O amor deve valer e se bastar pelo que é: Ação, com a capacidade de extrair o melhor de nós mesmos. Tem que estar localizado na capacidade de dar, de generosidade, e não na expectativa do que o outro/a vai dar em troca. E seu raio de ação é a aventura da própria experiência.
um completo desencontro, que apenas a mudança na ordem das coisas restauraria: retomar a posse de si mesmo, da concretude da vida, do estar com sentido.
Reflexões. Penso que a abstração do capital e do valor, e sua velocidade de reprodução na era digital, leva as pessoas a cada vez mais não conseguirem estar presentes, vivenciar o real, o concreto. Um amor que se perde, um filho pequeno sem atenção, um trabalho feito sem ênfase.
Somente uma construção política e um método radical, enraizado no estudo, na atenção com os jovens, na organização popular, nas lutas que fazem sentido na vida do povo, no tempo do povo - aí sim casadas com as pautas amplas -, apenas isso ajudaria a reconquistar o operariado.
Geralmente, trabalhadores na base social usam a palavra "política" como algo depreciativo, o que é bem compreensível, porque refere-se a um tipo específico de política, a que chega nas periferias em época de eleição. Promessas, favores, privilégios, o que gera cansaço. (1)
São décadas em que até a esquerda limitou a política nas periferias e locais de trabalho a esse momento, deixando de fazer sentido e ter utilidade na vida da classe trabalhadora. Sem isso, não há confiança na construção de um projeto. (2)
Esse é um recado para o colonizador do norte 🇺🇸.
Essa é uma presidente eleita pelo seu povo, possui uma das maiores aprovações do mundo, e não será nenhum império decadente que irá fazer o povo mexicano remover sua presidente, não adianta usar os delinquentes das redes sociais, quando um povo decide, está decidido.
@Claudiashein é a esperança de dias melhores, não só para os mexicanos, como para toda a América Latina, ela inspira não só com palavras, mas com ações concretas.
Eles podem tentar, mas um povo unido jamais será vencido, e a união de povos colocará fim a última tentativa de colonização da América Latina.
VIVA O MÉXICO 🇲🇽
VIVA A AMÉRICA LATINA 🌎
VIVA A DEMOCRACIA
Brasil anos 1980 (auge da complexidade):
- Gurgel fabricava carros nacionais
- Engesa produzia tanques de guerra
- Mafersa era líder em material ferroviário
- Villares fazia elevadores e motores
Brasil hoje:
- Importamos quase tudo que é sofisticado
- Perdemos essas capacidades produtivas
- Viramos reféns de tecnologia externa
- Regredimos na escada da complexidade
Farei uma análise mais densa sobre o cessar-fogo e os resultados da "Guerra dos 12 Dias" em alguma das minhas colunas, mas deixo aqui uma síntese do que penso de tudo isso.
Em suma, o Irã venceu, mas com custos.
1- O Irã vinha se preparando para um confronto militar com Israel há muito tempo, mas foi pego desprevenido no que concerne à sabotagem israelense através de agitadores dentro do território iraniano. Usando imigrantes e minorias étnicas, o Mossad infiltrou drones militares no Irã, que foram usados para atacar alvos estratégicos, gerando danos substanciais na defesa antiaérea iraniana (sem trazer, porém, um "domínio total" do espaço aéreo iraniano, como a mídia falava);
2- Contudo, rapidamente o Irã reagiu fazendo uma limpeza interna com milhares de prisões e execuções, o que diminuiu significativamente a capacidade israelense de gerar danos ao inimigo. Os ataques israelenses foram diminuindo em número e intensidade dia após dia;
3- A resposta iraniana também pegou os sionistas despreparados. Eles esperavam algo mais moderado, mas Teerã fez a entidade sionista viver dias de Gaza com sucessivas chuvas de mísseis balísticos. Mesmo tendo ampla capacidade de bombardeio aéreo, Israel tinha pouco tempo para preparar suas respostas, considerando a regularidade dos mísseis iranianos;
4- Sendo países muito distantes, a guerra estava limitada a combate por bombardeios, sem viabilidade de engajamento por terra. Isso gerou um rápido desgaste de ambos os lados e acelerou o interesse por uma solução parcial e precoce;
5- Israel implorou apoio americano por desespero diante da fortaleza balística persa. Trump tentou resistir à pressão do lobby sionista, mas teve de consentir com a intervenção americana, desde que limitada a um ataque simbólico;
6- O ataque americano NÃO DESTRUIU as bases nucleares iranianas. Só ignorante pensa o contrário disso (e vou explicar as razões em outro post/artigo). O Irã já havia evacuado as centrais nucleares miradas pelos EUA - e nem sequer há consenso sobre os bombardeios terem acertado os alvos em meio à cadeia de montanhas;
7- A resposta iraniana foi igualmente simbólica, mas assustadora para os países ao redor. Teerã mirou bases americanas no Catar e no Iraque, além de os incidentes terem gerado alertas e paralisações em todo o Golfo. O Catar, potência wahhabi que rivaliza com o Irã pela influência na Palestina e abriga a maior base americana no Oriente Médio, sentiu a pressão da força militar iraniana e isso foi suficiente para gerar movimentações populares pedindo o fim da ocupação americana do Golfo. Porém, não houve impacto relevante ou baixas nas instalações americanas;
8- Ataque simbólico por ataque simbólico, Trump disse que não retaliaria e deu um risível "ultimato" de seis horas para ambos os lados aceitarem um acordo de cessar-fogo. Israel aceitou a proposta e a violou imediatamente, atacando o Irã - que se negou a aceitar até o começo da manhã, quando retaliou a última agressão sionista com uma substancial onda de mísseis em toda Israel, inclusive um bombardeio brutal em Be'er Shebaa, que custou várias vidas israelenses.
