Que engraçado, há um dia atrás, tenho certeza que vi Barry reclamar das musiquinhas de AJ. Mas hoje de manhã, ouvi ele cantarolar como se fosse a pessoa mais alegre do mundo.
Arthur, meu chapa! —— Surgiu ao lado do amigo, apoiando-se no ombro deste enquanto mandava ‘pra dentro um gole generoso de refrigerante. —— Quer pescar? —— Encarou o vasto oceano. —— Desculpa. Ofensivo.
Isso é dinheiro. Não vai colocar na boca. E também não dá ‘pra comprar muita coisa. —— Vasculhou os próprios bolsos. —— Acho que eu tenho uns trocados aqui… Quer cachorro-quente, Merinha?
Jogou o controle em direção à Xebella, contudo, surgiu do outro lado, com AJ no colo, brincando de arremessar. —— Você gosta de pular? Lá vai! —— O agarrou antes que caísse no chão, acompanhando o bebê na gargalhada. —— Ele é sempre radical?
Não. Porque, de onde viemos, tem muitos peixes. — Revirou os olhos, mas curvou os lábios com a gargalhada de AJ, que sempre achava graça quando Mera revirava os olhos. — Ele tem apenas um aninho! Ande, me dê esse controle!
Eu não aguento mais essa música sobre peixes! É tortura, Mera. Vocês são apegados assim? Pelo amor de Deus! Que tal sobre… —— Selecionou a faixa seguinte, sorrindo orgulhoso em direção ao menininho. —— Fazendas? Lá é manhã. Ou Justin Bieber? Se bem que ele fala sobre maconha…
Não adianta suspirar, Barry. Sei que é entediante, mas preciso manter AJ acordado agora. Ou de noite, você não vai dormir. — Esticou a mão para que ele lhe entregasse o controle.