Mauro Cezar fez uma das perguntas mais desconfortáveis do debate sobre as bets nesta Copa.
A campanha contra a CazéTV ganhou força, a liminar saiu e o canal virou o principal alvo.
Foi aí que Mauro interrompeu a discussão com uma pergunta simples:
"O que endivida mais as famílias? As Bets ou o sistema financeiro que oferece crédito a pessoas que ganham pouco?"
Um aposentado que consegue R$ 500 emprestado, não consegue pagar os juros absurdos e fica nas mãos do banco.
Cartão de crédito. Cheque especial. Consignado. Isso ninguém discute.
E a seletividade vai além.
Corrida de cavalo pode apostar. Jockey Club vive de aposta. Loteria do governo pode.
Propaganda de bebida alcoólica tudo bem.
Na Inglaterra havia casa de aposta a cada esquina antes mesmo de existir site.
"Se é para falar sobre Bets, deveria falar sobre tudo. Não pode ser só CazéTV."
Sobre o governo ele foi ainda mais direto: a razão pela qual as Bets não foram proibidas é porque o governo quis arrecadar com elas.
E proibir não funcionaria de qualquer forma porque quem quer apostar acessa pela internet de onde estiver.
O caminho é regulamentar. Publicidade, funcionamento, geração de empregos, organização do setor.
O jornalista @demetriovec Demétrio Vecchioli respondeu chamando o argumento de lógica idiota e defendendo que aceitar anunciante não compra silêncio editorial.
O debate é legítimo.
E por isso, quero saber a sua opinião:
Se o seu clube tem Bet na camisa e você nunca protestou, você tem moral para criticar a CazéTV pelo mesmo motivo?
🎙️ Barbacast — link abaixo
#Bet #CazéTV #mídia #futebol #regulamentação #MauroCezar #imprensa
Se não fossemos um país de uma elite tão covarde e vira lata, poderíamos ser uma nação representante do povo terceiro-mundista. É impressionante como todo o mundo não-ocidental tem apreço pelo Brasil, mas nossas elites continuam sendo cães de estimação dos Estados Unidos