Resultado: O Irã sai da guerra com o último ataque, tanto contra os EUA quanto contra Israel. Trump costura um acordo logo após ter suas bases atacadas e Israel evita responder ao último bombardeio.
Considerando tudo isso, é possível falar num empate militar. Mas a guerra é um fenômeno político, não militar. Os objetivos israelenses eram acabar com o programa nuclear iraniano e mudar o regime político da República Islâmica. Nada disso aconteceu.
O Irã não apenas mantém seu programa, como revogou todas as inspeções internacionais ao processo de enriquecimento de urânio. Ou seja, o Irã poderá a partir de agora fazer uma bomba atômica sem qualquer fiscalização internacional. Além disso, a coesão interna permanece firme. Milhares de pessoas estão marchando nas ruas de Teerã agora comemorando a vitória e entoando cânticos em apoio ao Aiatolá - que, inclusive, retomou laços com vários opositores que abdicaram da militância em prol da unidade nacional em meio à guerra.
Para Israel, o status quo ante bellum já seria uma derrota, mas foi mais do que isso: o Irã está internamente mais unido e acabou com todo e qualquer mecanismo de inspeção de seu programa nuclear. Israel, portanto, perdeu a guerra a nível político - e a guerra é um meio político.
Enfim, o Irã venceu. Conteve a agressão inimiga e preservou seu enriquecimento de urânio. Mas isso custou parte de suas capacidades defensivas. Israel provou-se muito mais fraca do que se pensava, inapta a neutralizar o Irã mesmo tendo ampla facilidade de penetração aérea.
Israel mostrou mais uma vez o que qualquer analista sério vem falando há muito tempo: é um país com grandes limitações militares e que conta com sua grande capacidade de inteligência e sabotagem para obter vantagem nos conflitos em que está envolvido. Enquanto Israel estava lidando com republiquetas árabes e grupos não-estatais, isso era suficiente. Mas a fortaleza missilística iraniana demanda mais do que operações do Mossad para ser neutralizada.
Não é o fim. Irã e Israel estão em um impasse existencial. Só um lado poderá continuar existindo no longo prazo. Mas a pausa poderá servir para ambos se rearmarem e adquirirem os ativos necessários para a próxima batalha.
Porém, enquanto o Irã está coeso e pode aproveitar bem o tempo de trégua, Israel permanece em caos. Netanyahu amarga sua terceira derrota bélica em dois anos e enfrenta uma oposição voraz que não quer nada menos do que sua cabeça. Bibi precisa de guerras para se manter no poder e é muito provável que algo novo aconteça na região muito em breve.
A doutrina militar do General Qassem Soleimani permanece viva. Seu objetivo através da criação do Eixo da Resistência era criar uma plataforma de movimentos antissionistas para gerar desgaste constante a Israel, tornando a entidade sionista um país inviável. Assim, Israel seria derrotada através de campanhas de baixa intensidade, evitando uma guerra nuclear.
Entre avanços e retrocessos, a Doutrina Soleimani permanece viva. O Irã encerra agora a maior campanha de bombardeios já sofrida por Israel. Milhares de cidadãos israelenses estão emigrando. A sensação de segurança já não é parte de Israel. Isso não vai acabar tão cedo. Hoje os israelenses dormirão uma noite tranquila, mas o sono acabará assim que um novo míssil dos Houthis cair em Tel Aviv.
Israel não é mais um lugar seguro.
Havia, primeiro, uma fantasia de que o Irã não conseguiria retaliar Israel. Agora, existe uma segunda fantasia de que esses ataques são suficientes para imobilizar o Irã. Não são. Mas isso talvez explique a movimentação de aviões americanos em direção ao Oriente Médio.
As declarações recentes do presidente Lula sobre o genocídio em Gaza são incisivas e fundamentais. Mas agora é preciso avançar para conformar um bloco de países disposto a retaliar o Estado de Israel, que não tem recuado na sua estratégia de aniquilamento do povo palestino.
"Apoiei Israel por anos, mas hoje quero dizer que eu errei. Eu condeno Israel pelo que está fazendo contra os palestinos. A vida de uma criança palestina é tão preciosa quanto de uma criança judia"
Os ventos estão mudando? Ouça o parlamentar conservador (!) britânico Mark Pritchard.
8 -De toda a forma, a crise equatoriana se aprofunda, no contexto de dolarização e dependência da economia, o atual projeto de direita, neoliberal, autoritário e alinhado aos EUA, próximo à experiência de El Salvador, tende a seguir piorando as condições de vida dos trabalhadores
7 - A OEA, por sua vez, reconheceu os resultados. Já a presidenta do México, Claudia Scheinbaum, no dia 14, reconheceu as críticas da oposição equatoriana e declarou aguardar a posição final do CNE equatoriano. A Frente Guazu paraguaia e outras entidades também questionam.