“A conta operacional do Galo já começou a fechar. Ou seja, a relação entre receitas e custos começou a ficar positiva. É muita coisa? Não. Ainda é pouco, mas já fecha. E isso já é melhor do que era há dois anos.”
“A conta envolvendo atletas também começa a se equilibrar, então o Atlético seguirá tendo capacidade de investir. Existe esse discurso de que os Menin não investem mais ou não colocam dinheiro no clube, mas isso não é verdade. Basta olhar o balanço para perceber isso.”
“No investimento, o torcedor normalmente considera apenas o jogador contratado, aquele que aparece no noticiário. Mas, quando você renova com um ídolo, há luvas, comissões e outros custos. Existe um investimento para manter o elenco.”
“O Atlético tem um elenco qualificado há muitos anos e, por isso, continua investindo. Agora, o clube também está equilibrando a venda de jogadores para fazer essa conta ficar positiva.”
“O grande problema do Atlético são os juros. O clube deve mais de R$ 2 bilhões e uma grande parte dessa dívida é com bancos. Os juros estão muito altos. Quando os Menin assumiram essa dívida, a taxa Selic estava entre 2% e 4% ao ano. Hoje está em 15%. A dívida ficou muito mais cara entre o início do projeto e o momento atual.”
“Sobre o aporte, ele era indispensável. Não havia outra alternativa. Os R$ 530 milhões entram justamente para pagar parte da dívida bancária e reduzir o peso dos juros. Vai zerar a dívida? Não. O clube vai continuar tendo despesas financeiras? Vai. Mas a situação melhora muito.”
🎙️ Rodrigo Capelo.
📸 Reprodução/Flow Sport Club