Não é que Biden "se confundiu" ao divulgar a fake news dos "40 bebês decapitados". Nem a nossa imprensa "se enganou" ao divulgar a matéria como verdadeira - enquanto ignoram e vão seguir ignorando os desmentidos, inclusive o da Casa Branca. É propaganda de guerra feita pra desumanizar o lado que se deseja exterminar. É a imprensa difundindo boato pra você aceitar com mais facilidade o assassinato de civis palestinos. "Olha o que eles fazem com bebês, são desumanos, tem que matar". É esse o pensamento que se deseja insuflar. Não interessa que não exista prova e que as próprias autoridades israelenses desmintam a história.
Vimos a mesma coisa acontecer na Guerra do Golfo, quando uma menina kuwaitiana de 15 anos foi chamada para dar um testemunho no Congresso dos Estados Unidos dizendo que soldados iraquianos invadiram uma maternidade e mataram um monte de bebês das formas mais cruéis que existem. Como se soube depois, o depoimento foi inventado por uma agência de relações públicas e a menina era filha do embaixador do Kuwait em Washington. Mas aí, Inês já era morta.