ficando com dó dos outros países tentando discutir com o brasil pq nao existe xingamento que o brasileiro nao dobre, nao existe ofensa que o brasileiro nao ofenda pior, tipo apenas desistam
menos de 24h pro preto perfeito brilhar na arena abencoa senhor os itens a galera os jurados o tablado o rossy amoedo a equipe toda por tras do caprichoso
o garantido nao
Serena Joy é uma das personagens mais perturbadoras de O Conto da Aia porque mostra que o patriarcado nem sempre é sustentado apenas por homens.
Às vezes, ele também encontra mulheres dispostas a defendê-lo, desde que acreditem que ocuparão um lugar privilegiado dentro dele.
É por isso que tantas pessoas enxergam em Michelle Bolsonaro um símbolo semelhante.
Não porque ela viva a realidade de Gilead, mas porque seu discurso em defesa de papéis tradicionais para as mulheres e sua oposição a pautas feministas lembram a lógica representada por Serena, a de que a liberdade feminina pode ser sacrificada em nome da moral, da religião e da família.
O Conto da Aia deixa um alerta que continua atual, quando mulheres ajudam a legitimar projetos que restringem direitos de outras mulheres, não fortalecem a liberdade, fortalecem estruturas de poder que podem, um dia, limitar a liberdade de todas.
É essa reflexão que faz a personagem Serena Joy continuar tão presente no debate político e cultural.