Médico focado em raciocínio clínico aplicado, leitura de terreno biológico, interpretação integrada de exames e decisão terapêutica em pacientes complexos.
Um modelo de linguagem pode soar como um médico. O que ele não pode ter é um CRM.
A pergunta não é mais só "essa informação é verdadeira?". É: quem responde por ela, se não for?
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A pergunta sobre IA na medicina não é apenas o que ela consegue fazer.
É quem a usa, com quais critérios, e quem responde quando algo dá errado.
Nasce o Terreno Digital:
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2001: A SPACE ODYSSEY was released 58 years ago this week.
The film's most iconic character is HAL-9000 - the sentient computer whose calm voice and unblinking eye defined how we think about A.I.
The story of how HAL was created is one of the greatest creative evolutions in Hollywood 👇
In the earliest drafts of Arthur C. Clarke's scripts, the ship's computer was a walking humanoid called Socrates. He moved through Discovery One's corridors and in one scene refused to harm crew members, citing Asimov's First Law of Robotics.
Clarke worried the design would date. He replaced the robot with a single unblinking lens, which was a nod to the Cyclops from Homer's Odyssey. Like the Cyclops, HAL has one eye. Like Odysseus the archer, Bowman must destroy the one-eyed giant to survive.
The name evolved too. Socrates became Athena and was a female AI with a female voice. Then Athena became HAL 9000: Heuristically programmed ALgorithmic computer.
This caused a coincidence Clarke spent decades swatting away. Shift H-A-L one letter forward and you get I-B-M. Clarke wrote he'd have changed it had he spotted it. IBM knew the plot involved a homicidal computer and agreed to participate -provided malfunctions weren't shown as IBM failures.
Finding HAL's voice, though, nearly broke the production.
Stefanie Powers read HAL's lines on set so the actors had something to react to. She later confirmed she was "the first voice of HAL the computer." British actor Nigel Davenport then spent weeks at Borehamwood reading the lines off-camera. Kubrick decided he was too English and let him go.
After Davenport left, assistant director Derek Cracknell filled in. His Cockney accent turned "Better take a stress pill, Dave" into "Better tyke a stress pill, Dyve" which Kubrick wasn't having.
Oscar-winner Martin Balsam then recorded the complete dialogue. Kubrick initially called him "wonderful" but grew dissatisfied. Balsam had played HAL with full emotion, reportedly crying during the disconnection scene. Too human and too American.
Then Kubrick remembered a documentary. The Canadian film Universe - which he'd watched about 95 times in prep for 2001 - had been narrated by a Winnipeg-born, Old Vic-trained stage actor called Douglas Rain. Almost nobody outside Canadian theatre knew his name but Kubrick had his man. Rain recalled: "Kubrick said, 'I think I made him too emotional. Would you consider doing his voice?'"
By most accounts, Rain completed all of HAL's dialogue in nine and a half hours. He performed barefoot, feet resting on a pillow, to maintain the unhurried calm voice Kubrick wanted. He never saw the full script, never saw a frame of footage, and never met co-stars Keir Dullea or Gary Lockwood. His goal was "a cool, soothing voice."
Kubrick's direction was remarkably sparse: "Even softer and kind of in the depths." "Try a little more dandy." Then in post-production, Rain's breaths were removed - giving HAL an unearthly quality audiences would feel but never consciously notice.
Rain was quietly frustrated that HAL overshadowed 50 years of classical theatre. As Dullea reported: "His attitude is, 'I've done Shakespeare and the classics for 50 years, and all anyone wants to talk to me about is a film that I worked on for two days.'"
A robot with legs. A Greek goddess. A female voice. A British voice. An American voice. Then a Canadian, barefoot on a pillow, created the most iconic AI voice in cinema history.
Douglas Rain died on November 11, 2018, aged 90. Two days in a recording studio made his voice immortal.
@cegadede É sim... Mas é leve, de alumínio com antiaderente vitrificado... Gosto de usar na finalização de pratos, por conta da altura... E é bonita até para levar à mesa.
@cegadede É sim... Mas é leve, de alumínio com antiaderente vitrificado... Gosto de usar na finalização de pratos, por conta da altura... E é bonita até para levar à mesa.
🚨ATENÇÃO: Doutora Tatiana Sampaio diz que o Brasil perdeu a patente internacional da Polilaminina porque o governo cortou recursos da UFRJ. Os cortes de 2015–2016 ocorreram sob um governo do PT. Qual sua opinião?
“Recursos da URFJ foram cortados em 2015 e 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar a patente internacional” é importante entender:
O Brasil enfrentava uma grave crise econômica naquele momento.
Houve contingenciamentos e ajustes fiscais amplos, afetando várias áreas, não só a UFRJ.
Cortes em universidades federais aconteceram também em outros governos, antes e depois.
O pedido de patente internacional foi feito, mas, segundo a pesquisadora, a UFRJ não conseguiu pagar as taxas internacionais durante um período de cortes de recursos, sendo essas taxas necessárias para manter proteção fora do Brasil.
Os cortes orçamentários afetaram a universidade em 2015 e 2016, período em que faltou verba para pagar a manutenção das patentes no exterior, o que resultou na perda da proteção internacional.
A patente brasileira foi mantida, em parte porque a cientista chegou a pagar algumas taxas com recursos próprios para que não fosse perdida imediatamente.
Quando alguém descobre uma nova tecnologia (como a polilaminina), pode registrar uma patente para garantir exclusividade de uso e exploração comercial por um período (geralmente 20 anos).
Mas existe um detalhe importante:
Patente não é automaticamente mundial.
