Deus pregado nas paredes.
Como um retrato sem moldura.
Com um prego atravessando o reboco
e segurando o invisível no lugar.
Há um nó no verbo.
Um cordão apertando o sentido.
Um espaço grande demais
por dentro do crânio.
O tempo rói sem dentes.
Mas rói.
E deixa na alma
o gosto metálico do infinito.
Existir é empurrar o espírito
pela garganta do tempo.
O próximo segundo não vem.
Ele arromba.
Tem ferrugem nos dentes.
Mastiga minhas costelas.
Quero morrer,
mas até morrer
exige estar vivo no tempo.
O tempo ri.
A aflição veste figurino
e grita “eterno”
num teatro vazio.
O abismo abre a boca.
Mas,
O mundo continua
porque alguém, exausto,
decide suportar
mais um segundo.
O próximo segundo não vem.
Ele arromba.
Tem ferrugem nos dentes.
Mastiga minhas costelas.
Quero morrer,
mas até morrer
exige estar vivo no tempo.
O tempo ri.
A aflição veste figurino
e grita “eterno”
num teatro vazio.
O abismo abre a boca.
Mas,
O mundo continua
porque alguém, exausto,
decide suportar
mais um segundo.
O tempo escorre feito cinza entre os dedos.
Eu escuto um sussurro:
"Para achar-se, é preciso perder-se primeiro."
E eu, errante, desço pelos buracos,
O espaço é um labirinto de espelhos.
Capto o silêncio que precede o sopro primordial do universo, o verbo.
É nele que escuto meu corpo, distante.
A visão, essa traidora, me mostra:
pedaços de mim espalhados.
E o sussurro insiste: "Costure-os com fios de luz."
E eu, alfaiate do caos, começo a costurar.
Agora, de pé no abismo, sinto o peso do tempo,
não mais como uma âncora, mas como asas.
Meu corpo, enfim encontrado, é um portal abstrato,
e a vida, essa dançarina, me convida pra dançar.
Nao tem como entender o amor sem entender o arrepio
Nao tem como entender o tempo sem entender o agora
Nao tem como entender o agora se eu não escrever
Nao tem como entender o destino sem entender o passado
Nao tem como entender a morte sem entender a vida
Nao tem como entender a vida sem entender a desculpa
Não tem como entender a desculpa sem entender o amor
É o loop.
GRAÇAS A DEUS EM 2030 EU NÃO VOU TER QUE MAIS OLHAR A CARA DO ZAGUEIRO MARQUINHOS DO VOLANTE CASEMIRO DO GOLEIRO ALISSON DA PORRA DO NEYMAR E DE OUTROS VAGABUNDO COM A CAMISA DA SELEÇÃO
43 years ago, Michael Jackson stepped onto the stage in that fedora and gave the world the moonwalk for the very first time 🕺✨
A legendary Billie Jean performance that still feels untouchable today 🔥🔥