Oi Damares! Tudo bem? Obrigado pelo convite! Mas, sabe o que é? Não consigo ir ao Brasil porque o Moraes cancelou o meu passaporte há 3 anos. Sabe por que? Justamente porque, mesmo sem ter ou aspirar ter mandato, tenho lutado com todas as forças contra o regime que colocou esse presidente Bolsonaro, que você mencionou, na prisão. Não sei se você viu, porque apesar de dizer que é senadora, não vi muito a sua atuação nestes anos contra este regime. Pode ser desatenção minha, então fique à vontade para enumerar suas iniciativas nesta direção. Vi, por outro lado, bastante militância feminista e apoio a alguns projetos bastante esquisitos para nós de direita. Ainda assim, não reputo que você seja uma má pessoa. Quero conhecê-la melhor e, por isso, o convite é oportuno e aceitarei assim que possível. Talvez, se o @FlavioBolsonaro for eleito presidente (objeto da minha postagem que você contestou), eu possa aceitá-lo e desfrutar da mesma liberdade da qual você disputa sem ser importunada. E ai, podemos contar com o seu apoio ao Flávio ou ainda está "orando"?
A senhora arrotou essa experiência toda e até hoje não descobriu que há exilados e perseguidos políticos brasileiros no exterior? A senhora é uma palhaça ou uma canalha de pedir que um perseguido pela Gestapo de Alexandre de Moraes volte ao Brasil? Não tem vergonha de sugerir uma coisa dessas?
Em meu entendimento Lula compara o povo de Santa Catarina com Hitler. Isso é crime inafiançávell e motivo para INELEGIBILIDADE. Ainda existem juízes em Brasília?
EUA 🇺🇸: D Trump postou neste domingo (28):
“O comunismo é a maior ameaça ao nosso país desde a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Pearl Harbor ou 11 de setembro! Presidente DONALD J. Trump!”
Querem saber por que o Descondenado espumou de raiva contra Santa Catarina, difamando os catarinenses ao chamá-los de racistas?
Simples: não há nada que revolte mais um comunista do que a prosperidade.
Santa Catarina é, por quase todos os critérios, o estado mais desenvolvido do país. Tem a menor pobreza, o menor desemprego e a melhor distribuição de renda do Brasil (IBGE, 2024). Mais seguro, mais próspero, mais ordeiro...
E nada atiça mais a fúria de semi-analfabetos inescrupulosos que se alimentam da miséria do que o sucesso.
Não por acaso, o PT jamais conseguiu alcançar o poder no estado.
EUA 🇺🇸: O estado do Texas aprovou a leitura obrigatória de textos bíblicos em escolas públicas estaduais junto com a introdução de literatura clássica.
Autoridades educacionais do Texas afirmam que a Bíblia é uma obra literária essencial e importante para a compreensão da fundação e da cultura dos EUA
A obrigatoriedade passa a valer a partir de 2030.
Eu não conhecia o Alcides, mas já respeito. Desmontou a versão vitimista e mentirosa da Michelle c fatos e elegância, expôs seu projeto personalista (ela estava disposta a tb se aliar a Ciro), detalhou as articulações comandadas pelo JB (bem anteriores) junto à base do PL no estado e ainda emocionou com sua história de vida e conhecimento sobre o Ceará e seu povo. Não sobrou nada do vídeo de quarta.
LEMRETE: Para impedir que a Alemanha nazista vencesse a Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro inglês Winston Churchill aceitou a inclusão da União Soviética no bloco dos aliados. Apertou a mão de Stálin com o apoio quase unânime dos britânicos. Tanto o líder quanto o povo entenderam que o inimigo principal era o colosso totalitário parido por Adolf Hitler
Quem lembra da época em que jornal problematizava termos como "feito nas coxas", "criado-mudo" e "teta de nega"?
Observem todos eles mudando magicamente o discurso
Se o texto acima é da ex-primeira-dama, pode-se dizer que a emenda, como de costume, saiu pior que o soneto. Michelle resolveu aplicar remendo novo em roupa velha, proclamando, com ar de quem se redime, que não guarda raiva de ninguém. Excelente. Regozijemo-nos. Até ontem, o que se via no seu desdém pela candidatura de Flávio era, pura e simplesmente, uma raiva destilada, quase bíblica. Agora a questão já não é saber se a ex-primeira-dama tem ou não tem cólera no peito; é medir quantos bolsonaristas ainda conservam alguma simpatia por ela.
“Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”, declarou, sem dizer, é claro, o que exatamente estava sendo deturpado. Teriam os bolsonaristas deturpado a ausência absoluta de empatia, ou de apoio, ao enteado? A verdade é que o problema não reside na suposta deturpação, mas no “esclarecimento” intempestivo. Michelle batizou de esclarecimento o que não passou de lavagem pública de roupa suja, e, sem risco de mal-entendido, só pode ser lido como sabotagem. Sim: para a maior parte dos mortais, o vídeo foi uma tentativa clara de torpedear o candidato que, mal ou bem, ainda encarna o voto anti-sistema. Um desastre estético e político. Ponto final.
Eis outra frase digna de divã freudiano: “Vamos trabalhar juntos para derrotar o atual governo”. Depois de fuzilar o enteado em praça pública, a matriarca estende os braços, magnânima, superior, quase iluminada. Venceu a luta imaginária, expôs o rival ao ridículo e, sentindo-se rainha, oferece a mão ao vencido: venha, pobre-diabo, vamos trabalhar juntos. Não cola, Michelle. Não cola.
Depois vem a pérola que toma todos por otários: “Não há briga nem competição”. Então o que há? Se briga não é briga e competição não é competição, que a senhora explique, com a clareza que diz prezar, que diabo são essas coisas que só atrapalham. Alguém aqui delira, e não são os bolsonaristas.
Por fim, a estocada que revela tudo: “uma nova história será escrita, com verdade, clareza e respeito”. Traduzindo: diz Michelle, nas entrelinhas, que faltaram a Flávio esses três atributos: verdade, clareza e respeito, mas agora que a roupa suja foi devidamente arejada, o enteado comportar-se-á como bom menino e a nova história será escrita. Não por ele, naturalmente. Por ela.
E a cereja envenenada do bolo: “fiquem em paz”. Palavras ocas. Paz é substantivo que só soa verdadeiro na boca de Cristo: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. A paz de Michelle, até agora, tem sido apenas confusão. Triste, ruidosa e desnecessária confusão.
Michelle Bolsonaro já foi naturalmente elegante. Sim, o verbo está no pretérito. A elegância, nela, era quase uma graça inata, algo que não precisava ser fabricado para as câmeras. Perdeu-a, porém, no dia em que decidiu não saber perdoar. Até as pedras o sabem: carrega no peito uma mágoa desmedida, maior do que a própria fidelidade que se espera de uma esposa. Não a conjugal, essa miudeza de alcova, ou um dever natural, mas a fidelidade maior, a adesão sem fissuras à vontade do marido.
Michelle não se curvou à indicação de Jair Bolsonaro. E isso, num universo onde a lealdade é moeda de troca e quase religião, revelou-se fatal. Uma dama verdadeira não desafia o chefe da casa em praça pública; menos ainda quando o chefe foi presidente da República. Lavou, ademais, roupa suja diante do espelho da nação: gesto que a elegância antiga jamais permitiria. Não vi o vídeo que hoje todos comentam, mas soube do excesso: o “galego” repetido até o fastio, como quem precisa, a cada sílaba, certificar-se de que o mundo inteiro tome nota da intimidade.
Usado com parcimônia, o vocativo podia ter um quê de charme brejeiro, pitada de cumplicidade conjugal exposta com leveza. Repetido como mantra, tornou-se brega, quase patético. Tornou-se o bolo excessivo de cerejas que enjoa à segunda garfada. Publicamente, a ex-primeira-dama deveria ter recorrido à forma que a liturgia do poder exige: “meu marido, o ex-presidente”. A frieza formal, nesses casos, carrega mais dignidade e mais força do que a necessidade histérica de exibir intimidade.
Michelle já foi naturalmente elegante e, por extensão, naturalmente importante. Perdeu ambas as qualidades. Sem elegância, restou-lhe a máscara rígida do passado; sem importância, restou-lhe a raiva miúda, a birrenta impaciência de quem vê o próprio mito escapar-lhe entre os dedos. Curiosamente, só o “galego”, por ora mudecido, rarefeito, recolhido à esfera privada, poderá ainda salvá-la. Mas, tal como as coisas se apresentam, nem mesmo Jair Bolsonaro, com todo o seu magnetismo, conseguirá reverter o sentimento que ela deixou no bolsonarismo: um misto de decepção e repúdio surdo, quase irreversível.
A dama dissolveu-se; sobrou a sombra ressentida. E as sombras, como se sabe, não elegem presidentes.