Se você registra no Brasil, ela vale só no Brasil.
Para proteger em outros países, é preciso:
Fazer um pedido internacional (geralmente via sistema PCT – Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes).
Depois entrar com pedidos individuais nos países de interesse
- Pagar taxas em cada país.
- Pagar taxas anuais de manutenção.
- Manter uma patente ativa é caro porque:
- Cada país cobra taxas próprias.
- Há custos com advogados especializados.
Existem taxas anuais obrigatórias.
Se não pagar dentro do prazo → a patente é arquivada ou perdida naquele país.
Foi isso que, segundo a pesquisadora, aconteceu com a proteção internacional da polilaminina.
O que acontece quando a patente internacional é perdida?
Se a patente internacional é abandonada:
Outros países podem explorar comercialmente a tecnologia, se ela não estiver protegida lá.
O Brasil mantém exclusividade apenas dentro do território brasileiro (se a patente nacional estiver ativa).
O país pode perder potencial de royalties e investimentos estrangeiros.
Isso significa que a pesquisa foi perdida?
Não.
A pesquisa continua existindo e pode continuar sendo desenvolvida. O que se perde é a exclusividade comercial fora do país.
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🇺🇸🇨🇳 O que vimos em Munique é estarrecedor, e parece ter saído de uma ficção distópica.
Marco Rubio defendeu uma ditadura militar global.
Uma ditadura sanguinária, violenta e sem leis.
Uma ditadura chefiada pelos EUA, naturalmente, apoiada pelos vassalos do "Ocidente", sem pedir "permissão" a ninguém.
Ou seja, os EUA defendem hoje que o direito internacional seja substituído por uma tirania imperial, hostil à soberania dos povos e ao multilateralismo.
Há algo, porém, profundamente irônico na fala de Rubio.
É macabro, mas irônico que os Estados Unidos tenham se convertido no maior inimigo de um sistema baseado em regras democráticas, em que as decisões que afetam a comunidade internacional sejam tomadas coletivamente, entre iguais, com respeito ao direito de todos.
Num cenário como esse descrito por Rubio, países como o Brasil não teriam nenhum direito, nenhuma proteção, e estaríamos totalmente vulneráveis a todo tipo de violências.
Toda essa diatribe de Rubio foi precedida por uma longa exaltação das violências imperiais dos séculos passados, seguida de um lamento pelas lutas anticoloniais que puseram fim a séculos de opressão.
Não é um discurso sutil. Não há ambiguidade ou metáforas. Rubio defende, sem que seus aliados sejam "acorrentados pela culpa e pela vergonha" (sim, ele usou essa expressão), uma espécie de recolonização do Sul Global.
Francamente, eu sempre paro para pensar, nesses momentos, no que as nossas elites políticas acham desse tipo de barbárie.
O que pensam, no Brasil, os militares, os bolsonaristas, Tarcísio, e a direita "nacionalista" de um Aldo Rebelo, dessa convocação medieval à tirania, à violência imperial, e à destruição de um direito internacional que o mundo vem tentando construir desde o fim da II Guerra?
Naturalmente, Rubio também tenta demolir retoricamente qualquer resquício de respeito que deveríamos ter pela ONU.
O secretário trata a ONU como um entulho incômodo e caro, que não conseguiu resolver nenhum dos conflitos recentes, como o da Ucrânia, Gaza e Irã. Ele finge ignorar, por óbvio, que foram os EUA que vêm bloqueando, deliberadamente, unilateralmente, isoladamente, qualquer decisão da ONU ou da comunidade internacional.
Felizmente, a fala de Rubio não ficou sem contraponto na Conferência de Segurança em Munique.
O orador seguinte foi ninguém menos que Wang Yi, ministro de Relações Exteriores da China.
Wang Yi e Rubio ocupam funções equivalentes na hierarquia de seus governos.
O contraste não poderia ser mais esclarecedor sobre que nações, hoje, defendem um direito internacional democrático, humanista, baseado no respeito mútuo entre os povos, e quem defende uma ditadura dos mais fortes sobre os mais fracos.
Wang Yi agiu como o verdadeiro porta-voz não apenas do Sul Global, mas da Maioria Global.
O chanceler chinês defendeu a ONU — "Sem ela, o mundo retornaria à lei da selva, onde os fortes predam os fracos" — e disse que os grandes países devem liderar pelo exemplo: "cooperação em vez de confronto, igualdade em vez de imposição".
Wang Yi defendeu mais "democracia nas relações internacionais" e que os assuntos globais devem ser decididos por todos. A soberania dos povos e das nações jamais deve ser violada, é o recado da China.
Legendamos e dublamos trechos emblemáticos dos dois discursos, para vocês julgarem com os próprios olhos.
Um celebra impérios escravocratas e sanguinários, e lamenta que estes entraram em declínio no pós-guerra.
Outro defende a igualdade entre nações, um direito democrático internacional, e comemora a ascensão do Sul Global.
Munique 2026 expôs o confronto geopolítico e ideológico que vai definir o século XXI.
De que lado o Brasil vai ficar, a propósito, vai depender do país que emergir das urnas em outubro deste ano.
@poponze Atuação da década. Está facilmente entre as maiores do século XXI até agora. Não via uma entrega tão visceral e profunda desde Marion Cotillard em "Piaf".
Stephen A. Smith é um apresentador de TV, comentarista esportivo da ESPN, radialista, jornalista e ator norte-americano. Ele se pronunciou sobre o vídeo compartilhado por Trump, associando Michele e Barack Obama a macacos. Fiz questão de legendar em português: