Eles não se escondem mais — e isso é o que torna tudo mais obsceno. O despudor dessa gente não está apenas no que fazem, mas na naturalidade com que fazem, como se a vergonha tivesse sido abolida por decreto, como se a consciência fosse um acessório antiquado, desses que se jogam fora na primeira faxina moral. Há neles uma confiança repulsiva, a certeza de quem já não presta contas a nada nem a ninguém, de quem aprendeu que o poder não precisa mais fingir virtude. É um nojo frio, burocrático, quase administrativo: não o escândalo passional do crime, mas a rotina asséptica da degradação. O que vemos não é apenas corrupção ou cinismo — é a celebração pública da ausência de pudor, a transformação da indecência em método, da cara de pau em política de Estado.
🚨Que vergonha!
Em pleno Natal, tempo de união, respeito e reconciliação, a Havaianas escolhe usar o marketing para provocar e dividir, sugerindo “não começar o ano com o pé direito”.
Isso não é criatividade. É um desserviço à sociedade. O Natal não combina com deboche ideológico nem com desprezo pelos valores de milhões de brasileiros. Marca que abandona o respeito e afronta seus próprios consumidores erra feio.
O povo conservador não aceita esse tipo de provocação disfarçada de publicidade e responderá do jeito mais claro possível: retirando apoio, respeito e mercado.
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