proposta de cessar fogo está sendo negociada no 3º estágio, com mediação do Egito e do Catar, mas tragicamente Israel segue atacando Rafah e ameaçando escalar ainda mais e invadir a cidade que concentra mais de um milhão e meio de civis.
@l__mene Nao sei exatamente a tecnicidade da decisão do Ministro, mas um cidadão de outro país, dono de uma empresa privada, não pode descumprir ordem judicial, ninguém pode, menos ainda alguém com tanta influência. E mais ainda, ao que parece pode ser considerada ingerência…
Patético é o menor dos adjetivos para descrever a resposta de Elon Musk ao ministro Alexandre de Moraes, inflamando a extrema-direita ao insinuar que há censura no Brasil, ao mesmo tempo que sua rede permite discursos de ódio e propagação em larga escala de notícias falsas. Enquanto tentarem enfraquecer democracias nós vamos resistir. E exigir que ninguém seja anistiado!