MALUCO DO CEU
Rodrigo Bocardi foi demitido do SBT acusado de estar cobrando pra não falar mal de políticos.
Ele devolveu tacando cocô no ventilador, e atacando o marido da Patrícia Abravanel (e ex ministro do Bolsonaro) no escândalo do Vorcaro.
A discussão entre Malu Gaspar e Octávio Guedes na GloboNews escancara um problema ético. Desqualificar o colega colocando-o como parte do fato, apenas por discordar dele, é baixo. Mostra a diferença entre fazer jornalismo e malabarismo para defender tese.
A @revistapiaui publica agora uma série de reportagens que jamais viria a público pelas mãos do STF. Horas depois do pedido de manifestação dos ministros, a corte tirou o sigilo de tudo. Mas este documento estava mantido nas sombras por sete meses.
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Tudo indica que Fachin vai retirar André Mendonça da relatoria do Caso Master, o que abriria caminho para que Flávio bolsonaro que recebeu R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro possa ser alvo de quebra de sigilos e operação da PF. A impressão de que Mendonça protege Flávio é consenso.
Será lançado na segunda semana de setembro o livro "Eu Disse Não!" – Uma Trincheira Antigolpista, do brigadeiro Carlos Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, onde é relatada a resistência ao golpe tramado pelo presidente Jair Bolsonaro.
É um livro da maior importância para o Brasil, no qual um dos membros da cúpula militar conta como o golpe articulado por Bolsonaro foi barrado por comandantes do Exército e da Aeronáutica.
O comandante da Marinha, por sua vez, ficou com Bolsonaro e com o golpe.
Este dramático momento da nossa história ganha a descrição de um militar envolvido, que era politicamente bolsonarista, mas não aceitou violar o estado democrático e apoiar o golpe.
O livro destrói a narrativa bolsonarista de que não houve o golpe fracassado, mas apenas uma revolta de algumas senhoras "com a Bíblia na mão", desgostosas com a derrota eleitoral.
O livro mostra toda a articulação do golpe que, afinal, fracassou.
O Brasil já teve muitos golpes de Estado e, no caso de 2022, sua derrota marca um ponto diferente em nossa história.
Destaque-se, também, o valoroso trabalho do STF, notadamente do ministro Alexandre de Moraes, no valente empenho de barrar o golpe – o que lhe valeu o ódio eterno do bolsonarismo.
O autor do livro vem recebendo todo tipo de ataques, inclusive dos familiares do ex-presidente Bolsonaro, em uma sórdida campanha na internet.
Foi golpe, foi enfrentado e, hoje, os militares golpistas estão condenados cumprindo pena – na maior prova a que a Constituição de 1988 já foi submetida.
E a democracia venceu.
Os Estados Unidos anunciaram uma cota adicional para importação de carne bovina de alguns países.
Dentre os escolhidos para aumentar as vendas de carne aos EUA está o Brasil.
E, dentre os que ficaram de fora da lista dos exportadores, está a Argentina.
Há uma bronca geral entre os fazendeiros argentinos com esta exclusão.
Milei ainda não falou nada sobre este ocorrido.
Nos últimos dez dias, ele está praticamente isolado e metido naquelas crises de sempre.
Mas, atualmente, não lhe sai da cabeça a pancada que recebeu com a prisão de Fernando Cerimedo, seu principal articulador digital.
Por conta da queda de Cerimedo na Bolívia, desabaram os tuítes de elogios que ele recebia diariamente, aos milhões, vindos dos robôs das "granjas de bots" que financiava.
Agora, aparecem tuítes reais com pesadas críticas ao seu governo.
Milei deve, também, pensar nas noites de insônia da família Bolsonaro, íntimos amigos de Cerimedo, que usavam os disparos de tuítes das "granjas" de fake news compartilhadas nas campanhas de desinformação.
O pior, no entanto, é que a mulher do argentino preso está dizendo que a atividade na internet das várias extrema-direitas da América recebia grana do narcotráfico.
Cerimedo teria como função gerir os voos de distribuição de drogas por toda parte.
Sim.
Deus, Pátria, Família e um pacotinho de drogas.
Vendo a Festa do Peão de Barretos, hoje tomada por bolsonaristas é preciso avisar essa malta que o local do evento é projeto de Oscar Niemeyer, histórico arquiteto comunista.
