O atacante norueguês Erling Haaland é uma das estrelas da Copa e já cravou dois gols logo na estreia, contra o Iraque.
Mas, no torneio, ele é identificado como Erling Braut Haaland, como deixa claro em sua camisa, em que usa os sobrenomes da mãe e do pai.
Isso é raro no futebol, mas não é incomum na seleção da Noruega. Outros que disputam o Mundial pela equipe fazem isso, casos de Jørgen Strand Larsen e David Møller Wolfe.
Haaland (ou Braut Haaland) adotou o sobrenome materno na camisa da seleção em agosto de 2025. Nas redes sociais, sempre usou os dois sobrenomes, mas no seu clube, o inglês Manchester City, é conhecido apenas pelo paterno.
No caso de Haaland, carregar o sobrenome paterno é carregar também a memória de outro jogador, Alfie Haaland, seu pai. Ele jogou a Copa do Mundo de 1994 pela Noruega e, como o filho, também passou pelo Manchester City.
Mas Gry Marita Braut, a mãe do artilheiro, também foi atleta - uma heptatleta, no caso, que chegou a ser campeã nacional.
A escolha de homenageá-la é significativa, dado que o jogador é uma das maiores estrelas do futebol mundial. Seria algo como Messi, já famoso e vencedor, passasse a usar “Messi Cuccittini” na camisa (lembrando que, em países hispanófonos, o sobrenome da mãe vem depois).
Além disso, a família da mãe de Haaland também é futeboleira: seus primos maternos Jonatan, Albert e Emma Braut são todos jogadores profissionais.
Outra razão pela qual o gesto de Haaland chama a atenção é por remeter à igualdade de gênero norueguesa, considerada modelo para o mundo.
Graças a um arcabouço robusto de leis relativas à representação igualitária e licenças generosas tanto para mães quanto para pais, a Noruega se destaca nesse tema.
42% das vagas no Parlamento norueguês, por exemplo, são ocupadas por mulheres. No Brasil, para efeito de comparação, as mulheres ocupam 18%.
Não é coincidência que as leis norueguesas tendem a ser mais benevolentes com as mulheres, já que são elas mesmas que as fazem.
Mas, para além de tudo isso, não deixa de ser legal ver um craque igualando a mãe e o pai na camisa numa Copa do Mundo.
"Enquanto esperamos Brasil contra Marrocos, tenho pensado muito sobre Sócrates. Não o filósofo grego, mas o maestro brasileiro do meio campo. Ele jogou nos anos 70 e 80, incluindo a Copa de 1982. Esses foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governou o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, o clube que ele foi capitão, Sócrates e seus companheiros de equipe participaram do que os brasileiros sonhavam todos os dias: democracia. Eles começaram um experimento de auto governança, chamado Democracia Corinthiana. Se você era o atacante estrela do time, ou o funcionário da lavanderia, você tinha o mesmo voto. E enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates levou os jogadores a campo vestidos com agasalhos em que estava escrito nas costas "Eu quero votar no meu presidente".
Uma das situações em que o #cbmmg atua no resgate de animais domésticos e silvestres é quando estão em situações de perigo/risco a própria vida, como presos em locais de difícil acesso, por exemplo.
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Essa semana eu li o seguinte conselho sobre leitura: Leia menos.
A obsessão pela velocidade transformou a leitura em outra forma de consumo ansioso. Os livros que realmente mudam sua vida são habitados, não devorados.
Por favor, leia devagar, sublinhe e interiorize essas palavras.
Quem sempre busca “o próximo livro que vai mudar sua vida” nunca deixará que nenhum o faça. Leia menos, leia devagar.