Num país montado sobre desigualdade extrema, tratar a atenção aos pobres como capricho ideológico não é lucidez. É a forma elegante que certa elite encontrou para defender o direito histórico de conviver em paz com a miséria. #BBB#Brasil
Há editoriais que não querem pensar o país. Querem apenas recolocá-lo no lugar que lhes convém: quieto, obediente, agradecido e, de preferência, com fome suficiente para não fazer perguntas. Quando um jornal chama de “fetiche” a atenção de um governo aos pobres, não está produzindo reflexão elevada sobre o destino nacional. Está deixando escapar, pela fresta da frase, um incômodo antigo: o de ver gente demais entrando na cena da história.
Porque o pobre, para certa imaginação das elites, só serve quando é paisagem. Quando vira sujeito político, quando aparece como prioridade de orçamento, quando deixa de ser abstração e passa a ser critério de governo, pronto: dizem que houve excesso, populismo, desvio, obsessão. O problema nunca foi a miséria. O problema é o miserável deixar de se comportar como decoração do abismo.
Essa gente fala em projeto nacional mais amplo com a mesma naturalidade com que evita encarar a largura real do Brasil. Um projeto nacional, para eles, parece sempre caber em colunas econômicas, salas refrigeradas e jantares onde a palavra “mercado” entra antes da sobremesa e o povo só entra como índice, risco ou estorvo. Pedem amplitude, mas se arrepiam diante da ideia de incluir justamente quem sustenta o país com o corpo, com o tempo, com a fadiga e com a esperança mastigada a seco no ônibus das cinco.
No fundo, o escândalo deles não é que se fale dos pobres. É que se fale com consequência. É que a pobreza deixe de ser fatalidade folclórica e volte a ser reconhecida como violência política. É que alguém ouse governar partindo do chão, e não do camarote. Isso desorganiza a pedagogia silenciosa da desigualdade, essa doutrina não escrita segundo a qual uns nasceram para opinar sobre a nação e outros apenas para limpá-la, servi-la e desaparecer atrás dela.
Há muito poder sustentado não apenas pela força bruta, mas pela fabricação meticulosa da obviedade. Repetem-se certos dogmas até que pareçam natureza: que cuidar dos de baixo atrapalha o crescimento, que distribuição é atraso, que dignidade custa caro, que o sofrimento social é lamentável, porém inevitável. E assim se tenta domesticar não só a economia, mas a imaginação. Um país que pensa demais começa a notar que a pobreza não caiu do céu, que a desigualdade tem endereço, sobrenome e proteção institucional, e que o conforto de poucos sempre dependeu da resignação de muitos.
Talvez por isso incomode tanto quando o debate escapa do script. Quando alguém recusa o vocabulário perfumado da dominação e chama as coisas pelo nome. Quando a lucidez se torna popular. Quando o povo percebe que nem toda linguagem sofisticada é inteligência — às vezes é só verniz sobre a brutalidade de sempre.
No fim, esse tipo de editorial não revela o limite de um governo. Revela o limite moral de uma fração do Brasil que tolera quase tudo, menos a ideia de que o país pertença de fato a todos. E aí, quando o pobre deixa de ser metáfora e volta a ser prioridade, chamam isso de fetiche.
Chamam de fetiche porque não suportam chamar de justiça.
Num dos países mais desiguais do planeta, onde poucos concentram demais e milhões seguem disputando o básico, tratar a atenção aos pobres como desvio retórico não é só arrogância. É sintoma de uma elite que aprendeu a conviver com o abismo desde que ele continue bem administrado, bem policiado e, sobretudo, longe da sua mesa. O que os incomoda não é o excesso de preocupação com os de baixo. É a possibilidade de que um dia a desigualdade obscena deixe de ser destino e volte a ser escândalo. (Sandra Buarque)
🚨 Boa noite, pessoal! É hoje! Daqui a pouco, às 20h, acontece a estreia do nosso Spaces: 'MULHERES NEGRAS NO PODER', comandada pela Ruth Lopes @Ruth1201.