Provavelmente os cantores desse breganismo sertanejo não sabem, mas, em 1985, a direção da festa procurou o arquiteto apenas para ouvi-lo, já que não tinham dinheiro para comprar um projeto.
Disseram que precisavam de um espaço maior (o anterior cabia 3 mil pessoas) para que pudesse receber os trabalhadores do campo, os boiadeiros e peões, que não tinham acesso ao evento.
Isso sensibilizou Niemeyer.
Quinze dias depois, a direção do clube recebeu uma ligação do escritório de Niemeyer pedindo para irem buscar o projeto.
Tiveram dúvidas em ir, pois não tinham dinheiro e não sabiam o quanto o comunista Niemeyer cobraria.
Tiveram um susto: o projeto era gratuito e tinha uma carta transferindo-o todos os direitos para o clube que organiza o evento.
Construíram o estádio (em forma de ferradura), uma criação genial do arquiteto.
Hoje vemos o evento tomado por reacionários de toda espécie e com discursos do pior atraso político que o país já viu.
Os trabalhadores do campo estão ausentes, e o evento está cheio de grã-finos de apartamento e cantores bregas como esse Gusttavo Lima.
Além de tudo, para tristeza dos que conhecem a obra genial do comunista Niemeyer, o povo presente deixa lixo e sujeira por todo lado e provoca brigas toda hora.
Deveria aquele animador de rodeio, bolsonarista raiz, agradecer a quem, verdadeiramente, ajudou o evento que ele pensava ser popular.
"Que não haja ilusões: toda palavra que sair da boca de um Bolsonaro em favor da democracia sera falsa".
Este é o dramático alerta do editorial de hoje do "Estadão", "Para nunca esquecer", no qual o jornal destaca o importantíssimo livro do ex-comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior.
Na obra que agora é lançada, "Eu disse não! - Uma trincheira antigolpista", o ex-comandante da Aeronáutica narra aqueles dias dramáticos de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua cúpula tramaram um golpe de Estado para anular a eleição e mudar o regime no Brasil.
Como personagem presente na direção militar, a narrativa do ex-comandante enterra – de vez e sem rodeios – a trama golpista conduzida por Jair Bolsonaro.
A narrativa dos bolsonaristas de que sua turma "jogava dentro das quatro linhas" era só fantasia.
Conspiravam o tempo todo contra a democracia.
O objetivo dos Bolsonaros sempre foi destruir o regime construído a partir de 1988, e todos os passos que deram objetivavam substituir o Estado de Direito tão penosamente construído.
A trama golpista foi barrada, e não importa discutir quais foram as razões de cada envolvido que empenhou a bandeira da democracia, que foi salva nos últimos dias de 22.
O livro do ex-comandante destrói a narrativa bolsonarista de que o que ocorreu foi apenas um "choro de revolta de velhas senhoras com Bíblia na mão".
Foi golpe, foi trama, foi um ataque sem precedentes ao regime democrático.
O autor realça que o STF (Supremo Tribunal Federal) foi uma linha de defesa dos valores democráticos que não deve ser esquecida quando algumas lideranças, por visão eleitoreira, clamam por anistia aos golpistas.
O importante editorial do "Estadão" traz um alerta: quem se juntar ao bolsonarismo, de forma clara ou enrustida, está referendando valores contra a democracia.
Esse livro do ex-comandante da Aeronáutica é mais forte, direto e importante do que muitos vazamentos pontuais de inquéritos que buscam apenas tumultuar a campanha e esconder inimigos da democracia.
O livro do militar recoloca a discussão nos termos relevantes que ela deve ter.
Não há espaço para namoros com o bolsonarismo, ainda que traga um voto aqui ou ali.
E os candidatos que procurarem esses caminhos erram.
E erram muito.
Fui ontem a um evento a portas fechadas, numa prestigiada instituição de pesquisa, para conversar sobre os riscos de intervenção americana no Brasil. Cheguei achando que eu era o mais alarmado da turma. Quando ouvi os acadêmicos, caí pra trás. Eleição é fichinha.
"a mera alegação de que a recorrida exerce o cargo de Desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão não é motivo suficiente para descaracterizar a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita, porque o fato de os vencimentos do cargo serem altos não significa que a parte tenha padrão de vida efetivo que lhe autorize a suportar despesas processuais"
@KingMVP225 Parafernália digital invasiva, intrusa, impositiva, totalitária. Hj, não se faz uma compra sem estar submetido à autoritária "política" da empresa.
