Peço desculpas a todos, mas, me sinto envergonhado por ter dado tanto apoio ao @BapLuizEduardo e ver o Flamengo sendo humilhado por uma atuação medíocre de um diretor de futebol ridículo como esse José Boto. O presidente é o responsável por essa vergonha pública.
Alessandro Vieira decidiu recuar. O senador que até ontem alertava para os riscos do PL da Dosimetria, um projeto feito sob medida para aliviar penas de criminosos poderosos, resolveu retirar o voto contrário e passar a acompanhar o relator Esperidião Amin.
O gesto não é técnico, é político. E tem consequências.
O PL da Dosimetria não nasce para corrigir injustiças históricas do sistema penal.
Ele surge no exato momento em que a Justiça começa a responsabilizar golpistas, corruptos e operadores do autoritarismo.
Não é coincidência. É reação. E ao se alinhar a esse movimento, Vieira ajuda a dar respeitabilidade institucional a uma pauta que interessa diretamente a quem atacou a democracia.
A narrativa de “equilíbrio” e “segurança jurídica” não se sustenta quando o efeito prático do projeto é abrir brechas para reduzir penas de crimes graves, inclusive os cometidos contra o Estado Democrático de Direito.
No Brasil real, quem sofre com o rigor penal continua sendo o pobre, o preto, o periférico. Já os bem relacionados seguem buscando atalhos legais, agora com apoio de setores que se dizem republicanos.
O mais grave é o simbolismo. Após o 8 de Janeiro, o país precisava de sinais claros, golpismo não compensa, crime político tem consequência, a democracia se defende com firmeza.
O recuo de Vieira vai na direção oposta. Normaliza a ideia de que sempre haverá uma saída negociada para quem tem poder.
Não se trata de vingança penal, mas de responsabilidade histórica.
Leis feitas para “corrigir excessos” não podem servir como anistia disfarçada.
Quando isso acontece, não é o Estado de Direito que se fortalece, é a impunidade que ganha nova roupagem.
Progressismo não é ser leniente com quem atacou a democracia.
É proteger a sociedade, fortalecer as instituições e garantir que a Justiça não seja seletiva, nem para punir, nem para aliviar.