Eu e o @wanderson_dutch seremos os anfitriões desse encontro, que contará também com a participação da companheira @KriskaCarvalho
Vamos bater um papo essencial sobre a importância de as mulheres negras ocuparem espaços de poder no Congresso, rompendo barreiras e celebrando trajetórias de impacto.
Compartilhem muito!
Filhos do presidente Donald Trump, ganharam US$1,4 trilhão em operações ‘opacas’ com criptomoedas. Confira a análise de Leonardo Trevisan
O ICL Notícias 2 ed vai ao ar de segunda a sexta ao vivo, das 17:30h às 19h, nos canais do ICL. Venha debater as notícias do dia no Papo Legal
🚨 VITÓRIA PELA VIDA DAS MULHERES!
Acabamos de aprovar, na Câmara, a urgência do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia, o discurso de ódio contra as mulheres.
Como presidenta da Comissão das Mulheres, meu posicionamento sobre essa proposta sempre foi claro: sou a favor, tão a favor que jamais quis que essa proposta passasse pela Comissão que eu mesma presido. Queria que ele fosse direto ao Plenário.
Agora, com a urgência aprovada, isso pode ser uma realidade!
Tem gente que acha um escândalo Lula chamar alguém de ‘jogador home office’ e, ao mesmo tempo, trata como folclore um presidente que falou em ‘metralhar a petralhada’, imitou gente morrendo de falta de ar na pandemia e transformou a agressividade em método político.
Parece que para alguns uma ironia é o fim da civilização. Já a violência verbal, a defesa de armas e o deboche diante de centenas de milhares de mortos viram apenas ‘jeito de falar’.
#ForaBets #Convocação
Se a gente viajasse perto da velocidade da luz, o tempo da gente passaria mais devagar do que para quem ficou na Terra. Então, feliz aniversário de 121 anos de uma ideia que ainda faz o tempo... relativo!
Julho de 1905
O mundo começava a entrar em uma nova era.
Um jovem de 26 anos, funcionário do escritório de patentes de Berna, na Suíça, escrevia as ideias que mudariam para sempre nossa compreensão do tempo, do espaço e do universo.
Albert Einstein não trabalhava em um grande laboratório. Trabalhava examinando pedidos de patentes. Nas horas livres, fazia aquilo que muda a história: perguntava se as certezas da sua época estavam realmente certas.
Seu artigo sobre a Relatividade Especial inaugurou uma das maiores revoluções intelectuais da humanidade. Poucos meses depois viria a famosa equação E = mc², completando um dos anos mais extraordinários da história da ciência.
Mais de um século depois, a lição continua atual.
Grandes transformações nem sempre começam em governos, universidades ou laboratórios. Muitas nascem da curiosidade, da coragem de estudar, de questionar e de imaginar um mundo diferente.
A história também é escrita por pessoas comuns que decidem pensar por conta própria. #Einstein
Faltou na resposta do TariFlávio: Assinado:
IA, assessor, advogado, pastor, marqueteiro e coach emocional trabalhando em regime de mutirão junino. - Viva São João
REGISTRO HISTÓRICO | Documentário da cineasta Dandara Ferreira “Anatomia do Caos" estreia 2 de julho e traz bastidores de um dos períodos mais dolorosos da história do Brasil: o desgoverno Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Lembrar para que jamais se repita!
Se fosse um político de Esquerda aparecendo em áudio pedindo dinheiro para filme, cercado de relações com banqueiro suspeito e personagens já conhecidos do noticiário policial, a turma da “imparcialidade” teria transformado o caso em escândalo nacional antes do café.
André Mendonça participou da Marcha para Jesus deste ano, realizada em São Paulo em 4 de junho de 2026. Ele esteve no trio elétrico principal junto de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Jorge Messias. #sextou com Quebra De Sigilo de TariFlávio Já. #Patriotas