No fundo, eu só quero sentir que, para alguém, eu sou suficiente. Que não preciso me diminuir, mudar ou esconder partes de mim para ser amado. Quero alguém que olhe para tudo isso e pense: “é exatamente ele que eu quero”. E que continue escolhendo a mim, todos os dias.
Quero alguém que me puxe para perto, que me sufoque de beijos, que demonstre o quanto me quer sem medo. Que tenha vontade de me abraçar só porque sentiu saudade, que procure minha mão no meio da multidão e que faça questão de estar comigo.
Estabeleça seus limites, mantenha a cabeça erguida e seja você mesmo. A forma como as pessoas respeitam seus limites diz respeito a elas mesmas e não a você. Contanto que você não se perca, simplesmente deixe para lá. Faça o que lhe parece certo e as bênçãos virão naturalmente.
Eu odeio essa sensação de nunca ser suficiente, de nunca conseguir me encaixar em lugar nenhum, como se sempre faltasse alguma coisa em mim para finalmente pertencer.
é tão estranho sentir que a pessoa tem preguiça de falar com você, de responder, de manter uma conversa… e você fica se perguntando em que momento conversar com você virou um esforço
O cansaço vence quando o limite finalmente chega. O corpo pesa, a dor de cabeça cresce, a paciência se desfaz aos poucos e até a vontade de permanecer ali vai se apagando, como uma luz que perde a força. Tudo se torna pesado demais, exaustivo demais.
Eu sempre vou escolher a mim, ao meu silêncio, ao meu jeito, ao meu ser e à minha alma. Nunca vou abrir mão de nenhuma parte de quem sou por alguém que não saiba valorizar e respeitar tudo aquilo que me faz ser eu.
Eu queria que tudo voltasse ao normal, mas vejo o quanto isso tem sido difícil. Uma barreira se criou no meio de tudo, tornando quase impossível recuperar a dinâmica boa que tínhamos antes.
Meu silêncio é a pior versão de mim que alguém pode conhecer. Eu sou de conversar, perguntar, demonstrar interesse e querer saber de tudo. Mas, no momento em que você perder essa minha versão, saiba que também perdeu o melhor de mim.