A declaração de " neutralidade" dos partidos de Direita - que compõe o centrão - está baseada na perspectiva da manutenção, na próxima legislatura, das chamadas " emendas obrigatórias" implantada nos últimos anos.
Essas emendas pelas quais o Executivo se torna um mero repassador de dinheiro para os parlamentares foi criada com a ascensão de partidos progressistas ao poder no começo do século.
Essas emendas são claramente inconstitucionais embora seja normas da constituição.
O modelo estabelecido pela Constituinte de 1988 definiu os espaços do Executivo, Legislativo e Judiciario .
Para mudar está fórmula será preciso uma nova Constituinte.
Assim o Legislativo não pode ser o revisor de decisões do Judiciário, o Executivo não pode rever leis sem aprovação do Congresso e o Judiciário não pode determinar onde vai ser gasto os recursos do tesouro.
As emendas obrigatórias invadem um campo próprio do Executivo e são claramente contra a constituição.
Como foi contra a Constituição a decisão do Ministério público Federal do Paraná quando criou uma regra para usar dinheiro de multas ou acordos proveniente de condenações por corrupção.
Certamente as emendas obrigatórias não sobreviveram.
Cabe ao STF a medida de proibir está excrescência constitucional.
E isso será feito na próxima legislatura.
Os partidos políticos contam com sua força intimidatoria para manter está loucura legislativa.
Mas isso não sobreviverá.
Mais cedo ou mais tarde .
Partidos do Centrão caminham para uma neutralidade inédita na disputa presidencial de 2026, sem apoio nacional ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com cerca de R$ 2,5 bilhões em Fundos públicos de financiamento e influência sobre R$ 11,8 bilhões em emendas parlamentares, essas siglas chegam à eleição fortalecidas, com autonomia para negociar com o vencedor somente depois das urnas e concentrar esforços na ampliação de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado.
O crescimento das bancadas também amplia a influência sobre o Orçamento. Com mais deputados e senadores, os partidos reúnem mais parlamentares aptos a indicar emendas para obras, serviços e investimentos em seus redutos eleitorais. Neste ano, integrantes dessas legendas terão influência sobre cerca de R$ 11,8 bilhões em emendas individuais e coletivas. Somados aos R$ 2,5 bilhões dos fundos Partidário e Eleitoral, os recursos chegam a R$ 14,3 bilhões.
Como mostrou o Estadão, o volume de emendas parlamentares pagas cresceu 179 vezes desde 2014 e, em 2025, superou o orçamento de 30 ministérios. A expansão ocorreu depois que o Congresso tornou obrigatório o pagamento de parte desses recursos. No mesmo período, os parlamentares também ganharam força para alterar ou bloquear decisões do governo, com mudanças nas regras das medidas provisórias e dos vetos presidenciais.
(Estadão)
A nota da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) sobre o tarifaço do governo norte-americano é vergonhosa – ou melhor, indecente –, mas nada surpreendente.
Ao abandonar o Brasil e os interesses da nossa indústria, a entidade assume a bandeira do bolsonarismo e atribui a culpa ao governo brasileiro por sua postura na defesa dos interesses nacionais.
Há muito tempo, essa federação – e suas irmãs estaduais e a federal – não representa os interesses da indústria nacional.
São dirigidas por burocratas do sindicalismo patronal, nos quais quase nenhum dos seus integrantes possui, de fato, indústria.
O caso de São Paulo é constrangedor: foi uma entidade importante no passado, mas hoje serve a interesses pessoais e políticos que estão longe dos reais interesses da indústria e do país.
Quando houve a reforma trabalhista, há alguns anos, retirou-se o antigo imposto sindical – antiga contribuição – que garantia recursos aos sindicatos dos trabalhadores.
Infelizmente, manteve-se a contribuição para o sistema patronal.
É essa contribuição (uma montanha de recursos) que é distribuída aos patrões para manterem as entidades nos Estados e na União.
Com poderoso lobby no Congresso, continuam sendo irrigados por dinheiro recolhido pelo governo e repassado a esses cartórios patronais, hoje ocupados por uma elite oligarca de "dirigentes" sindicalistas.
Perdeu-se o momento de mudança quando houve o corte da receita dos trabalhadores.
A posição vergonhosa da FIESP deveria, portanto, estimular o fim do dinheiro público que mantém esses dinossauros sindicais.